Monitor – 26 de abril de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
26/04/23 | nº 890 | ANO V |  www.cnc.org.br
Em sequência de três notas, acompanhada com foto, a coluna Capital S/A (Correio Braziliense) repercute a inauguração do escritório internacional da CNC. “O Brasil, por seu tamanho e importância econômica, precisa desempenhar papel relevante em direção à União Europeia, que é um mercado fantástico para os países que fazem parte do Mercosul”, afirmou o presidente da entidade, José Roberto Tadros.

A coluna conta que o objetivo é fortalecer e expandir a parceria com países europeus. Serão realizadas periodicamente missões empresariais brasileiras para a região.

Em outro registro, a coluna Capital S/A cita a participação da vice-governadora do DF, Celina Leão, na cerimônia de inauguração do escritório em Portugal.

No Jornal da Noite, a BandNews voltou a exibir declaração de Tadros sobre a abertura do escritório.

Publicada no Correio, a coluna Comércio em Pauta destaca que o escritório internacional vai estimular o comércio com a Europa e traz foto de Tadros com o presidente Lula. A coluna também conta que o Sesc comemora 25 anos dos dois maiores projetos de circulação cultural do país e repercute a oferta de cursos no âmbito da parceria entre Senac e Porto Digital.

Subsídios
Valor conta que a Câmara impôs a primeira derrota aos planos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de reduzir os subsídios tributários. Sob risco de derrota em plenário, o governo foi forçado a fazer acordo e recuar da intenção de antecipar o fim da isenção de impostos federais para as empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Com o acordo, o Perse foi mantido por cinco anos e sem o requisito de exigir a comprovação de queda de faturamento durante a pandemia. O número de atividades, inclusive, aumentou de 38 para 43.

Por outro lado, os governistas conseguiram aprovar o conteúdo de outra MP que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, o que garantirá arrecadação adicional de R$ 31,86 bilhões este ano e R$ 57,9 bilhões para 2024.

Sistema S
Valor detalha que o governo incluiu outros “jabutis” na MP aprovada ontem pela Câmara, incluindo a destinação de 5% dos recursos do Sistema S para a Embratur.

Reforma tributária 1
Valor publica que o projeto de reforma tributária defendido pelo governo, que pretende reduzir ao máximo possível o número de alíquotas dos impostos sobre o consumo e acabar com a cumulatividade dos impostos, poderia gerar ganho final de 7,84% do PIB e elevar lucro de quase todos os setores da economia, segundo estudo dos economistas Pedro Cavalcanti Ferreira (FGV), Bruno Delalibera, Johann Soares e Diego Gomes (FMI).

Eles estimam, em um universo de 66 setores da economia, 21 acabariam pagando mais impostos que hoje — a maioria do segmento de serviços. Destes, em apenas 11 a produção cairia e em somente três isso também resultaria em queda dos lucro — saúde privada, educação privada e atividades imobiliárias.. Os demais veriam uma alta dos lucros, que chega a ser superior a 36% no exercício. Em 33 deles, a alta do lucro ultrapassa 10% e, em 14, fica acima dos 15%.

Reforma tributária 2
O relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), defendeu ontem a adoção de um modelo de um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) único para União, Estados e municípios, e não dual. Esse imposto substituiria os atuais IPI, PIS e Cofins, que são federais, o ICMS estadual e o ISS municipal. A proposta contraria a posição dos governadores, que desejam um IVA dual, registra o Valor.

Carf
Folha
 informa que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) enviou uma carta ao governo brasileiro contestando as regras do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que julga disputas entre empresas e União sobre impostos, e sugeriu que o governo volte a ter poder de desempate. A carta reforça posição do ministro Fernando Haddad.

Multa de mora
Valor
 informa que o STF formou maioria para estabelecer teto de 20% para a multa de mora por atraso no pagamento de tributos, nas três esferas de governo. O julgamento foi suspenso por pedido de vista, mas cinco ministros já concordaram com o voto do relator, Dias Toffoli. Segundo a Associação Brasileira de Advocacia Tributária, pelo menos 12 Estados impõem penalidade superior a 20% sobre impostos e taxas não recolhidos no prazo. Em seu voto, Toffoli destacou a “enorme discrepância” nas multas, que chegam a 100% ou 150%.

Sindicatos
O Globo
 informa que o STF está a um voto de voltar a autorizar a contribuição assistencial de trabalhadores não sindicalizados de forma compulsória. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, mas Edson Fachin e Dias Toffoli decidiram antecipar seus votos. Até agora, o placar está cinco a zero, faltando um voto para a maioria ser atingida.

Energia
Valor
 informa que consumidores de Brasil e Paraguai vão pagar um adicional de US$ 459,1 milhões (R$ 2,3 bilhões) na conta de luz por causa do aumento das Despesas de Exploração da usina de Itaipu, resultado de um acordo entre os representantes dos dois países realizado dia 17 deste mês.

Do total, 86% serão pagos pelos brasileiros, uma vez que o Paraguai não consome toda energia a que tem direito e, por regra do Tratado, o Brasil contrata a parcela que sobra. O valor é referente à nova tarifa de Itaipu, de US$ 16,71.

Fechamento de capital
Manchete do Valor destaca que o número de consultas para a realização de ofertas públicas de aquisição de ações tem aumentado, num momento em que controladores de empresas se decepcionam com o recuo dos preços de suas ações e cogitam a possibilidade de fechar o capital. A busca por esse tipo de operação também ocorre na esteira de um movimento de fusões e aquisições envolvendo companhias abertas.

Neste ano, já foram registradas duas ofertas e outras sete estão em análise pelo regulador – quatro para o cancelamento do registro de companhia aberta e três por mudança de controle. Em 2022 foram oito OPAs e três delas resultaram em fechamento de capital.

Juros 1
Em sua primeira entrevista exclusiva desde que assumiu o comando do BB, Tarciana Medeiros diz ao Valor que a taxa Selic não pode permanecer no patamar atual por muito tempo. Para ela, já há condições para o BC começar a reduzir os juros. “A sociedade e as empresas sempre buscaram se adaptar ao patamar da taxa básica, mas esse é um esforço que tem limite”, avaliou.

Juros 2
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse ontem que reduzir a Selic “na canetada”teria um efeito muito ruim para o poder de compra da moeda. Segundo ele, não há “bala de prata” para a política monetária no combate à inflação e o Brasil tem “fatores de risco”que justificam o patamar atual.

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Campos Neto argumentou que as regras fiscais com foco no corte de gastos têm maior efeito sobre o controle da inflação. Registros do Estadão e O Globo.

Taxa de carbono
Valor informa que o Conselho Europeu adotou ontem cinco leis que permitirão à União Europeia reduzir emissões de gases-estufa nos principais setores da economia. A mais importante é a que cria o imposto de fronteira sobre carbono a partir de 2026, a primeira cobrança do tipo no mundo. A ideia é tornar os produtos estrangeiros de alta emissão mais caros que os europeus. Países emergentes receberam a medida com desconfiança. Estudo da Universidade de Boston aponta que o aço da Índia, por exemplo, poderia ser taxado em 15%.

Varejo
Reportagem no Valor conta que as vendas no varejo restrito voltaram a cair em fevereiro, após alta em janeiro. No varejo ampliado, contudo, a alta surpreendeu. Nos próximos meses, a perspectiva é de que o varejo ande de lado nos próximos meses, com setores mais dependentes da renda impedindo contração maior e os mais sensíveis a crédito tendo um desempenho pior, apontam economistas.

Em fevereiro, o volume de vendas no varejo restrito teve recuo de 0,1%, ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada ontem pelo IBGE. A queda foi menor que a estimada pelo Valor Data. Em janeiro, frente a dezembro, o comércio restrito havia avançado 3,8%, uma reação após queda de 2,8% no mês anterior. Ante fevereiro de 2022, o restrito avançou 1%.

No varejo ampliado, o volume de vendas subiu 1,7% na passagem entre janeiro e fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. Analistas de 20 bancos e consultorias esperavam alta de 0,7%, segundo a mediana. Em janeiro, o comércio ampliado havia subido 0,2%, ante dezembro.

O economista Rodolfo Margato, da XP, diz que o crescimento do varejo ampliado deve ser visto com cautela, porque os métodos de dessazonalização ficaram mais sensíveis e houve mudança metodológica na PMC.

Bolsa
Coluna do Broadcast (Estadão)
 registra a queda nos papéis das varejistas ontem: Grupo Soma (-6,44%), Natura (-4,19%), Magalu (-3,24%), Renner (-2,19%) e Marisa (-1,59%). Segundo analistas, o setor pressionado pela retração das vendas no comércio e pela queda na confiança do consumidor.

Confiança do empresário
Valor
 relata que a confiança do empresário brasileiro de médio porte recuou 3,2 pontos ante o segundo semestre de 2022, para 41,6 pontos, de acordo com o Índice de Confiança das Médias Empresas (ICME), da FDC.

O recuo foi puxado por uma queda de 7,4 pontos no componente de avaliação das condições atuais, impulsionada pela percepção de piora da economia brasileira e de crescentes incertezas políticas e sociais. As empresas de médio porte projetam redução de 0,86% dos postos de trabalho nos próximos meses.

Por setor, a confiança dos empresários recuou 4,3 pontos na indústria, 2,9 pontos no comércio e 2 pontos em serviços. Segundo a FDC, a queda menor em serviços pode refletir a grande diversificação setorial, a maior presença dos serviços na economia e um tempo mais longo para que o setor seja afetado por flutuações.

Linha branca
Estadão
 repercute a chegada do novo CEO do grupo Whirlpool, dono da Brastemp e da Consul, em um momento crítico para o segmento. Aos 47 anos, o mexicano Juan Carlos Puente é o primeiro executivo estrangeiro a dirigir a empresa. Com inflação alta, juros elevados e confiança do consumidor em baixa, as vendas da indústria de linha branca recuaram por sete trimestres seguidos e estão abaixo do nível registrado antes da pandemia.

Pneus
As vendas de pneus no primeiro trimestre ficaram estáveis na comparação anual, somando 13,9 milhões de unidades. Segundo números da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), houve pequena alta de 0,8%. A comercialização para montadoras subiu 5,3%, para 3,3 milhões de unidades. Já no mercado de reposição foi registrada queda de 0,6%. Registro do Valor.

Fake news
Principais impressos destacam que a a Câmara dos Deputados aprovou ontem a urgência para o Projeto de Lei das Fake News, que visa combater a desinformação na internet, dar mais transparência e regulamentar a atuação das plataformas de redes sociais e de busca. Com isso, a proposta não precisa passar pelas comissões e deve ser votada pelos deputados na próxima terça-feira.

Ataques golpistas
Jornais informam que a PF vai ouvir, nesta quarta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga quem são os “autores intelectuais” dos atentados de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília. O interrogatório será na sede da PF, na capital federal.

O dólar comercial fechou em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,06. Euro teve queda de 0,2%, chegando a R$ 5,55. A Bovespa operou com 103.220, baixa de 0,7%. Risco Brasil em 265 pontos. Dow Jones teve queda de 1,02% e Nasdaq caiu 1,98%.

Valor Econômico
Mais empresas estudam oferta para fechar capital

O Estado de S. Paulo
Câmara adota urgência na votação do Projeto de Lei das Fake News

Folha de S.Paulo
Não há mágica para equilibrar contas, afirma Campos Neto

O Globo
Câmara aprova urgência de projeto contra fake news

Correio Braziliense
Câmara acelera a votação do projeto contra fake news

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