Portugal
Manchete no Correio Braziliense comunica que o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, reforçou oportunidade de “ampliar os laços comerciais e os investimentos mútuos” com o Brasil.
Em discurso a empresários, ele garantiu que será “ponta de lança” para garantir que o acordo que envolve o Mercosul e a União Europeia, negociado há 20 anos, seja finalmente viabilizado. “Agora que o Brasil voltou, não vamos deixar o Brasil sair nunca mais”, afirmou Costa.
ICMS
Com chamada de capa, Valor informa que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com o ministro do STJ Benedito Gonçalves, relator da ação que discute a exclusão dos incentivos de ICMS concedidos pelos Estados da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. O caso pode ser julgado amanhã, mas especialistas avaliam que o fim da dedução dos benefícios de ICMS é considerado de difícil aprovação.
Na análise da XP Investimentos, a decisão afetaria de forma muito significativa alguns setores da economia, em especial empresas varejistas. “Uma medida dessa agora teria um efeito econômico muito negativo, talvez superior ao benefício que o governo teria na arrecadação”, afirma o economista Tiago Sbardelotto, da XP.
Estadão acrescenta que, independentemente da decisão do STJ, Haddad já antecipou que o governo vai editar uma MP para proibir o abatimento daqui para frente. O ministro vai aguardar o posicionamento da corte antes de publicar a MP, mas especialistas avaliam que essa decisão poderia violar o pacto federativo.
Galeão
O governador do Rio, Cláudio Castro, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, reúnem-se hoje com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, na expectativa de medidas para recuperar o Galeão, que vive esvaziamento de voos. As autoridades do Rio querem reduzir as operações do aeroporto doméstico, Santos Dumont, que registra superlotação. Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Juliano Noman, o ministro apresentará um pacote de alternativas.
Valor registra que Castro e Paes participaram ontem do seminário “Reage, Rio!”, organizado pelos jornais O Globo e Extra em parceria com a Fecomércio-RJ.
Galpões
Valor publica que o mercado de galpões logísticos no Brasil apresentou o melhor primeiro trimestre em volume contratado em dez anos. Houve uma pequena queda de 0,4 pontos percentuais na vacância, fechando o período em 10,8%. O preço médio no país ficou em R$ 24,40 por m2. Fora dos três principais mercados do país – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais -, os Estados que mais acrescentaram estoques foram Bahia e Espírito Santo.
Na ponta da contratação, também houve resultado expressivo, com destaque para a ocupação pela Shein de um espaço de 55,2 mil m2 em Guarulhos.
André Romano, gerente de industrial e logística da JLL, avalia que a crise da Lojas Americanas não teve efeito sobre as demais varejistas até o momento, mas nota uma redução da presença do setor. “Nos últimos anos tivemos o comércio eletrônico puxando os negócios, agora sentimos uma presença maior do industrial”, conta.
Escritórios
Reportagem no Valor conta que o mercado de escritório de alto padrão na capital paulista começa a buscar uma nova dinâmica, agora refletindo mais as questões econômicas do que os impactos da pandemia.
No primeiro trimestre do ano, o segmento terminou com aumento da vacância de 0,6 pontos percentuais, em 23,2%, na cidade de SP. O desempenho já era esperado, porque o período é tradicionalmente um dos mais fracos no ano.
PIB
Principais jornais informam que a mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2023 voltou a subir, agora de 0,90% para 0,96%, no Relatório Focus. Para 2024, a mediana das expectativas para a expansão do PIB foi elevada de 1,40% para 1,41%. Para 2025, caiu de 1,72% para 1,70%.
Inflação
Folha de S.Paulo divulga que o mercado voltou a elevar a expectativa para a inflação em 2023, para 6,04%, mas manteve o cenário para os três anos seguintes.
Benefícios fiscais
O Estado de S. Paulo relata que o Ministério do Planejamento pretende fazer avaliações mais rápidas de políticas públicas e voltar a avaliar outras já monitoradas no passado. As avaliações servirão de base ao aperfeiçoamento das políticas já implementadas pelo governo e para auxiliar na estratégia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de abrir a “caixa-preta” das renúncias tributárias.
Financiamento
Manchete do Valor conta que startups com projetos mais maduros passaram a se financiar por meio de dívida no mercado financeiro para evitar rodadas de captação via ações que têm jogado para baixo o valor das companhias, os chamados “down rounds”. No contexto de crise no setor de tecnologia e ceticismo dos investidores, tem crescido o mercado de dívida voltado ao segmento, conhecido como “venture debt”.
Segundo a plataforma Distrito, no 1º trimestre houve desembolso recorde de US$ 317 milhões na modalidade, acima dos investimentos em ações, de US$ 247 milhões – queda de 86% no comparativo anual.
Renegociação de dívidas
Estadão afirma que empresas no Brasil e em outros países da América Latina vão encontrar crescentes dificuldades para refinanciar suas dívidas, segundo avaliação da Moody’s. O ambiente de juros altos, liquidez restrita, mercados voláteis e economias crescendo menos está encarecendo os custos do crédito para as companhias, que têm US$ 11,1 bilhões em dívida a vencer até janeiro de 2024.
Segundo a Moody’s, varejo, consumo e imobiliário estão entre os que mais podem sofrer com o ambiente de inflação e PIB em desalaceração. |