China
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China foi destaque nos jornais de sábado. Manchete de O Estado de S. Paulo apontou que a visita de Lula à China serviu para reforçar os laços econômicos do Brasil com seu maior parceiro comercial e, ao mesmo tempo, foi usada pelo petista para salientar uma política externa associada a uma nova orientação internacional e multipolar.
O jornal ressaltou que Lula participou de reunião fechada com o presidente da China, Xi Jinping, onde assinaram 15 acordos bilaterais. Entre eles está a criação de mecanismos para facilitação do comércio entre os dois países.
Manchete em O Globo destacou “grande sucesso” na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China “se o plano do governo brasileiro era marcar em grande estilo o ‘relançamento’ das relações” com o país asiático.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou R$ 50 bilhões em investimentos gerados a partir de acordos negociados durante a visita da comitiva brasileira, incluindo a instalação da montadora de elétricos BYD na antiga fábrica da Ford em Camaçari (BA).
Haddad ainda negou que a reaproximação com a China signifique distanciamento dos parceiros do Ocidente. “Queremos investimentos dos EUA, mas estamos vivendo um momento de desinvestimento”, disse o ministro.
BNDES
O Globo (15/04) informou que o BNDES firmou acordo para captação de até US$ 1,3 bilhão com a instituição de fomento China Development Bank (CDB), anunciado pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, em Pequim.
Segundo o jornal, o objetivo é abrir novas oportunidades de captação de recursos para que o BNDES possa ampliar projetos e criar novas linhas de crédito para empresas privadas e entes públicos.
A reportagem detalhou que o foco serão financiamentos em projetos de infraestrutura, energia, manufatura, petróleo e gás, agricultura, mineração, saneamento, agenda ESG, mudança climática e desenvolvimento verde, prevenção a epidemias, economia digital, alta tecnologia, gestão municipal e outros segmentos no Brasil.
LDO
O Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense (15/07) informaram que o governo enviou ao Congresso primeiro projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que condiciona um total de R$ 172 bilhões de despesas em 2024 à aprovação do novo arcabouço fiscal.
Conforme a reportagem, previsão é que o salário mínimo suba para R$ 1.389, sem aumento real, mas esse valor também deve ser alterado. O texto inclui previsões mais otimistas que as do mercado para o crescimento da economia.
Baseada na atual regra do teto de gastos, a proposta também tem um cenário alternativo, considerando o novo arcabouço fiscal. Se aprovado, os gastos serão ampliados de acordo com a nova regra fiscal.
Arcabouço fiscal
O Globo (15/04) mostrou que despesas com projetos socioambientais ou relativos às mudanças climáticas custeados com doações, bem como projetos financiados com recursos decorrentes de acordos judiciais ou extrajudiciais firmados em função de desastres ambientais ficarão fora do novo arcabouço fiscal.
Salário mínimo
Folha de S.Paulo (15/04) afirmou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.389 em 2024, uma alta de 5,2% que considera apenas a correção pela inflação projetada para este ano (sem aumento real).
Os números estão no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024, enviado nesta sexta-feira (14) ao Congresso Nacional.
Refinarias
O Globo (16/04) afirmou que a Petrobras já iniciou um ambicioso plano de ampliação da capacidade de suas refinarias, agora com nova diretoria e prestes a ter o Conselho de Administração também renovado.
O jornal detalhou que a estratégia inclui o investimento em unidades para produzir diesel 100% renovável e até a ampliação de escopo do polo Gaslub, em Itaboraí (RJ). Ele será rebatizado e pode receber a produção de petroquímicos de segunda geração.
Com a aprovação dos projetos, pode haver aumento do volume de investimentos previstos para a área que inclui refino e gás natural, que hoje está em cerca de US$ 9 bilhões até 2027.
Gás natural
Manchete em O Globo reporta que o governo prepara novo programa para aumentar a oferta e o uso de gás natural no Brasil e, assim, reduzir o preço do insumo energético.
A reportagem pontua que dois anos após a aprovação no Congresso da Nova Lei do Gás para fomentar a concorrência no setor e baixar o custo, principalmente para a indústria, o preço subiu e o domínio da Petrobras nesse mercado aumentou.
O Globo inclui que empresas privadas do setor têm expectativas sobre os planos do governo para o gás natural e os ajustes que a Petrobras está fazendo em seu plano de negócios 2023-2027, que prevê investimentos de US$ 5,2 bilhões em infraestrutura de gás.
A reportagem menciona que, segundo executivo de uma petroleira, há a indicação nos bastidores de que a estatal dê até maio sinais mais concretos sobre as fábricas de fertilizantes e a busca de parcerias para novos projetos de infraestrutura de gás.
Mercosul
Coluna do Estadão (O Estado de S. Paulo, 16/04) revelou que Mercosul e União Européia voltaram a se estranhar após os europeus apresentarem uma carta, no mês passado, com um protocolo adicional de exigências para fechar o acordo comercial.
Conforme a coluna, documento foi mal recebido pelo governo brasileiro, que considera inapropriada a iniciativa de requisitar compromissos extras após o acordo ter sido fechado e desconfia de que os europeus querem protelar a abertura comercial.
Na quarta-feira (19), equipes técnicas dos dois blocos se reúnem para tratar desta nova fase de negociação, focada na área ambiental. Também está prevista para 16 de maio visita de comitiva de parlamentares europeus para reuniões no Itamaraty e na Câmara. |