Reforma tributária
Manchete no Correio Braziliense avança sobre seminário realizado pelo jornal para discutir a reforma tributária. Segundo especialistas, uma reforma bem feita poderá alavancar o PIB potencial em até 20% nos próximos 10 a 20 anos.
O secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, destacou que o governo pretende realizar as mudanças no sistema tributário em duas etapas: primeiramente, pelo consumo; em seguida, pela renda.
A ideia, segundo Appy, é aproveitar o teor das PECs em tramitação para construir um texto único de uma reforma tributária que, além de simplificar o sistema atual, garanta um crescimento de, pelo menos, 12% no PIB brasileiro, em 20 anos.
Folha de salários
O Estado de S. Paulo repercute declaração do secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, de que o “segundo bloco” da reforma também pode incluir mudanças na tributação sobre a folha de salários.
Appy comentou que as duas propostas em tramitação no Congresso convergiram para relatórios semelhantes e disse que todos os países têm regimes especiais para operações com bens imóveis e tratamento diferenciado na tributação sobre serviços financeiros.
Salário mínimo
Valor Econômico relata que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou que o Ministério da Fazenda sugeriu o uso do PIB per capita como indexador na nova política do salário mínimo.
Ele ressaltou que “é uma das sugestões entre várias, ainda não está batido o martelo por parte do governo de qual será”. A pasta do Trabalho e a ala política defendem a política que vigorou nos primeiros mandatos do presidente Lula, que prevê a inflação mais o PIB de dois anos anteriores.
“Tem a sugestão das centrais, que parte de um piso de 2,4% além do PIB e tem as formatações que vêm sendo discutidas no governo. A área econômica vem fazendo várias sugestões, entre elas PIB per capita. Mas quem vai bater o martelo final é o presidente Lula”, alegou Marinho.
Arcabouço fiscal
O Globo noticia que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que o arcabouço fiscal deve ser votado pelo Congresso até o fim do primeiro semestre, porque o texto está “muito bom”.
A ministra alegou que a proposta passa na Câmara dos Deputados em maio e segue para o Senado.
Tebet também explicou que pediu uma revisão na redação do projeto, mas que o texto será enviado à Fazenda hoje e deve ser encaminhado ao Legislativo no início da próxima semana.
Selic
Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo registram que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em conversa com investidores, comparou a Selic a uma dosagem de antibiótico e disse que ainda não é hora de reduzir os juros no Brasil, apesar da desaceleração da inflação.
“Se você parar no meio do tratamento só porque você tem os primeiros sintomas mais positivos, você pode perder todo o efeito”, disse.
Crédito
Folha de S.Paulo assinala que a Caixa Econômica Federal retoma nesta semana linha de crédito voltada a MEIs, micro, pequenos e médios empresários. Serão disponibilizados R$ 3,9 bilhões para empresas com renda bruta anual de até R$ 300 milhões.
É possível tomar entre R$ 5.000 e R$ 5 milhões, conforme faturamento e análise de crédito, para pagar em até 60 meses, com possibilidade de até 12 meses de carência.
A linha de crédito é isenta de tarifa de contratação e de IOF. |