| A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) informa que a economista responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação, Izis Ferreira, apresentou os estudos ao secretário executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo. Os dados vão auxiliar na elaboração do programa Desenrola, que terá o objetivo de reduzir o endividamento e a inadimplência das famílias que ganham até dois salários mínimos.
Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “a Peic é, hoje, um dos principais indicadores da saúde econômica do Brasil, pois identifica quais os principais gargalos para a melhoria das condições financeiras da população brasileira”. Para ele, a participação da CNC na construção do Desenrola é resultado da importância da pesquisa, iniciada em 2010 pela Confederação, e demonstra a preocupação da entidade no desenvolvimento sustentável do país.
O Valor Econômico informa que a geração de empregos em 2022 teve forte impulso no desempenho do setor de serviços, especialmente nas grandes cidades. No ano passado, mais da metade (51,7%) das vagas com carteira assinada criadas no setor foram em municípios com mais de 500 mil habitantes. Somando também as cidades com mais de 200 mil habitantes, o número chega a 68,7%.
Mas a participação dos serviços na criação de empregos dentro de uma mesma faixa populacional varia de 40,5% em municípios com até 10 mil habitantes a 69,4% naqueles com mais de 500 mil. “Na medida em que avançamos no porte do município, há ganho de relevância gradual dos serviços no emprego formal”, observa Fabio Bentes, economista sênior da CNC.
“Serviços de alojamento, de informação e comunicação e atividades profissionais, científicas e técnicas, como serviços de contabilidade, engenharia e advocacia, puxaram o setor. E esses serviços são mais demandados em cidades maiores”, afirma Bentes. O economista acrescenta que os serviços das cidades pequenas são mais os essenciais, ligados à administração pública e ao dia a dia. |