Sebrae
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que Carlos Melles deixou a presidência do Sebrae nesta quarta-feira (29). Ele assinou a renúncia após pressão do governo Lula, que conseguiu convocar para esta quinta (30) uma reunião no conselho da entidade para destituí-lo.
Considerado um nome de Jair Bolsonaro, Melles foi eleito para seu segundo ciclo no comando do Sebrae no fim do ano passado. O mandato da diretoria da entidade, empossada em janeiro, termina em 2026, mas Lula queria colocar na presidência um nome alinhado à sua política.
Segundo o Sebrae, nesta quinta o conselho deliberativo escolherá um nome interino para o cargo e, no dia 10, será realizada uma nova eleição. O ex-deputado federal Décio Lima (PT) é o mais cotado para assumir a vaga.
Arcabouço fiscal
Principais jornais relatam que o governo Lula propõe em seu desenho de regra fiscal que o crescimento das despesas federais seja limitado a 70% do avanço das receitas projetado para o mesmo ano. Segundo as projeções do governo, com o novo arcabouço, as despesas vão crescer sempre menos que as receitas. Assim, a trajetória prevista pelo governo é de superávit de 0,5% do PIB em 2025. No último ano do governo Lula, em 2026, a projeção que consta no projeto é de um resultado no azul de 1% do PIB.
Segundo técnicos, o arcabouço terá essa regra de controle de gastos combinada com uma meta de superávit primário das contas públicas com um tipo de banda de flutuação, ou seja, um intervalo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne hoje com líderes do Senado e, em seguida, apresenta oficialmente a nova regra em entrevista coletiva.
Crédito
Folha de S.Paulo e Valor Econômico informam que as concessões de novos empréstimos e financiamentos para empresas recuaram com mais intensidade em fevereiro em meio ao cenário de juros elevados e ao efeito do caso Americanas. Houve queda de 8,3%, para R$ 185,5 bilhões em fevereiro, nas concessões com recursos livres, na comparação com janeiro. A série considera o valor ajustado, com a finalidade de minimizar os efeitos sazonais sobre os dados.
Em janeiro, o indicador já havia registrado retração de 5,6% frente ao mês anterior. Em 12 meses, os dados mostram um crescimento de 14% –uma desaceleração, já que no primeiro mês de 2023 o aumento no período interanual era de 16,8%. Segundo o BC, quando observadas as variações do saldo em 12 meses, vem de meados de 2022, na esteira de uma atividade econômica mais fraca.
Empregos
O Globo repercute dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, que indicam que o emprego formal continua dando sinais de desaceleração neste início de ano.
Os números do Caged, no entanto, surpreenderam e vieram acima das expectativas de mercado. Em fevereiro, o país gerou 241 mil postos com carteira assinada, uma queda de 31,4% em relação ao mesmo mês de 2022, mas acima da mediana estimada por economistas. O Ibre FGV previa saldo positivo de 212 mil postos.
ICMS
Folha de S.Paulo e Valor Econômico informam que governos estaduais chegaram a um acordo para implantar a alíquota única de ICMS sobre a gasolina, que foi criada em lei aprovada no governo Bolsonaro, mas estava em discussão no Supremo Tribunal Federal.
Segundo Folha, em convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária, definiram uma alíquota de R$ 1,45 por litro, tanto para a gasolina quanto para o etanol anidro.
Para os economistas Andréa ngelo e Felipe Salto, da Warren Rena, a mudança poderá provocar aumento médio de 11,45% no preço da gasolina, com impacto de 0,5 ponto percentual na projeção do IPCA para 2023.
Ambiente de negócios
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) afirma que, segundo uma pesquisa da Deloitte, inflação alta, taxa de juros com tendência de permanecer em dois dígitos e chance de novas turbulências políticas em Brasília são os três fatores que tiram o sono dos empresários e podem comprometer o ambiente de negócios em 2023.
No topo da lista das cinco maiores preocupações do setor empresarial e executivos do comando das companhias para 2023 está a inflação alta, para 75% das empresas ouvidas na pesquisa. Em segundo lugar, para 72% dos entrevistados, está o temor de crise política ou institucional. Com 62% das respostas, o juro em dois dígitos ficou em terceiro lugar na lista e gera outro temor, que é a piora do endividamento das famílias. Os empresários citam ainda a questão fiscal, que para 64% deles pode levar ao aumento da dívida do governo. |