Sebrae
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) anota que diante da pressão do governo para trocar o comando do Sebrae, congressistas da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços elevaram a pressão a favor da manutenção da direção atual.
A coluna menciona que nesta quinta-feira (30), será feita a votação que pode destituir o atual presidente da entidade Carlos Melles.
Na opinião dos parlamentares, os atuais dirigentes já demonstraram que a entidade seguirá aliada ao Executivo independentemente do alinhamento partidário.
Copom
Manchete em O Globo destaca que o Banco Central (BC) reforçou tom duro ao divulgar ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual decidiu manter pela quinta vez seguida a taxa básica de juros em 13,75% ao ano.
No documento, a autoridade monetária alega que a queda dos juros exige “paciência e serenidade”. O BC demonstrou preocupação com possibilidade de o BNDES voltar a oferecer crédito subsidiado.
O texto ainda faz acenos à equipe econômica, ressaltando o compromisso do Ministério da Fazenda com a execução do pacote fiscal, mas reforça que é necessária a apresentação de um novo arcabouço fiscal “sólido e crível”.
Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ata veio “com termos mais condizentes” do que o comunicado da semana passada. Segundo ele, o BC teria como responsabilidade ajudar o governo no objetivo de garantir o crescimento econômico do país aliado ao combate à inflação.
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense avançam em frente semelhante.
Arcabouço fiscal
O Globo relata que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que o arcabouço fiscal deve ser apresentado ao país ainda nesta semana. Ele afirmou que haverá reunião decisiva para tratar do tema com a Casa Civil e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro lembra que o objetivo é enviar a proposta ao Congresso junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, que deve ser enviada até 15 de abril.
Reforma tributária
O Estado de S. Paulo repercute declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de que a reforma tributária será a “salvação da lavoura”. Ela participou da 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
“O Brasil não vai crescer e não vai gerar emprego se não aprovarmos a reforma tributária”, disse a ministra. Segundo ela, a reforma vai aliviar a carga tributária da indústria, setor que gera os empregos com maior qualidade e renda.
Carga alta
Valor Econômico publica entrevista com o economista Marcos Lisboa, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda durante o primeiro governo Lula.
Ele diz que a adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deverá tornar mais transparentes aumentos de impostos para ampliar gastos ou equilibrar as contas públicas.
Na avaliação de Lisboa, serviços para a indústria, com a reforma, vão passar a gerar crédito. “O que vai pagar mas são os serviços para o consumo”, completa.
Consignado
Imprensa registra que o Conselho Nacional de Previdência Social fixou em 1,97% ao mês o juro máximo do empréstimo consignado a beneficiários do INSS. O percentual é inferior ao defendido pelos bancos, de 2,01%. Em nota, a Febraban disse que a decisão foi um “importante avanço” e que cabe a cada instituição “avaliar a conveniência de concessão” do crédito. Caixa, BB e Bradesco já anunciaram a volta da linha. No dia 13, o conselho havia reduzido a taxa a 1,7%. |