Reforma tributária
Folha de S.Paulo (26/03) relatou que o governo tem se preparado para tentar conter as pressões de setores que buscam obter um tratamento favorecido na reforma tributária.
Desde a retomada das discussões, o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, tem sido a principal voz contra a adoção de uma diferenciação.
Em entrevista no começo de março, ele defendeu que a reforma seja a mais homogênea possível e afirmou que “quanto mais exceção tiver […], maior tem que ser a alíquota básica para poder manter a carga tributária”.
Arcabouço fiscal
O Globo (25/03) relatou que a estabilização e diminuição da dívida pública brasileira é ponto-chave nas discussões do novo arcabouço fiscal, a regra que vai substituir o teto de gastos. A expectativa é que a proposta seja apresentada em abril.
“A regra fiscal está sendo desenhada justamente para dar um horizonte crível para a dívida brasileira, o que é considerado importante para reduzir os juros de maneira sustentável e atrair investimentos privados para o Brasil”, pontua o jornal.
No entanto, a intensidade do ajuste ainda não é consenso dentro do governo, enquanto parlamentares do PT defendem um ritmo mais gradual do que o desenhado pelo ministro Fernando Haddad.
Folha de S.Paulo e O Globo (26/03) acrescentaram que a permanência do presidente Lula e de Haddad no Brasil pode antecipar o anúncio do arcabouço fiscal para esta semana. A informação foi obtida com fontes do governo envolvidas diretamente com o assunto. A decisão final, porém, caberá ao presidente Lula.
“Depois de apresentar o projeto a Lula, há cerca de dez dias, Haddad adiou a divulgação da proposta a pedido do presidente, sob justificativa de que não poderiam fazer o anúncio e viajar logo em seguida para a China. Era preciso estar no Brasil para dar explicações e tirar as dúvidas da imprensa e de especialistas. Agora, com a viagem cancelada, o quadro mudou de figura”.
Juros
O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e O Globo informam que a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou ontem que os riscos à estabilidade financeira aumentaram como efeito da forte alta dos juros nas principais economias do mundo, destacando também a recente crise de bancos nos EUA e na Europa, e que isso “ressalta a necessidade de vigilância”.
Inflação
O noticiário de sábado repercutiu que a prévia da inflação oficial do país desacelerou em março. O IPCA-15 caiu de 0,76%, em fevereiro, para uma variação de 0,69% neste mês, segundo o IBGE. O avanço foi o menor para o mês desde 2020, quando houve elevação de apenas 0,02%, em meio ao choque inicial provocado pela covid-19 no Brasil.
O desempenho ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam uma alta entre 0,58% e 0,81%, mas um pouco acima da mediana positiva de 0,67%. O resultado fez a taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses descer de 5,63%, em fevereiro, para 5,36% em março – o menor patamar desde fevereiro de 2021 na comparação anual.
BNDES
Folha de S.Paulo aponta que o BNDES pretende rever a prioridade dada ao agronegócio em detrimento da indústria sob Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, a instituição desembolsou mais recursos para a agropecuária pelo quinto ano seguido foram 22%, ante 19,6% para o setor industrial. A nova direção descarta, porém, voltar ao padrão visto no segundo governo Lula (PT) e na gestão de Dilma Rousseff (PT). |