Copom
O Globo destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à decisão do Copom de manter a taxa de juros em 13,75% ao ano. Ele escalou o tom de críticas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
“Quem tem que cuidar do Campos Neto é o Senado, que o indicou. Ele não foi eleito pelo povo, não foi indicado pelo presidente da República. Eles paguem o preço pelo que estão fazendo”, disse Lula.
O jornal acrescenta que, apesar da “fritura” do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitem não haver adesão no Senado para um eventual pedido de demissão do chefe da autoridade monetária.
Conforme O Globo, senadores do próprio PT alegam, reservadamente, que manobras nesse sentido seriam arriscadas e poderiam inclusive fortalecer Campos Neto.
Ele tem sido criticado por Lula e por integrantes do governo por conta do atual patamar de juros, de 13,75% ao ano.
Mercado financeiro
Principais jornais relatam que os mercados domésticos reagiram negativamente ontem após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao BC. O Ibovespa caiu 2,29% e fechou abaixo dos 98 mil pontos, pior marca desde julho do ano passado. O dólar teve alta de 1%, cotado a R$ 5,2884. O comunicado do Copom, considerado bastante rigoroso, levou a um forte ajuste nos juros futuros, que já subiam desde ontem cedo. Foi uma primeira resposta às indicações de que a Selic não deve ser reduzida em breve e que até pode voltar a subir.
Arcabouço fiscal 1
O Estado de S. Paulo relata que discussão no governo sobre o projeto de arcabouço fiscal busca garantir a capacidade de a nova regra preservar, nos próximos anos, o patamar atual dos investimentos, de R$ 71 bilhões. Conforme o jornal, esse é o nível de investimentos previsto no Orçamento de 2023 e que inclui as emendas parlamentares impositivas.
A reportagem ressalta que ponto central da discussão é dimensionar qual será a parcela do limite de despesas a ser dada a mais todos os anos pelo ganho da alta da arrecadação que será canalizada para os projetos de investimentos.
Arcabouço fiscal 2
O Estado de S. Paulo situa que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse ontem que o Copom só terá instrumentos para indicar uma eventual baixa na taxa básica de juros depois do anúncio do novo arcabouço fiscal. O parlamentar afirmou que a autoridade monetária não pode se guiar por um texto de regra fiscal que ainda nem é público.
“Quando você faz uma análise econômica, técnica, o Copom não pode ficar longe da meta de inflação. Se a meta de inflação está longe, está distante da régua, e ele baixa os juros, a gente corre o risco de ter um processo inflacionário”, pontuou Lira.
Reforma tributária
Valor Econômico divulga que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), vai ampliar o número de integrantes do grupo de trabalho da reforma tributária de 12 para 15 deputados nos próximos dias.
Conforme Valor, objetivo é incorporar setores que acabaram “subrepresentados” na primeira composição do colegiado. Com isso, devem ser incluídos deputados do Sul, do Rio de Janeiro e uma mulher.
Gasolina
Valor Econômico e O Globo trazem que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a estatal pode baixar o preço da gasolina. Segundo ele, a empresa já está praticando o “preço de mercado brasileiro”.
“Sempre que a gente puder ter o preço mais barato para vender para o nosso cliente, o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”, reforçou Prates. |
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Varejo
O suplemento Eu&Fim de Semana, do Valor Econômico, avalia que as estratégias do varejo para continuar atraindo o consumidor em cenário adverso.
A Americanas relatou rombo contábil de R$ 20 bilhões, a Marisa busca renegociar dívidas brutas de curto prazo de menos de R$ 300 milhões e a Livraria Cultura teve a falência decretada. Pouco antes, o setor havia encerrado 2022 com o crescimento mais fraco em seis anos, segundo o IBGE. Apesar da alta de 1% nas vendas no período, foi o pior desempenho desde 2016 (-6,2%) e abaixo do ganho de 1,4% em 2021 – a escalada dos juros, com o encarecimento do crédito, é considerada uma das razões do freio nas compras.
Para consultores de mercado e executivos de grandes varejistas, os números “doloridos” não devem tirar o foco do ativo mais importante desse ramo da economia: o consumidor. A estratégia agora é tirar as melhores mágicas da cartola para que o espetáculo de compra & venda continue, com o relacionamento on-line como protagonista do show. Antigos artifícios para seduzir o comprador, como o frete grátis e promoções-relâmpago, continuam na mesa, mas abrem espaço para novos apelos de gastos, como sessões de ofertas ao vivo nas madrugadas nos stories das redes sociais das fornecedoras; cupons de cashback, que permitem usar “créditos” em pedidos futuros, e até campanhas por divisão geracional.
Visto
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que a FecomercioSP enviou um ofício a parlamentares e agentes públicos do setor de turismo pedindo a reversão da medida do governo Lula que retoma a exigência de visto para viajantes vindos da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão.
Segundo a entidade, o documento também apresenta argumentos e dados contra a decisão. A dispensa do visto foi adotada por Jair Bolsonaro em março de 2019, às vésperas de uma visita feita pelo ex-presidente a seu aliado Donald Trump.
A FecomercioSP afirma que outros países da América do Sul, como Chile, Colômbia, Peru e Argentina, permitem a entrada de cidadão norte-americanos sem o visto.
Outras entidades do setor de turismo também criticaram. Na avaliação da CNTur, em vez de reverter a medida de Bolsonaro, Lula deveria manter a isenção e negociar a reciprocidade para liberar os brasileiros de visto nos quatro países. A entidade afirma que vê potencial de impactos econômicos na mudança e afirma que a pandemia atrapalhou o mercado de viagens, impedindo a atração de turistas nos últimos anos.
Americanas
Valor Econômico revela que um relatório divulgado pela administração judicial da Americanas mostra que as vendas do marketplace caíram em fevereiro a pouco mais de R$ 1 bilhão, menos da metade da média mensal de 2022. Nas lojas físicas, a receita recuou quase 22% em relação a janeiro, para R$ 943 milhões. No fim do mês passado, o caixa disponível era de R$ 1,218 bilhão, incluído o empréstimo de R$ 1 bilhão.
Também foi notícia no jornal que os tão aguardados números sobre o desempenho da Americanas, após o anúncio do escândalo contábil em janeiro, começam a aparecer, e mostram tombo na operação digital, lojas perdendo vendas, saída de vendedores do “marketplace” e soma de caixa equivalente a um terço do ano passado. Os dados são do relatório circunstanciado do administrador judicial da empresa, publicado ao mercado na noite de quarta-feira. |
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Moro
A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da notícia de que o PCC teria um plano para atacar o ex-juiz Sergio Moro domina as manchetes dos principais jornais do país, que enfatizam a tensão entre as autoridades.
Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo destacam o assunto em suas manchetes, ressaltando que Lula, sem apresentar provas, afirmou que enxerga “uma armação” de Moro, atualmente senador (União Brasil).
O ex-titular da Operação Lava Jato, que é um dos alvos da facção criminosa, reagiu pedindo decência e alertando que a responsabilidade por qualquer ataque à sua família recai nas “costas desse presidente”.
Lei das Estatais
O Estado de S. Paulo noticia que doze entidades que promovem a agenda da transparência e de combate à corrupção classificaram como retrocesso a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu trechos da Lei das Estatais.
A decisão abriu caminho para indicações políticas em empresas públicas. Em nota, os órgãos alegam que a posição do ministro pode levar a “graves riscos de corrupção, conflitos de interesses e insegurança”.
Rito das MPs
O Globo, Folha, Valor e Estadão publicam que, sem um acordo sobre o rito das medidas provisórias (MPs), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), determinou ontem a retomada das comissões mistas, formadas por deputados e senadores, que analisam os textos antes de serem votados no plenários das Casas. No mesmo momento em que o senador fazia o anúncio, o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, chamou a decisão de “truculenta”. Mais tarde, por meio de nota, o deputado baixou o tom e afirmou que “segue em busca de entendimento” com Pacheco. |
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| O dólar comercial fechou ontem em alta de 1,01%, cotado a R$ 5,29. Euro subiu 0,80%, chegando a R$ 5,73. A Bovespa operou com 97.926, alta de 2,29%. Risco Brasil em 258 pontos. Ontem, Dow Jones subiu 0,23% e Nasdaq teve alta de 1,01%. |
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