Monitor – 21 de março de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
21/03/23 | nº 865 | ANO V |  www.cnc.org.br
Broadcast registra que 20 de março é Dia Nacional do Cuidador de Idosos. Texto cita levantamento do Caged e pesquisa da CNC que revelam que a ocupação de Cuidador de Idosos foi a que mais cresceu no Brasil ao longo de uma década. A partir desses dados, um estudo realizado pela SeniorLab mercado & consumo 60+ revelou que a porção das pessoas que desempenha a atividade de forma remunerada equivale a somente 5%, sendo os outros 95% cuidadores familiares não-remunerados, que se dedicam a acompanhar idosos em graus de dependência II e III. Considera-se grau II aqueles que dependem de alguém em até três atividades básicas da vida diária, e grau III idosos com dependência em todas as atividades básicas da vida diária, ou idosos com comprometimento cognitivo.
Juros
Manchete em O Estado de S. Paulo destaca que seminário organizado pelo BNDES virou ontem trincheira para atacar o atual nível de juros, considerado pelos participantes um obstáculo para a retomada da economia.

A dois dias da definição da Selic, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin puxou a fila de críticas. Ele afirmou que os juros nesse patamar não se justificam, travam investimentos e tornam a dívida brasileira mais cara. Além disso, Alckmin cobrou “bom senso” do Banco Central. Ele lembrou que “o mundo inteiro tem juros (reais) negativos” e frisou que não há por que ter juro real de 8% quando “não há demanda explodindo”.

O economista Joseph Stiglitz, vencedor do prêmio Nobel em 2001, criticou que “um Banco Central independente e com mandato só para inflação não é o melhor arranjo para o bem-estar do país como um todo”.

Folha de S.Paulo avança sobre críticas de participantes de seminário do BNDES à atual taxa de juros. Economistas, empresários e políticos se revezaram na ofensiva contra o patamar da Selic.

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, disse  que as taxas de juros no Brasil são “pornográficas” e incompatíveis com a situação fiscal do país.

Para o presidente da Fiesp, não adiantará promover política industrial sem reduzir a taxa de juros e sem realizar uma reforma tributária que reduza a carga sobre a indústria, equiparando a cobrança a níveis mais próximos aos hoje oferecidos ao agronegócio.

Tributos
Manchete no Valor Econômico revela que as 19 maiores empresas abertas não financeiras brasileiras questionam na Justiça a cobrança de R$ 559 bilhões em tributos pela União, estados e municípios.

Conforme Valor, o montante representa 74,3% das estimativas com ações judiciais em geral – quando consideradas as contingências nas demonstrações financeiras de 30 de setembro de 2022.

Para especialistas, valores envolvidos demonstram necessidade de uma reforma tributária. No Brasil, essas disputas pesam 17 vezes mais para as empresas do que no exterior, segundo estudo do Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Insper.

Preocupações
Valor Econômico
 repercute pesquisa da Deloitte, indicando temor de empresários com aumento de custos após a reforma tributária. O veículo cita preocupação com a perda de benefícios fiscais e com os créditos acumulados nas operações.

Segundo o levantamento, os executivos também estão apreensivos com o quanto terão que desembolsar com a transição do modelo atual para o novo. Eles terão que investir em novos sistemas e, provavelmente, em mais mão de obra especializada.

Arcabouço fiscal
O Globo 
assinala que a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começa hoje sem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conseguir publicizar o novo arcabouço fiscal. Ele se reuniu ontem com lideranças políticas, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem detalha que, apesar do sigilo, um dos pontos apresentados por Haddad a políticos prevê uma espécie de gatilho para contenção de gastos, caso a dívida pública atinja determinado patamar.

Segundo o diário carioca, o ministro pretende divulgar a nova regra fiscal ainda nesta semana, antes da viagem que Lula fará à China, que começa no sábado. Integrantes do governo, no entanto, questionam o prazo devido à necessidade de ajustes.

Corte futuro
O Globo 
mostra que, de acordo com especialistas, a apresentação da nova regra fiscal antes da reunião do Copom provocaria um efeito positivo, mas não seria decisiva para a redução da taxa básica de juros.

Para economistas, a Selic deve permanecer em 13,75% ao ano, mas a ata da reunião pode “deixar as portas abertas” para um corte nos próximos meses.

PPP
O Estado de S. Paulo 
traz que os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, avaliaram a possibilidade de lançamento de um novo arcabouço para as Parcerias Público-Privadas (PPPs) com o projeto de nova âncora fiscal.

“É uma coisa importante para alavancar investimentos. E tem uma conta sobre vinculações constitucionais que estamos fazendo para ter segurança sobre os parâmetros”, disse Haddad.

A reportagem menciona, ainda, haver um grupo no governo e no PT que avalia que essa é a hora de aprovar uma regra fiscal.

Consignado do INSS 
Principais jornais relatam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a subir os juros do consignado do INSS, após os bancos suspenderam os empréstimos para aposentados e pensionistas devido ao teto mais baixo imposto pelo governo. A taxa, que antes era 2,14%, caiu para 1,70% por decisão do CNPS.

Em reunião ontem, membros do governo concordaram quanto à necessidade de o governo adotar um “meio-termo”, que oscilaria entre 1,8% e 2% de juro, mas não houve acordo sobre o patamar e tampouco quando a medida entraria em vigor. Até sexta uma nova reunião em busca de um acordo para o impasse.

Via
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) relata que, pela primeira vez na história da Via, dona de Casas Bahia, Ponto e Extra, a empresa diz ter conseguido entregar produtos em todos os municípios brasileiros. O único destino que ficou de fora, segundo a empresa, foi Fernando de Noronha.

De acordo com a companhia, a distribuição foi impulsionada pela implementação do novo sistema de gerenciamento logístico para o armazenamento de dados em nuvem. Hoje, os produtos são entregues no mesmo dia em 65 municípios e em até um dia em mais de 2.500 cidades, diz a Via.

O planejamento da abertura de lojas, por sua vez, ficou mais modesto. Para este ano, a projeção é abrir entre 5 e 10 novos pontos. Em conferência com analistas neste mês, Roberto Fulcherberguer, presidente da empresa, indicou que o potencial de abertura de lojas no ano ficaria entre 60 e 80, porém, o cenário econômico segurou o ritmo de expansão.

CPI
O Estado de S. Paulo
 informa que oito senadores da base de Luiz Inácio Lula da Silva e um da oposição retiraram assinaturas da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado para investigar os atos de 8 de janeiro. Isso impede que o requerimento de Soraya Thronicke (União Brasil-MS) alcance o número mínimo de 27 adesões. A CPI é rejeitada pelo governo, mas há assinaturas suficientes para uma comissão mista. Valor Econômico e Folha de S.Paulo também noticiam.

Pimenta
Manchete da Folha de S.Paulo expõe que o ministro Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) omitiu a casa onde reside em Brasília da declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral. O petista afirma que o imóvel pertence também à sua esposa e que está declarado no Imposto de Renda dela. O ministro respondeu ainda que seguiu orientações da Secretaria de Organização do PT.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,24. Euro subiu 0,05%, chegando a R$ 5,62. A Bovespa operou com 100.922, queda de 1,04%. Risco Brasil em 589 pontos. Ontem, Dow Jones subiu 1,2% e Nasdaq teve alta de 0,39%.

Valor Econômico
Grandes empresas têm R$ 559 bilhões em ações tributárias

O Estado de S. Paulo
Seminário de Mercadante ataca juro do BC na véspera do Copom

Folha de S.Paulo
Ministro Paulo Pimenta omite casa da Justiça Eleitoral

O Globo
Anos quentes de hoje serão ‘frescos’ para nova geração, alerta ONU

Correio Braziliense
Cresce pressão contra juro alto, mas BC deve manter a Selic

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