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Renda
Na Folha de S.Paulo (25/02), coluna Painel S.A. relatou que pesquisa do C6 Bank com o Ipec mostra que cerca de 60% dos brasileiros das classes A, B e C que perderam renda na pandemia ainda não conseguiram recuperar os ganhos. A dificuldade é maior entre os brasileiros mais velhos. Cerca de 77% dos entrevistados com idade acima de 60 anos dizem que não retomaram a renda.
Setor produtivo
Manchete da Folha de S.Paulo de domingo destacou as expectativas dos principais setores da economia para o primeiro ano do governo Lula: crescimento econômico, aumento do poder de compra, calibragem dos juros, controle da inflação e melhora da arrecadação; ao lado da reforma tributária e da promessa de apresentar nova regra fiscal para substituir o teto de gastos até o próximo mês.
Reforma tributária
O Globo (26/02) relatou que, ao contrário da gestão anterior, o governo Lula terá o Congresso como um aliado na tentativa de tirar o papel a reforma da tributária.
“A equipe econômica de Lula mostra-se disposta a dar suporte técnico necessário e a negociar formas de desatar os nós da reforma com os parlamentares, que agora estão determinados a assumir o protagonismo do processo para garantir a aprovação de mudanças nos impostos sobre consumo ainda neste ano”.
Julgamentos tributários
O Globo veicula que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, neste mês, que empresas que não recolhiam a CSLL há anos, respaldadas por sentenças transitadas em julgado, terão de pagar o imposto devido desde 2007.
Naquele ano, a Corte havia confirmado sua constitucionalidade. O entendimento unânime do STF tem provocado debate entre juristas, empresas e Congresso sobre impactos na economia.
De acordo com o veículo, o ponto mais crítico é se a cobrança deve mesmo ser retroativa a 2007, com correção e multas, mas também há questionamentos sobre a repercussão da decisão sobre outras sentenças consideradas definitivas, provocando insegurança jurídica.
Combustíveis
Manchete na Folha de S.Paulo ressalta temor com possível deterioração das condições da economia e consequente pressão sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por membros do governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A reportagem detalha que a ofensiva interna contra o titular da Fazenda ocorre em meio a disputa sobre a tributação dos combustíveis, tema central da reunião hoje entre Lula, Haddad, Rui Costa (Casa Civil) e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
O encontro ocorre na véspera do vencimento da medida provisória que prorrogou a desoneração tributária sobre gasolina e etanol por 60 dias. Existe a preocupação de que a medida impulsione novamente a inflação.
Folha de S.Paulo (25/02) já havia destacado a pressão política pela manutenção da desoneração de tributos federais sobre gasolina e etanol. A continuação do benefício ganhou apoio público da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
A reportagem expôs que o Ministério da Fazenda resiste a prorrogar a medida para evitar a ampliação do rombo fiscal. A ala política do governo teme o impacto nos consumidores da retomada da tributação, prevista para 1º de março.
Com chamada de capa, O Globo (25/02) acrescentou que o presidente Lula estuda estender por dois meses a desoneração de impostos federais que incidem sobre a gasolina e o etanol.
O Globo também expôs que economistas avaliam que a inflação do próximo mês deve subir para 1%, caso o governo decida voltar a cobrar PIS e Cofins sobre a gasolina e o etanol.
A Abicom, associação de importadores de combustível, espera aumento de R$ 0,69 por litro, no caso da gasolina, e de R$ 0,24 por litro para o etanol.
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