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Regra fiscal
Principais jornais informam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou ontem que o governo deve antecipar para março o anúncio da nova regra fiscal, que substituirá o teto de gastos. Haddad reforçou a necessidade de harmonia entre as políticas fiscal e monetária, defendendo a redução dos juros, e se mostrou indignado com a crise das Americanas.
O ministro afirmou que a equipe econômica está há dois meses analisando regras fiscais de diversos países e documentos de organismos internacionais. “Nenhum país do mundo adota teto de gastos. Não porque seja mais ou menos rígido, não adota porque você não consegue atingir”, disse
BC
Folha de S.Paulo e Valor Econômico relatam que aliados aconselharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a dar uma trégua nas críticas à taxa de juros, ao BC e ao chefe da autarquia, Roberto Campos Neto. Eles defendem que as críticas, a partir de agora, fiquem restritas a determinados integrantes do partido e, especialmente, parlamentares.
Apesar de concordarem com a objeção ao patamar dos juros, a visão expressa ao chefe do Executivo é que não precisaria ser ele o responsável por esse papel —até mesmo porque seus ataques acabavam dando importância maior ao presidente da autoridade monetária.
Meta de inflação
Imprensa registra que, em evento organizado pelo BTG, gestores de recursos defenderam a revisão da atual meta de inflação, classificada por eles como “irreal” e “errada” considerando a trajetória atual dos preços. Eles ressaltaram, porém, que o esforço principal do governo neste momento deveria ser a apresentação de uma nova âncora fiscal “crível” para substituir o modelo de teto de gastos.
Para este ano, a meta é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Para 2024 e 2025, o patamar estabelecido é de 3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a ampliar esses limites, o que, na avaliação do governo, abriria espaço para o corte dos juros.
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