Monitor CNC – 16 de fevereiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
16/02/23 | nº 845 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Comércio  em Pauta, publicada no Valor Econômico, informa que, em 2023, a Peic passa a contar com informações mais detalhadas em relação às faixas de renda. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “esse é um avanço significativo na compreensão do cenário econômico proporcionado pela pesquisa, para que os empresários do setor terciário possam planejar seus empreendimentos com eficiência”.

O conteúdo produzido pela CNC também registra que alunos do Senac-RJ vão maquiar integrantes da Viradouro no carnaval 2023. A coluna também comenta que o Prêmio Sesc de Literatura tem impulsionado o mercado editorial.

Regra fiscal 
Principais jornais informam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou ontem que o governo deve antecipar para março o anúncio da nova regra fiscal, que substituirá o teto de gastos. Haddad reforçou a necessidade de harmonia entre as políticas fiscal e monetária, defendendo a redução dos juros, e se mostrou indignado com a crise das Americanas.

O ministro afirmou que a equipe econômica está há dois meses analisando regras fiscais de diversos países e documentos de organismos internacionais. “Nenhum país do mundo adota teto de gastos. Não porque seja mais ou menos rígido, não adota porque você não consegue atingir”, disse

BC
Folha de S.Paulo e Valor Econômico 
relatam que aliados aconselharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a dar uma trégua nas críticas à taxa de juros, ao BC e ao chefe da autarquia, Roberto Campos Neto. Eles defendem que as críticas, a partir de agora, fiquem restritas a determinados integrantes do partido e, especialmente, parlamentares.

Apesar de concordarem com a objeção ao patamar dos juros, a visão expressa ao chefe do Executivo é que não precisaria ser ele o responsável por esse papel —até mesmo porque seus ataques acabavam dando importância maior ao presidente da autoridade monetária.

Meta de inflação 
Imprensa registra que, em evento organizado pelo BTG, gestores de recursos defenderam a revisão da atual meta de inflação, classificada por eles como “irreal” e “errada” considerando a trajetória atual dos preços. Eles ressaltaram, porém, que o esforço principal do governo neste momento deveria ser a apresentação de uma nova âncora fiscal “crível” para substituir o modelo de teto de gastos.

Para este ano, a meta é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Para 2024 e 2025, o patamar estabelecido é de 3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a ampliar esses limites, o que, na avaliação do governo, abriria espaço para o corte dos juros.

Carnaval
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
conta que, às vésperas do Carnaval, lojistas da 25 de Março relatam dificuldade para abastecer os estoques com produtos tradicionais para a festa.
Segundo Marcelo Mouawad, diretor da Univinco (união de lojistas da região) e diretor comercial da atacadista Semaan, há falta de confetes, serpentinas, espumas e tintas de cabelo.

Americanas
Folha de S.Paulo 
reporta que o presidente do BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, disse nesta quarta (15) que o banco não planeja nenhuma ação direta para socorrer a Americanas. Mercadante disse que o BNDES não é um “hospital de empresas”.

O petista, contudo, indicou que pretende discutir a abertura de uma linha de crédito para pequenos fornecedores da varejista, que entrou em recuperação judicial devido a dívidas bilionárias.

Folha acrescenta que a varejista elegeu Leonardo Coelho Pereira como novo presidente-executivo. Pereira já foi sócio da consultoria Alvarez & Marsal, especialista em reestruturação de empresas que foi contratada pela Americanas. Com isso, João Guerra, que ocupava o posto interinamente, voltará a atuar como diretor de recursos humanos.

Novos parlamentares
Na Folha de S.Paulo, manchete revela que o governo Luiz Inácio Lula da Silva selou acordo com Arthur Lira (PP-AL) que permite ao presidente da Câmara distribuir verba de ministérios a novos deputados. Segundo aliados de Lira e do governo, cada um dos 219 novos deputados deve poder usar R$ 13 milhões. Pelas regras, esses parlamentares neófitos, que ajudaram a reeleger Lira, não poderiam indicar emendas ao atual Orçamento porque este foi aprovado antes de que tivessem mandato.

PP e União Brasil
O Globo e Valor Econômico 
veiculam que PP e União Brasil acertaram a formação da federação que representará a maior bancada da Câmara e a segunda do Senado. Sema presença do Avante, que chegou a negociar a participação, a expectativa é que o anúncio ocorra na primeira semana de março. Pelo acordo alinhavado, senador Ciro Nogueira (PD), presidente do PP, e Antonio Rueda, vice-presidente do União Brasil, serão os copresidentes da aliança.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,22. Euro caiu 0,10%, chegando a R$ 5,57. A Bovespa operou com 109.600, queda de 1,62%. Risco Brasil em 249 pontos. Dow Jones subiu 0,11% e Nasdaq teve alta de 0,92%.

Valor Econômico
Disputas dos bancos no Carf alcançam ao menos R$ 95 bi

O Estado de S. Paulo
Em 3 anos, garimpo retirou 13 toneladas de ouro ilegal, diz PF

Folha de S.Paulo
Governo Lula abre mão de verba para que Lira a distribua

O Globo
Combustível e custo de serviços devem sustentar inflação alta

Correio Braziliense
PF estoura esquema bilionário de garimpo

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