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Marketplaces
Valor Econômico conta que a cobrança de um imposto único sobre transações de shoppings on-line, os marketplaces, bem como a criação de programas de formação profissional e a simplificação da carga tributária sobre o setor são temas que o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) pretende tratar em uma reunião com o governo federal e governadores, a ser agendada nas próximas semanas.
O convite feito pelo IDV na semana passada foi direcionado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; ao vice-presidente Geraldo Alckmin; aos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Trabalho, Luiz Marinho e da Justiça, Flávio Dino. A entidade aguarda retorno do governo para agendar a reunião que incluirá alguns governadores entre os convidados, como Tarcísio de Freitas, de São Paulo.
Carnaval
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) relata que bares e restaurantes localizados na rota dos blocos de rua da capital paulista relataram queda de faturamento durante o fim de semana, segundo a Abrasel-SP (associação do setor).
No Largo do Arouche, na região central, o recuo foi de 75%, segundo Joaquim Saraiva, presidente do conselho administrativo da Abrasel-SP. Em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, a queda na receita foi de 40%.
“Nas regiões onde os blocos passam, os clientes dos bares e restaurantes não conseguem chegar até o local, porque as ruas são interditadas. E o pessoal que está nos blocos não são os clientes que normalmente frequentam os restaurantes”, diz Saraiva.
Em janeiro, a entidade já previa o fechamento de alguns estabelecimentos para evitar o movimento de foliões.
Para o Carnaval do próximo ano, a Abrasel-SP pretende levar à prefeitura de São Paulo a sugestão de deslocar blocos para outros locais, como o Autódromo de Interlagos.
iFood
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) também registra que uma autuação divulgada nesta semana pelo Procon de João Pessoa ao iFood por cobrança de consumo mínimo nas compras feitas pelo app deve abrir uma nova frente de discórdia com a Abrasel nacional.
Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, diz que comemora a medida do Procon porque ela pode ajudar a dar clareza nos custos do frete para o mercado. “O consumidor brasileiro embarca muito naquela ideia de entrega grátis, ou seja, ele acredita que não está pagando pelo frete quando recebe um preço único, mas não existe frete grátis, e o setor precisa dar transparência”, diz.
O iFood, por sua vez, diz que não há determinação expressa ou proibição sobre a fixação de preço mínimo para a realização de pedidos por meio de plataformas de intermediação, como é o caso dos apps de delivery, “não sendo cabível o argumento de prática de venda casada na plataforma”, segundo a empresa.
O Procon aponta venda casada e diz que a prática “infringe a liberdade de escolha do consumidor decorrente da imposição de um produto ou serviço secundário para ter acesso ao produto principal”. Segundo o órgão, a multa pode alcançar R$ 3 milhões.
Americanas
Valor Econômico revela que o BNDES pode lançar uma linha de crédito para fornecedores do grupo Americanas para amortizar o impacto da crise na varejista. A informação é do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que esteve com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Para isso, o BNDES precisaria diversificar o leque de opções de crédito com um redutor na NTN-B de cinco anos, que remunera a taxa do banco, a TLP.
Isso passa por uma proposta a ser enviada pelo Ministério da Fazenda ao Congresso Nacional que também contemplaria o uso da média da inflação e não a taxa mensal como hoje para reduzir a volatilidade do indicador.
Ainda no Valor, nota registra que o comando do grupo Carrefour disse ontem que pode analisar a compra de lojas da Americanas, caso unidades sejam vendidas. Boa parte dos pontos da rede são locados, mas os contratos são de longo prazo, alguns com mais de uma década. Pontos com esse modelo contratual e eventuais lojas próprias podem ser negociados com outras redes – já ocorreu em outras operações recentes de aquisição no setor.
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