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Meta de inflação
Manchetes em O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, negou ser a favor de mudanças na meta de inflação.
O dirigente afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a alteração teria o efeito contrário ao esperado pelo governo, ou seja, provocaria aumento das expectativas de inflação e consequentemente, da taxa básica de juros.
No entanto, em aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Campos Neto disse que as eleições de outubro foram legítimas e que gostaria de conversar mais com o chefe do Executivo sobre a política monetária no país.
Valor Econômico acrescenta que nas duas reuniões feitas pelo BC, ontem (13), com economistas de mercado, o nível das metas de inflação dominou a pauta e escancarou a preocupação dos agentes com os possíveis efeitos de um aumento das metas.
A reportagem menciona alertas em relação a uma alta expressiva das expectativas de inflação de médio prazo, que foram emitidos nos dois encontros, enquanto outros temas, como a situação fiscal e o cenário externo, ficaram em segundo plano.
O veículo inclui que, segundo um analista, a visão consensual é de que uma alteração nas metas não gera benefícios e uma revisão pode ser contraproducente até mesmo para a atividade.
Reforma tributária
O Globo e Valor Econômico relatam declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de que a reforma tributária é a única “bala de prata” para diminuir o custo de produção, reduzir a burocracia, dar competitividade às empresas e promover a melhoria da economia.
De acordo com Tebet, conforme a discussão avança no Congresso, haverá uma sinalização positiva ao mercado, o que se refletirá na queda de juros.
“Queremos viabilizar (a reforma tributária) até o final do ano. Não será em quatro ou cinco meses. Mas cada avanço trará sinalização positiva ao mercado”, declarou em evento da Amcham.
Arcabouço fiscal
O Globo revela potencial foco de conflito dentro do governo após o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciar que vai promover um seminário para sugerir ao Executivo um novo arcabouço fiscal.
Conforme o diário carioca, o anúncio de Mercadante chamou a atenção dos auxiliares dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet.
A reportagem cita temor de que Mercadante torne pública uma proposta que seja diferente ou mesmo divergente daquela da Fazenda.
BNDES
Folha de S.Paulo ressalta que o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse ontem (13) que a instituição pretende debater política fiscal, mas negou que irá competir com o Ministério da Fazenda na elaboração do novo arcabouço para as contas públicas.
Segundo Mercadante, o banco de fomento promoverá um seminário a partir do fim de março para analisar experiências internacionais em áreas como política fiscal.
Em entrevista na semana passada, Mercadante declarou que o BNDES tem liberdade para apontar caminhos para o Brasil em diferentes assuntos.
Lei trabalhista
Valor Econômico reporta que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, pretende apresentar propostas concretas de revisão da atual legislação trabalhista até o fim deste semestre.
Ele se reuniu ontem (13) com empresários na sede da Fiesp e reafirmou que o objetivo não é revogar a reforma, mas informou estar criando grupo técnico formado por representantes de empregadores e trabalhadores para rever alguns pontos.
De acordo com Marinho, a valorização de negociações coletivas deve fazer parte dessa discussão, assim como a preocupação com a grande rotatividade de trabalhadores nas empresas.
Classe média
Folha de S.Paulo e O Globo informam que a classe média foi quem mais perdeu rendimentos durante parte da pandemia do coronavírus, o que levou ao aumento da desigualdade de renda no Brasil. Entre os mais pobres, os rendimentos mantiveram-se praticamente inalterados, graças principalmente ao pagamento do Auxílio Emergencial.
Segundo dados inéditos da FGV Social com base em declarações de Imposto de Renda de 2020 e pesquisas do IBGE, a classe média (brasileiros localizados entre os 41% mais pobres e os 10% mais ricos) perdeu 4,2% de sua renda no primeiro ano da pandemia. No 10% mais rico, a queda nos rendimentos foi bem menor, de 1,2%. Entre os 40% mais pobres, houve praticamente estabilidade (ganho de 0,2%).
Desenrola e IR
Folha de S.Paulo e Valor Econômico registram que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que tanto o Desenrola quanto a correção da tabela do Imposto de Renda e do salário mínimo já estão no Palácio do Planalto para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Desenrola deve oferecer condições facilitadas para que pessoas renegociem dívidas até um certo limite, a ser definido pelo governo federal. Com isso, a aposta é de que haja um impulso ao consumo, o que ajudaria na retomada econômica. Já em relação à correção da tabela do IR, a promessa de Lula durante a campanha eleitoral era de isentar do imposto pessoas com renda mensal de até R$ 5.000, mas isso não deve acontecer neste ano.
Royalties
O Estado de S. Paulo revela que o TCU abriu investigação para apurar suspeitas de irregularidades na atuação da ANP em casos relacionados à partilha de royalties de petróleo entre municípios.
A “fiscalização na modalidade inspeção” foi iniciada após parecer da auditoria da Corte, com base em reportagem, que mostrou que advogados usavam a Associação Núcleo Universitário de Pesquisas, Estudos e Consultoria (Nupec) para firmar contratos sem licitação com municípios e representá-los na Justiça e na ANP.
O veículo detalha que a Nupec era usada como espécie de banca de advocacia para dominar o mercado bilionário a partir de uma guerra judicial travada por municípios pelo enquadramento na partilha de royalties.
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