Monitor – 2 de fevereiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
02/02/23 | nº 835 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Comércio em Pauta, publicada hoje no Valor Econômico, relata que a CNC e o Ministério do Turismo reafirmaram a parceria pelo desenvolvimento do setor. O apoio mútuo será oficializado dia 14 de março por meio de um Acordo de Cooperação Técnica, que será assinado pelo presidente da CNC, José Roberto tadros e pela ministra do Turismo, Daniela Carneiro.

O conteúdo produzido pela CNC também registra que o Sesc apoia pesquisa de Harvard sobre políticas de doação de alimentos. Outro assunto abordado foi a nova unidade do Senac em Sinop, no Mato Grosso.

Reforma tributária
O Estado de S. Paulo 
assinala que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer uma tramitação conjunta da reforma tributária e do projeto de uma nova âncora fiscal no primeiro semestre do ano.

A votação da PEC que altera a tributação sobre o consumo deve ganhar prioridade na preferência dos deputados e senadores que tomaram posse ontem no Congresso.

Conforme o jornal, nem parlamentares petistas dizem que há chances de as duas propostas caminharem no Congresso ao mesmo tempo.

Copom
O Estado de S. Paulo 
expõe reação do Banco Central a sucessivas críticas do governo Lula sobre o nível da taxa de juros. Em comunicado, o Copom respondeu que  a incerteza fiscal pode manter a Selic no alto por ainda mais tempo. Inclusive, até o fim de 2024.

A autoridade monetária decidiu pela estabilidade da taxa em 13,75% e endureceu o tom diante da deterioração que percebe no cenário de inflação futura.

“A conjuntura, particularmente incerta no âmbito fiscal e com expectativas de inflação se distanciando da meta em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, pontuou o colegiado.

Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense avançam em frente semelhante.

Fed 
Imprensa também relata que o Federal Reserve (Fed) elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, para a faixa entre 4,5% e 4,75% ao ano, reduzindo o ritmo do aperto monetário, conforme era esperado pelo mercado. Desde o início do ciclo, em março de 2022, o Fed já aumentou os juros em 4,50 pontos percentuais para combater a inflação mais elevada em 40 anos nos Estados Unidos.

Balança comercial
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico 
registram que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,716 bilhões em janeiro. É o primeiro saldo comercial positivo para meses de janeiro desde 2018.

Segundo divulgou ontem a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o valor foi alcançado com exportações de US$ 23,137 bilhões e importações de US$ 20,420 bilhões.

A média diária das exportações registrou em janeiro aumento de 11,7%, com alta de 4,6% em agropecuária, 9,9% em indústria da transformação e 22,3% em produtos da indústria extrativa.

Diesel
No Valor Econômico, reportagem afirma que o perfil das importações brasileiras de diesel pode mudar com a entrada em vigor de novas sanções da União Europeia à Rússia, que a partir de domingo (5), vão incluir embargos a derivados de petróleo.

Com isso, a menor disponibilidade de diesel no mercado internacional deve levar países importadores, como o Brasil, a diversificarem a sua base de fornecedores. Arábia Saudita e Emirados Árabes podem ser alternativas.

Sanções podem fazer com que os Estados Unidos, principal supridor de diesel para o Brasil, prefiram vender mais para a Europa, que pode pagar mais pelas cargas.

Etanol
Valor Econômico 
relata decisão da Câmara de Comércio Exterior em não prorrogar a isenção do imposto de importação de etanol de países de fora do Mercosul.

A taxa de 18%, que foi zerada em março do ano passado como tentativa de reduzir o preço da gasolina aos consumidores, voltará a vigorar no fim deste ano.

Até lá, a alíquota será de 16%. O prazo da desoneração terminaria em 31 de dezembro de 2022, mas, depois, foi estendido até o fim de janeiro.

Fundo de equalização
Valor Econômico 
comunica que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discutiram ontem propostas sobre combustíveis, como a criação de fundo para reduzir impacto da volatilidade.

A reportagem lembra que Prates já defendia o mecanismo para frear os preços como senador. No ano passado, um projeto sobre o tema relatado por ele foi aprovado, mas ainda precisa do aval da Câmara.

O governo busca alternativas para evitar aumento brusco dos combustíveis a partir do mês que vem, quando a medida provisória que prorrogou a desoneração de PIS/Cofins perderá validade.

Carnaval
Valor Econômico 
afirma que o Carnaval nas ruas da cidade de São Paulo deve levar a uma queda de 30% a 50% no faturamento dos estabelecimentos parceiros da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP). Mas a Ambev deve impulsionar suas vendas justamente em razão dos blocos de rua pois é a patrocinadora oficial da festa na capital paulista, com investimentos de R$ 25,6 milhões para a infraestrutura.

O trajeto dos blocos de Carnaval, de acordo com a associação de bares e restaurantes, não contribui para as vendas e impede o fluxo de clientes habituais. A Abrasel-SP aponta que os bares e restaurantes localizados nos trajetos dos blocos, muitas vezes, acabam fechando as portas durante os desfiles.

Bares e restaurantes
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 conta que a Abrasel afirma que vai propor ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, uma reunião para defender a continuidade do trabalho intermitente.

Nesta terça-feira (31), em uma coletiva de imprensa para a divulgação dos novos dados do Caged, Marinho foi questionado se acabaria com o trabalho intermitente. Na ocasião, o ministro disse que “não necessariamente” extinguiria esse tipo de regime, no qual o funcionário recebe por hora e não há estabelecimento de jornada mínima.

A Abrasel definiu como fundamental a última declaração do ministro sobre o tema. A entidade escreveu, em nota, que o movimento feito por Marinho “demonstra o entendimento de que o trabalho intermitente traz ganhos para os trabalhadores e para os negócios”.

Meios de pagamentos
Valor Econômico 
conta que o setor de pagamentos está questionando a existência de golpe que envolve o bloqueio de transações por aproximação para forçar o cliente a inserir o cartão físico na “maquininha”. Participantes da indústria dizem que não há relatos que corroborem a aplicação desse mecanismo de fraude, divulgado na terça-feira (31) pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança e privacidade digital.

Parte do comitê de Segurança e Prevenção a Fraudes da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Adriana Umeda conta que, após a publicação de notícias envolvendo o golpe, houve um trabalho de comunicação entre as empresas e não foram encontrados registros de casos.

Americanas
Manchete do Valor Econômico mostra que os bancos credores da Americanas teriam recebido a sinalização, no início da semana, de que o empréstimo extraconcursal à empresa, por meio da modalidade “debtor-in-possession” (DIP), chegará a R$ 2 bilhões. Do total, R$ 1 bilhão deve vir dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, como apontado em fato relevante da varejista.

Segundo uma fonte, representantes dos sócios teriam contatado bancos com quem os acionistas têm relação próxima e que estão fora da recuperação judicial. A negociação envolvendo o financiamento “devedor em posse” (DIP, da sigla em inglês) foi antecipada pelo Valor na semana passada.

Folha de S.Paulo detalha que a varejista  começa a enfrentar problemas de abastecimento. Prateleiras vazias já são vistas em lojas da rede visitadas pela reportagem em São Paulo nos últimos dez dias. Segundo o jornal, alguns fornecedores não têm mais interesse em continuar vendendo para a Americanas, apurou a Folha.

Em razão da dificuldade de abastecimento, a companhia deu início a um processo de realocação de estoques entre as lojas, a fim de garantir produtos nos pontos de mais alto fluxo. Existe a expectativa que ao menos 30% dos pontos de venda fechem as portas, com o objetivo de reduzir os custos fixos com aluguel e pessoal, segundo pessoas ouvidas pela reportagem sob condição de anonimato.

Jornais também registram que a Americanas encerrou seu serviço de televendas e passou a direcionar os clientes para seu site ou aplicativo. Este é mais um reflexo da crise na varejista brasileira.

Congresso
As manchetes dos principais jornais destacam as reeleições de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na Câmara dos Deputados e Senado, respectivamente.

Imprensa enfatiza que a recondução de Lira e Pacheco ao comando das duas Casas sinaliza um freio ao bolsonarismo, sobretudo no caso do Senado, onde a disputa foi apertada.

Oponente de Pacheco, o ex-ministro de Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), recebeu 32 dos 81 votos. Pacheco, por sua vez, contou com apoio do Planalto, que prometeu diretorias de autarquias, estatais e bancos públicos a partidos.

Já o caso de Arthur Lira, cuja vitória era esperada, foi diferente: com apoio de 464 dos 513 deputados (90% dos votos), Lira obteve a maior votação da história, demonstrando o predomínio do Centrão — que recebeu os principais postos de comando da Casa.

Em seus discursos, os reeleitos ressaltaram a resiliência da democracia e sinalizaram alinhamento com o presidente Lula — o que não necessariamente perdurará por todo o mandato. Segundo o Estadão, o presidente Lula telefonou para ambos e os cumprimentou.

STF
Imprensa também reporta também que os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, fizeram ontem manifestações contundentes contra os atos terroristas do dia 8 de janeiro, durante seus discursos de abertura dos trabalhos no Judiciário. Rosa Weber mandou recados aos que insuflaram e financiaram os ataques à Praça dos Três Poderes, enquanto Moraes afirmou que os instigadores dos atos serão responsabilizados nas esferas política, criminal e civil.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,06. Euro subiu 0,76%, chegando a R$ 5,55. A Bovespa operou com 112.073, alta de 1,2%. Risco Brasil em 253 pontos. Dow Jones subiu 0,02% e Nasdaq teve alta de 1,67%.

Valor Econômico
Lira e Pacheco são reeleitos no Congresso

O Estado de S. Paulo
Planalto usa máquina e freia bolsonarismo no Senado; Lira é reeleito na Câmara

Folha de S.Paulo
Lira e Pacheco são reeleitos para presidir Câmara e Senado

O Globo
Pacheco derrota bolsonarismo com apoio de Lula; Lira tem vitória recorde

Correio Braziliense
Pacheco, Lira e STF firmam a defesa da democracia

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