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Reforma tributária
Folha de S.Paulo e Valor Econômico expõem declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que a intenção do governo é priorizar a discussão sobre a reforma tributária e votar o tema em até três meses.
O debate sobre a nova âncora fiscal para substituir o teto de gastos, por outro lado, deve ser aberto em um segundo momento e ainda não tem prazo para passar por deliberação.
De acordo com Lira, o prazo para a reforma tributária foi definido para dar tempo aos parlamentares reabrirem as discussões sobre o tema.
Juros
Folha de S.Paulo afirma que, pressionado por uma piora nas expectativas do mercado financeiro para a inflação, o Banco Central deve manter a Selic em 13,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A primeira reunião do Copom desde a posse do presidente Lula é realizada hoje (1º).
Conforme Folha, incertezas fiscais e ruídos gerados pelo alto escalão do governo têm contribuído para a deterioração das projeções sobre preços.
Empregos
O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo repercutem dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O Brasil gerou 2,03 milhões de empregos com carteira assinada em 2022.
O número representa queda de 26,6% em relação a 2021 – quando 2,77 milhões de vagas formais foram criadas. O saldo positivo foi puxado pelo desempenho do setor de serviços, com a criação de 1.176.502 postos formais.
Na indústria, houve a criação de 251.868 vagas, logo atrás do comércio, que abriu 350.110 vagas. A construção civil abriu 194.444 postos. Na agropecuária, foram abertas 65.062 vagas em 2022.
Crédito
O Globo conta que, depois de se reunir com banqueiros ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a questão da oferta de crédito barato no país entrou na “ordem do dia”. Ele afirmou que o crédito caro impede e trava os negócios porque os juros são maiores do que o lucro e, neste cenário, não se consegue viabilizar a atividade econômica:
“Estamos com taxa de juros de 13,75%, e há preocupação com uma eventual retração do crédito no Brasil. Ontem conversei com o presidente do Banco Central sobre uma agenda rápida de crédito no Brasil. Sistema de garantias, diminuição do spread, melhoria do ambiente de concorrência para que haja mais crédito barato no Brasil. Isso é um impedimento do crescimento econômico”, disse .
BNDES
O Estado de S. Paulo relata que o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou ontem que a redução da Taxa de Longo Prazo (TLP) para as micro e pequenas empresas foi discutida em reunião com o conselho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “Há espaço para reduzir essa taxa de juros e queremos fazer (isso) em conjunto com a Febraban. Tem de ser um projeto de lei, aprovado no Congresso, e, portanto, precisa de um debate técnico cuidadoso.”
Mercadante afirmou ainda que o BNDES não precisa de subsídios do Tesouro, e acrescentou que não há pretensão de voltar com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada pela instituição para conceder crédito subsidiado durante os governos anteriores do PT.
Desenrola
Valor Econômico relata que a equipe econômica e os bancos já têm um esboço do Desenrola, o programa de renegociação de dívidas que o governo pretende lançar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que uma proposta será levada na semana que vem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desenho que está em estudo prevê que um fundo garantidor, formado por recursos públicos, vai cobrir 100% da inadimplência das operações que forem renegociadas. Com isso, o risco de crédito ficará, na prática, com o Tesouro Nacional.
Petrobras
Valor Econômico reporta que o governo avalia indicar para o conselho de administração da Petrobras a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum; o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes; e o fundador da Genial Investimentos, Eduardo Moreira.
A lista também pode incluir o coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, William Nozaki, e a presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn.
Os nomes foram sugeridos ao presidente Lula, mas ainda não há confirmação de que eles estejam na lista final.
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