|
Trabalho
Valor Econômico informa que mais da metade dos trabalhadores por conta própria até 2022 eram empregados com carteira assinada antes de migrar para trabalho autônomo, na leitura do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Ontem, a instituição anunciou a segunda edição de pesquisa sobre o tema, a Sondagem do Mercado de Trabalho, que apurou respostas sobre o assunto por meio de entrevistas com cerca de 2 mil pessoas no país com mais de 14 anos. Na coleta de dados, realizada em dezembro, os pesquisadores também apuraram que mais de um terço recorreu à ocupação por conta própria por necessidade de fazer renda, após ficar desempregado.
Para este ano, os pesquisadores não descartam a continuidade de crescimento dos trabalhadores por conta própria e queda em outras categorias de ocupação. Isso pode ocorrer mesmo com possibilidade de mercado de trabalho mais fraco, a ser afetado por provável economia desaquecida, salientaram os economistas.
“Em 2023, os sinais não são de recuperação forte do mercado de trabalho formal”, afirmou Rodolpho Tobler, coordenador das Sondagens do Comércio e de Investimentos da Superintendência Adjunta para Ciclos Econômicos do FGV Ibre. Para ele, o mais provável é que emprego formal fique “estagnado”.
Salário mínimo
O Estado de S. Paulo publica entrevista com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defendeu a criação de uma política permanente de correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, que caminhe junto com a valorização do salário mínimo.
O jornal inclui que Marinho confirmou que levou a pauta do reajuste da tabela ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada. “Se depender de mim, elas vão andar”, disse.
Mercosul
Principais jornais relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Mercosul precisa se “modernizar”, mas insistiu na importância de os parceiros sul-americanos negociarem com a China em grupo, e não individualmente, como tem feito o Uruguai. Ao mesmo tempo, defendeu que o bloco conclua, primeiro, o acordo de livre comércio com a União Europeia, por estar já bem encaminhado.
BNDES
Imprensa noticia que o conselho de administração do BNDES aprovou ontem o nome de Aloizio Mercadante para presidir o banco público. O colegiado ainda aprovou Tereza Campello, Natalia Dias e Helena Tenorio para cargos de diretoria na instituição financeira.
Com isso, os escolhidos se juntam aos diretores já nomeados Alexandre Corrêa Abreu, que presidia o banco interinamente, José Luis Gordon, Nelson Barbosa Filho e Luiz Navarro.
|