Monitor – 10 de janeiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
10/01/23 | nº 819 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Mercado S/A (Correio Braziliense) destaca a firme reação do setor produtivo, assim como de boa parte do mercado financeiro, contra o terrorismo praticado em Brasília, no domingo. A CNC pediu a “punição dos responsáveis pelos crimes praticados contra a decisão manifesta nas urnas”. Em nota, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) disse que “repudia, veementemente, a invasão e depredação dos prédios públicos”. Presidente da Febraban, Isaac Sidney afirmou esperar “firme reação do Estado”. Voz importante do agronegócio, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) declarou que “as opiniões políticas – tão valiosas para a democracia – devem ser manifestadas pelo voto e pelos canais republicanos, jamais pela força e pela incivilidade”.

IPCA 
Principais jornais relatam que o cenário para a inflação neste e nos próximos anos continuou a se deteriorar no Boletim Focus diante da expansão fiscal contratada pelo novo governo, sem ainda um plano claro para alcançar o equilíbrio das contas públicas. A projeção para o IPCA de 2023 subiu de 5,31% para 5,36%. Para 2024, horizonte que fica cada vez mais relevante para a estratégia de convergência à inflação do BC, a mediana também voltou a subir, de 3,65% para 3,70%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9.

ESG
Valor Econômico 
revela que em 2023, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se voltará ao tema ESG quando se trata de regulação. Duas regras ligadas à pauta ambiental, social e de governança entram em vigor neste ano. Uma delas é ligada à divulgação de medidas ESG por empresas abertas, que devem ser publicadas nos formulários de referência; e a outra é a regulação dos fundos socioambientais.

ICL
Reportagem do Valor Econômico conta que estados brasileiros perderam mais de R$ 100 bilhões com a sonegação fiscal de postos de combustíveis nos últimos anos, estima o Instituto Combustível Legal (ICL), entidade criada em 2016 para promover combate ao comércio irregular e que tem entre as associadas grandes redes de distribuição, como Vibra, Raízen e Ipiranga. Recuperar esse valor amenizaria perdas causadas pelo teto da alíquota de ICMS, avalia Emerson Kapaz, novo presidente-executivo da entidade. O valor corresponde à dívida ativa acumulada pelos postos – alguns com mais de dez anos.

Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que R$ 26 bilhões são perdidos anualmente com sonegação, fraudes e inadimplências. Desse total, R$ 14 bilhões são relativos a fraudes contábeis e inadimplência tributária, como a chamada “barriga de aluguel” – empresa criada em nomes de “laranjas” para ocultar evasão fiscal. Outros R$ 12 bilhões correspondem a fraudes operacionais, como o conhecido “chip na bomba”, que fornece menos combustível para o consumidor do que o indicado no visor do equipamento. A recuperação da parte sonegada aos 27 entes fica em 1% do total, diz Kapaz.

Varejo
Na Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo), nota aponta que a queda nos juros futuros – após a ação firme de representantes dos Três Poderes contra golpistas que atacaram Brasília no domingo – favoreceu o varejo na B3 ontem.

De acordo com a coluna, a melhora na percepção em relação ao cenário externo, com alívio nos dados de inflação na Europa e a reabertura da China, também ajudou. O texto salienta que Americanas subiu 6,44%, maior alta do Ibovespa. Magazine Luiza avançou 2,54%; Lojas Marisa, 4,65% e Via subiu 0,83%.

Calçados
Valor Econômico 
conta que a varejista de calçados e acessórios Studio Z, focada nas classes C e D, alcançou faturamento anual recorde de R$ 1 bilhão em 2022, o que representa alta de 30% ante os R$ 820 milhões da receita registrada em 2019, antes da pandemia de covid-19 chegar ao país.

A Studio Z tem mais de 100 lojas próprias, com mil metros quadrados, em média, cada uma, espalhadas em 55 cidades de 16 Estados. Elas funcionam como um “supermercado” de calçados — o consumidor circula entre as diversas prateleiras, escolhe ele mesmo o que quer e leva ao caixa.

Democracia
Principais jornais destacam que integrantes das cúpulas dos três Poderes reuniram-se ontem para repudiar os ataques terroristas contra o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em ato simbólico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desceu a rampa do Planalto ao lado de governadores, magistrados e parlamentares em defesa da democracia.

Folha de S.Paulo traz que o ministro Flávio Dino (Justiça) afirmou que já foram identificados em ao menos dez estados financiadores dos atos de vandalismo. Ele não detalhou quantos seriam, em quais estados e a quais grupos seriam ligados. Segundo Dino, a Polícia Federal ouvirá todos os acusados de contratar os ônibus que levaram os golpistas a Brasília.

Publicações acrescentam que o dia seguinte aos ataques em Brasília foi marcado por intensa movimentação policial e de autoridades. Na capital federal, 1,5 mil participantes dos atos de vandalismo foram presos. Acampamentos de extremistas na frente de instalações militares por todo o País começaram a ser desmontados.

O Estado de S. Paulo relata que o subprocuradores-gerais pediram, em ofício, que PGR tome medidas “necessárias à proteção do regime democrático”. No documento, o procurador-geral da República, Augusto Aras, é pressionado para buscar a responsabilização criminal do governador afastado Ibaneis Rocha (MDB). O ofício é assinado por dez subprocuradores-gerais da República.

Imprensa destaca que a resposta dada pelas instituições aos ataques golpistas à democracia deve tranquilizar a economia e diminuir os impactos da destruição dos símbolos dos três Poderes causada pelos militantes extremistas, avaliam economistas ouvidos. A percepção deles é a de que o ato terá efeito contrário ao que os golpistas esperavam. A solidariedade entre os Poderes deve fortalecer a figura do presidente Lula, reduzindo o espaço da oposição para dificultar o andamento da pauta econômica.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,25. Euro subiu 1,39%, chegando a R$ 5,65. A Bovespa operou com 109.129, alta de 0,15%. Risco Brasil em 260 pontos. Dow Jones caiu 0,34% e Nasdaq teve alta de 0,63%.

Valor Econômico
Poderes somam forças contra atos terroristas

O Estado de S. Paulo
Presos por depredações chegam a 1,5 mil e acampados são removidos

Folha de S.Paulo
Legalidade reage com retirada de acampados e detenções

O Globo
Polícia prende 1.500 e investiga financiadores de atos terroristas

Correio Braziliense
Lula, STF, Congresso e governadores se unem em ação contra golpistas

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