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Desenrola
Valor Econômico informa que os ministros do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e da Fazenda, Fernando Haddad, planejam colocar na rua em um mês o Desenrola, iniciativa do governo para renegociação de dívidas. O programa, no entanto, é de grande complexidade e tirá-lo do papel não será tão fácil. Implica definir taxas de juros, percentuais de desconto para as dívidas e quem assumirá o risco, entre outras questões.
Os bancos já estudam o assunto para ter uma proposta à mão quando forem abordados. O tema foi discutido entre o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em reunião com Haddad na quarta-feira, em Brasília, tendo em vista que o governo já pediu adesão das instituições financeiras ao programa. Caixa e Banco do Brasil terão papel preponderante na formulação dos programas.
Consignado do Auxílio
Valor Econômico afirma que o endividamento dos beneficiários do Auxílio Brasil (agora, Bolsa Família) com crédito consignado deve ser tratado no âmbito do Desenrola, iniciativa do governo para renegociação de dívidas. O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ainda aguarda a conclusão do desenho do programa, mas defende dar atenção às famílias que ficaram endividadas por comprometerem parte do benefício com o empréstimo, criado nos últimos meses do governo Bolsonaro. A estimativa é que sejam 3,5 milhões de pessoas, que contrataram um total de R$ 9,5 bilhões.
Poupança
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico registram que a caderneta de poupança recebeu um depósito líquido de R$ 6,259 bilhões em dezembro, mas o investimento acumulou em 2022 um resgate de R$ 103,2 bilhões, quase o dobro da maior perda anual já registrada até então. As perdas da aplicação no ano ocorreram em meio à elevação da taxa de juros pelo Banco Central para controlar a inflação, o que contribuiu para reduzir a competitividade da poupança frente a investimentos em renda fixa.
No ano passado, o SBPE registrou um saque líquido no valor de R$ 80,9 bilhões, enquanto a poupança rural acumulou uma retirada de R$ 22,3 bilhões. Os dois valores foram os maiores da série do Banco Central, com início em 1995.
Serviços embutidos
Valor Econômico relata que empresas do varejo físico, e-commerce, distribuição de consumo e bebidas e outros setores podem, juntas, aumentar suas receitas em R$ 24 bilhões em 2026 com a ampliação da oferta de serviços financeiros. Seriam cerca de R$ 13,9 bilhões provenientes da oferta de crédito e R$ 10,1 bilhões de outros serviços, como conta de pagamento, adquirência, investimentos, Pix e boleto.
As conclusões são de estudo conduzido pela Deloitte que analisa a tendência de empresas de diversos setores “embutirem” serviços e produtos financeiros em suas atividades, conhecida como “embedded finance”. A consultoria também estima que esses setores serão responsáveis pela oferta de crédito de até R$ 83 bilhões em 2026, valor que hoje os clientes buscam em instituições financeiras tradicionais ou que não é explorado por falta de oferta compatível no mercado.
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