Monitor – 6 de janeiro de 2022

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
06/01/23 | nº 817 | ANO V |  www.cnc.org.br
Reportagem no Correio Braziliense conta que especialistas alertam que aumento no custo de vida deve impactar brasilienses. Texto ressalta que, de acordo com a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada em novembro de 2022 pela CNC, 82,7% das famílias do Distrito Federal estão endividadas.

Desenrola
Valor Econômico 
informa que os ministros do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e da Fazenda, Fernando Haddad, planejam colocar na rua em um mês o Desenrola, iniciativa do governo para renegociação de dívidas. O programa, no entanto, é de grande complexidade e tirá-lo do papel não será tão fácil. Implica definir taxas de juros, percentuais de desconto para as dívidas e quem assumirá o risco, entre outras questões.

Os bancos já estudam o assunto para ter uma proposta à mão quando forem abordados. O tema foi discutido entre o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em reunião com Haddad na quarta-feira, em Brasília, tendo em vista que o governo já pediu adesão das instituições financeiras ao programa. Caixa e Banco do Brasil terão papel preponderante na formulação dos programas.

Consignado do Auxílio
Valor Econômico 
afirma que o endividamento dos beneficiários do Auxílio Brasil (agora, Bolsa Família) com crédito consignado deve ser tratado no âmbito do Desenrola, iniciativa do governo para renegociação de dívidas. O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ainda aguarda a conclusão do desenho do programa, mas defende dar atenção às famílias que ficaram endividadas por comprometerem parte do benefício com o empréstimo, criado nos últimos meses do governo Bolsonaro. A estimativa é que sejam 3,5 milhões de pessoas, que contrataram um total de R$ 9,5 bilhões.

Poupança
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico 
registram que a caderneta de poupança recebeu um depósito líquido de R$ 6,259 bilhões em dezembro, mas o investimento acumulou em 2022 um resgate de R$ 103,2 bilhões, quase o dobro da maior perda anual já registrada até então. As perdas da aplicação no ano ocorreram em meio à elevação da taxa de juros pelo Banco Central para controlar a inflação, o que contribuiu para reduzir a competitividade da poupança frente a investimentos em renda fixa.

No ano passado, o SBPE registrou um saque líquido no valor de R$ 80,9 bilhões, enquanto a poupança rural acumulou uma retirada de R$ 22,3 bilhões. Os dois valores foram os maiores da série do Banco Central, com início em 1995.

Serviços embutidos
Valor Econômico 
relata que empresas do varejo físico, e-commerce, distribuição de consumo e bebidas e outros setores podem, juntas, aumentar suas receitas em R$ 24 bilhões em 2026 com a ampliação da oferta de serviços financeiros. Seriam cerca de R$ 13,9 bilhões provenientes da oferta de crédito e R$ 10,1 bilhões de outros serviços, como conta de pagamento, adquirência, investimentos, Pix e boleto.

As conclusões são de estudo conduzido pela Deloitte que analisa a tendência de empresas de diversos setores “embutirem” serviços e produtos financeiros em suas atividades, conhecida como “embedded finance”. A consultoria também estima que esses setores serão responsáveis pela oferta de crédito de até R$ 83 bilhões em 2026, valor que hoje os clientes buscam em instituições financeiras tradicionais ou que não é explorado por falta de oferta compatível no mercado.

Shein
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 relata que, incomodados com os planos de expansão da rede chinesa Shein no Brasil, lojistas de roupas e calçados se movimentam para apresentar suas preocupações ao novo governo.

A marca pretende abrir cinco novas lojas físicas temporárias por aqui, mas a reclamação principal é contra as vendas online da Shein, que, segundo varejistas brasileiros, não são tributadas em pé de igualdade com a concorrência local.

O movimento ganhou força desde o ano passado, com a participação de representantes do varejo de eletroeletrônicos brasileiros, contra marketplaces internacionais como Shopee e Ali Express.
Coluna afirma que as lojas temporárias são vistas como uma vitrine física para impulsionar as vendas digitais da Shein no Brasil e testar o mercado. Fundada na China e com sede em Singapura, a Shein é um dos sites de roupas mais acessados no Brasil. Com um catálogo de preços baixos, abriu uma loja temporária em São Paulo, que atraiu filas de milhares de pessoas, gerando tumulto no shopping.

Logística
Valor Econômico 
conta que o grupo SBF, também dono da Centauro, tem feito uma série de migrações, em sistemas e logística, na operação brasileira da Nike e acabou por afetar as vendas on-line da marca. A taxa de pedidos enviados fora do prazo, em dezembro, saiu de 1% a 3% para dois dígitos. No site Reclame Aqui, a nota da operação digital da Nike caiu de 8,6 em 2021 para 5,4 nos últimos meses. Segundo o grupo, a demanda alta na Copa, Black Friday e Natal causou “intercorrências pontuais”.

Amazon
O Estado de S. Paulo 
informa que a Amazon anunciou que demitirá pelo menos 18 mil funcionários, incluindo os de países europeus. Como justificativa, a gigante do varejo online citou a “economia incerta” e as contratações repentinas que precisou fazer durante a pandemia da covid-19 para atender a maior demanda.

O plano de demissões é o maior entre os recentes anúncios de cortes de empregos que afetam o setor de tecnologia dos Estados Unidos. É também o corte mais severo da história da empresa sediada em Seattle.

Rui Costa
Em entrevista exclusiva ao Valor Econômico, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assegurou que a condução da economia no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai cumprir as promessas de campanha de que respeitará contratos, garantirá estabilidade e previsibilidade aos agentes econômicos. Por outro lado, o ministro alerta que o governo não se deixará intimidar por falas que considerar radicais no campo econômico.

Planejamento
O Estado de S. Paulo, O Globo
 e demais jornais destacam que Simone Tebet reconheceu, ao assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento, ontem, que há divergências de pensamento na equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas falou em “deixá-las para depois”. Ela se comprometeu com a responsabilidade fiscal e o controle dos gastos públicos e afirmou que a equipe terá um perfil “austero, mas conciliador”.

Turismo
Manchete na Folha de S.Paulo reverbera que a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), mantém elo com dois outros acusados de chefiar milícias em Belford Roxo (RJ), além do ex-PM Juracy Prudêncio, o Jura. Daniela é alvo de pressão desde que a Folha revelou o vínculo do grupo político dela com a família de Jura, atualmente preso. Membros do governo e parlamentares do PT saíram em defesa da ministra e exaltaram seu papel eleitoral.

Liderança
O Estado de S. Paulo
 observa que o PT escolheu o deputado Zeca Dirceu (PR) como líder do partido na Câmara. Mas ficou acertado um revezamento na liderança, por causa de disputa entre correntes petistas. Zeca, filho do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, será líder da bancada até 2024, quando passará o bastão ao deputado Odair Cunha (MG).

O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,85%, cotado a R$ 5,35. Euro caiu 2,59%, chegando a R$ 5,63. A Bovespa operou com 107.641, alta de 2,19%. Risco Brasil em 259 pontos. Dow Jones caiu 1,02% e Nasdaq teve queda de 1,47%.

Valor Econômico
Queremos fugir de dogmas na economia, diz Rui Costa

O Estado de S. Paulo
Tebet admite divergência mas exalta equipe econômica e fala em austeridade

Folha de S.Paulo
Ministra tem vínculo com outros suspeitos de chefiar milícias

O Globo
Tebet defende austeridade e revisão do gasto

Correio Braziliense
Dino e Ibaneis decidem futuro de ex-ministro bolsonarista

Leia também

Rolar para cima