|
Trabalhista 1
O ministro Luiz Marinho (Trabalho) afirmou que o governo não vai revogar a legislação trabalhista realizada pelo ex-presidente Michel Temer, mas disse que será preciso “mexer” em alguns pontos e “construir um novo marco”, com foco em proteger o trabalhador e garantir direitos, informam Estadão e Valor.
Marinho afirmou que a reforma será fatiada e deve ser enviada ao Congresso ainda este ano. Também indicou que as centrais sindicais terão protagonismo durante sua gestão.
Até maio, o ministro pretende enviar ao Parlamento uma “nova política” para “valorização permanente do salário mínimo”. Já a regulamentação do trabalho por aplicativo, outra promessa do presidente, está prevista para o primeiro semestre.
Manchete de O Globo informa que Marinho sinalizou o fim do saque-aniversário do FGTS.
Trabalhista 2
Valor também relata que ainda tramitam no Supremo 11 das 39 ações movidas contra mudanças realizadas na CLT. Essas 11 ações discutem sete temas. O principal, segundo especialistas, é o que trata do contrato de trabalho intermitente. Em 2022, 276,5 mil trabalhadores foram contratados por meio dessa modalidade, segundo o Caged.
Previdência
Entre as 11 cerimônias de posse de ministros ontem, a de Carlos Lupi (Previdência) foi a de maior repercussão no mercado. Lupi classificou a reforma previdenciária de 2019 como “antirreforma” e disse que pretende formar uma comissão com representantes do governo, sindicatos patronais, trabalhadores e aposentados para analisar mudanças nas regras do sistema previdenciário.
No discurso, defendeu que as regras sejam “regionalizadas”, dadas as diferenças de expectativa de vida entre os Estados do país.
A exemplo do primeiro pregão do ano, o Ibovespa recuou, em meio às altas do dólar e dos juros futuros.
Mercado financeiro
Principais jornais registram que o mercado voltou a penalizar o que trata como ausência de sinalizações positivas do ponto de vista fiscal pelo novo governo. Ibovespa e real voltaram a se desvalorizar e os juros futuros registraram altas expressivas, ultrapassando a barreira dos 13% em prazos mais longos. As mínimas foram registradas após o ministro Carlos Lupi fazer críticas à reforma previdenciária aprovada em 2019.
Minha Casa, Minha Vida
Jornais reportam que o ministro Jader Filho (Cidades) prometeu ontem, em sua cerimônia de posse, a “retomada urgente” do Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, estão reservados R$ 10 bilhões para a retomada do programa em 2023.
Fazenda
Principais jornais relatam que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) pretende levar ao presidente Lula o “plano de voo” de sua pasta ainda nesta semana. Segundo ele, a economia está desacelerando e “o primeiro trimestre é vital para a gente mudar o curso”.
Haddad descartou a adoção de meta para a taxa de câmbio e afirmou que a taxa de juros no país está “fora de propósito”. Entre suas prioridades para o primeiro semestre estão o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, que precisa ser “pragmática” para avançar no Congresso.
Turismo
Fotos divulgadas pela Folha e O Globo mostram que a ministra Daniela Carneiro (Turismo), deputada pelo União Brasil do Rio, mantém vínculos há pelo menos quatro anos com o ex-PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, acusado de comandar uma milícia na Baixada Fluminense, reduto eleitoral da ministra e de seu marido Waguinho, prefeito de Belford Roxo.
Jura chegou a participar de atos de campanha de Daniela em 2018, quando já cumpria pena em regime semiaberto por homicídio e associação criminosa. A ministra também contou com o apoio da ex-vereadora Giane Prudêncio, casada com Jura, nas campanhas de 2018 e do ano passado.
Em nota, Daniela alegou que receber apoio político não significa compactuar com os crimes pelos quais o ex-PM foi condenado. O ministro Flávio Dino (Justiça) alegou que “político tira foto com qualquer pessoa”.
|