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Posse
A imagem do presidente Lula subindo a rampa do Palácio do Planalto com representantes da sociedade civil, escolhidos para transmitir a faixa presidencial, ilustra a capa dos principais jornais.
Após a eleição mais acirrada da história do país, Lula iniciou seu terceiro mandato alternando o apelo pela reconstrução da democracia e dos valores republicanos, que marcou seu discurso no Congresso, e o resgate dos direitos sociais.
No parlatório, disse que governará para todos, fez um apelo à pacificação do país e comprometeu-se com o combate às desigualdades.
No Congresso, repetiu um discurso do PT sobre o papel do Estado, dos bancos públicos e das estatais como indutores do crescimento. Defendeu uma política de substituição de importações e criticou o que chamou de “estupidez do teto de gastos”, além da venda de ativos promovida no governo anterior.
Ao mesmo tempo, voltou a acenar ao mercado e ao setor produtivo dizendo que pretende governar com “realismo orçamentário, fiscal e monetário (…), controlando a inflação e respeitando contratos”.
Revogaço
Principais jornais (2/01) destacam que o terceiro governo Lula começou com a assinatura de uma série de decretos desmontando políticas emblemáticas do governo Bolsonaro, em particular na questão armamentista. Além disso, Lula determinou que a CGU reavalie em 30 dias os sigilos de cem anos decretados com prodigalidade por Bolsonaro para estabelecer quais podem ser revogados.
Outro decreto reestabelece o combate ao desmatamento em todos os biomas brasileiros. O presidente também determinou que as estatais sejam retiradas do programa de privatizações, inclusive os Correios.
Trabalhista
Folha (2/01) registra que, em seus discursos de posse, Lula afirmou que possíveis mudanças na lei trabalhista serão negociadas com empresários. “Garantir a liberdade de empreender, ao lado da proteção social, é um grande desafio nos tempos de hoje”, disse.
Tributária
Valor (2/01) destaca que a reforma tributária é uma das prioridades deste ano, ao lado da definição do novo arcabouço fiscal do país, segundo o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. “Temos sistema de arrecadação que precisa ser desburocratizado e simplificado para permitir mais justiça social”, disse, em discurso durante a posse de Lula.
Combustíveis
Principais jornais (2/01) publicam que o presidente Lula assinou a MP que prorroga a desoneração de combustíveis até o fim de fevereiro. A decisão foi tomada para evitar um aumento expressivo nos postos logo no começo do mandato.
Escolhido para a presidência da Petrobras, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou neste domingo que “não há nenhuma razão para se aumentar o combustível do Brasil”.
Prates acrescentou que ainda está em um grupo de transição na gestão da Petrobras e que entrará na empresa nos primeiros 15 dias de janeiro.
Tributos
Folha (2/01) informa que, no penúltimo dia do mandato, o governo Bolsonaro editou um decreto para cortar tributos pagos por grandes empresas, com impacto de R$ 5,8 bilhões nas receitas do primeiro ano da nova gestão.
Ainda que o governo Lula decida revogar o decreto, algum impacto será sentido, porque um aumento nas alíquotas de Pis e Cofins só produz efeito 90 dias após a publicação do ato.
Bancos públicos
Principais jornais (31/12) publicaram que o presidente Lula escolheu Tarciana Medeiros para a presidência do Banco do Brasil e Rita Serrano para o comando da Caixa Econômica Federal.
Medeiros será a primeira mulher a comandar o BB, enquanto Serrano será a quarta mulher a presidir a Caixa. As duas são funcionárias de carreira.
Segundo o ministro Fernando Hadad, a primeira missão das executivas será apresentar formas de tirar do papel o programa “Desenrola”, proposta de campanha de Lula para renegociação de dívidas de famílias de baixa renda.
Petrobras
Principais jornais (31/12) destacaram que o senador Jean Paul Prates (PT-RN) foi anunciado como presidente da Petrobras. Prates falou em segurar impostos aplicados sobre combustíveis por até 60 dias, defendeu uma nova política de preços e disse ser fundamental criar um fundo de estabilização.
Valor (2/01) divulga que a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) elogiou a escolha de Prates, vista como “um sinal positivo importante do novo governo em relação às perspectivas de fortalecimento da indústria química brasileira”.
Pix
Folha (2/01) conta que o desenvolvimento do Pix Automático será a prioridade do BC entre as novas funcionalidades do sistema previstas para este ano. A ideia é que o recurso facilite o pagamento por meio do Pix de faturas periódicas.
O BC também começa a vislumbrar a criação do Pix internacional. Outro foco em 2023 será o reforço da segurança do modelo.
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