Monitor – 17 a 19 de dezembro de 2022

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
17 a 19/12/22 | nº 803 | ANO IV |  www.cnc.org.br
O Globo (18/12) relatou que os juros altos desafiam a estrutura de capital das empresas e encarecem o crédito. Nesse cenário, o Pix virou uma das principais armas das lojas para estimular compras à vista. Descontos de dois dígitos são oferecidos a quem paga pelo sistema de transferências. Outra tendência é dar vantagens como parcelamento maior e frete grátis em clubes de fidelidade.

O Pix já é a segunda escolha de pagamento, passando o boleto, atrás só do cartão de crédito. E tende a crescer, pois é vantagem para todos. A aprovação da compra é muito mais rápida, e a entrega também.

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, aponta endividamento e juros como os vilões deste fim de ano. Com alta inadimplência e crédito mais caro, a capacidade de consumo das famílias ficou menor. Entretanto, ele pondera que a melhora no emprego e na inflação (que, embora ainda altos, estão menores que os índices do fim de 2021) ajudam a equilibrar.

“As pessoas não vão deixar o Natal em branco, mas também vão gastar menos. O prazo e a entrega grátis hoje são tão estratégicos quanto os descontos. Empresas estão apelando para o Pix porque tem custo e risco zero, o dinheiro é instantâneo”, disse Bentes.

O texto também lembrou que a CNC revisou a previsão de alta nas vendas deste Natal de 2,1% para 1,2% ante 2021. O crescimento é tímido, mas, se confirmado, será o primeiro após as perdas dos dois anos anteriores, marcados pela Covid-19. As vendas devem somar R$ 65 bilhões, ainda abaixo do Natal de 2019, pré-pandemia: R$ 67,5 bilhões.

Folha de S.Paulo (18/12) contou que três setores representativos da economia brasileira e que se destacaram nos governos anteriores do PT ainda seguem produzindo abaixo do verificado em 2014, quando o país entrou em uma das maiores recessões da sua história: indústria manufatureira, comércio e construção. Essas atividades eram responsáveis por 33% do valor adicionado ao PIB no início da década passada. Nos últimos três anos, essa participação ficou em 29%.

Reportagem registrou que a CNC estima que o setor deva fechar 2022 com crescimento próximo de 1,2%, praticamente o mesmo resultado dos dois anos anteriores, em um cenário de juros elevados e inflação ainda alta. O valor é bem inferior ao desempenho do PIB brasileiro, cujo crescimento neste ano é estimado em 3,1% e deve ficar em 1,6% na média 2020-2022. Segundo a CNC, passados quase dois anos e meio desde o início da crise sanitária, o volume de vendas segue cerca de 1% acima do observado em fevereiro de 2020. Nos últimos dois anos, o setor cresceu o dobro do PIB. Pode crescer o triplo em 2O23, segundo projeção da entidade.

Folha de S.Paulo (18/12) também trouxe sete dicas para economizar na ceia de Natal sem se endividar. Ao aconselhar que se evite o cartão de crédito, o jornal ressaltou que entre os principais tipos de dívida estão o cartão de crédito, que lidera disparado, com 86,2% em outubro de 2022, segundo a CNC.

Sistema S
Na Folha de S.Paulo (18/12), coluna Painel registra que o governo de transição avalia como alinhar a atuação do Sistema S ao um plano nacional de formação de trabalhadores.

“A meta foi tratada no grupo de discussão sobre trabalho e previdência criado pelo presidente eleito e deverá ser tocada por Luiz Marinho (PT), futuro ministro do Trabalho”.

A coluna detalha que a ideia é integrar escolas técnicas, universidades e as entidades do Sistema S, associada aos objetivos nacionais de desenvolvimento econômico definidos pelo governo.

Risco fiscal
Manchete em O Estado de S. Paulo expõe que incerteza fiscal provocada por sinalizações do governo eleito pode fazer com que a economia brasileira caminhe para anos de baixo crescimento.

A reportagem cita que pane do mercado financeiro já começa a projetar que uma queda da Selic deve ocorrer apenas em 2024. O veículo menciona disparada nos juros futuros, resultado da preocupação com as contas públicas.

Conforme Estadão, o investimento mais caro afeta o desempenho econômico do país. Para 2023, a estimativa dos analistas no boletim Focus do Banco Central é de alta de apenas 0,75% no PIB.

Trabalhista
Valor Econômico 
reporta que empresas terão, a partir de 16 de janeiro, que passar a inserir no sistema do eSocial informações de praticamente todas as condenações definitivas na Justiça do Trabalho, além de acordos firmados com ex-empregados.

A reportagem detalha que o eSocial impôs às companhias o dever de prestar informações, quase em tempo real, sobre obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Com isso, a União passará a ter um mapeamento completo dos pagamentos de FGTS e contribuições previdenciárias decorrentes de acordos e condenações na Justiça do Trabalho. A Receita também poderá questionar valores e, eventualmente, autuar empresas.

ICMS
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 17/12) informou que o governador Rodrigo Garcia autorizou o parcelamento do ICMS incidente sobre as vendas de dezembro do setor de varejo em duas vezes pelos contribuintes do estado de São Paulo. De acordo com a medida, os lojistas poderão pagar 50% do imposto referentes às vendas de Natal até 20 de janeiro e a segunda cota de 50% até 20 de fevereiro de 2023, sem multa e juros.

O parcelamento no recolhimento do ICMS para os contribuintes representa um reforço no fluxo de caixa para os varejistas no início do ano, período de queda sazonal no movimento do setor.

Aluguel de carro
Valor Econômico 
afirma que a Movida, segunda maior locadora de carros do país, sinalizou que as tarifas de aluguel de carros devem continuar subindo no ano que vem. Para o quarto trimestre, a estimativa é que a tarifa média no RAC (como é chamada a divisão de aluguel de carros) bata os R$ 150, contra R$ 139 no fim do terceiro trimestre – patamar recorde para a empresa.

“Continuaremos até o final do ano que vem com tendência de aumento de preço em toda as linhas de negócio”, disse Renato Franklin, presidente da Movida, em evento com analistas na sexta-feira.

Teto de gastos
Com chamada de capa, O Globo informa que liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes (STF) no fim da noite de ontem autoriza o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), a incluir os gastos necessários ao pagamento do Bolsa Família de R$ 600 na peça de 2023, independentemente do teto de gastos.

Orçamento secreto
Valor Econômico 
avança que o Supremo Tribunal Federal retoma hoje o julgamento sobre o orçamento secreto. No STF, o placar está 5 a 4, prevalecendo o voto da ministra Rosa Weber, que considerou o mecanismo inconstitucional. A decisão será de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. A expectativa é que eles optem por uma solução intermediária, que não desmoralize Rosa, mas tampouco desagrade aos congressistas.

MDIC
Imprensa repercutiu no sábado que o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, recusou o convite do presidente eleito Lula para assumir o futuro Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Josué, que havia conversado com o petista na última quarta-feira, disse que não poderia assumir como um derrotado na Fiesp e que, se fizesse isso, pareceria um “refugiado” dentro do governo.

Assédio eleitoral
O Globo 
(17/12) informou que o Ministério Público do Trabalho entregou ao TSE um relatório que aponta que foram registradas 3.206 denúncias de assédio eleitoral, entre maio e dezembro deste ano. Esse é o maior patamar registrado em um ano eleitoral. Segundo o documento, a maior parte dos casos envolveu as eleições para a Presidência da República.

O jornal também publicou entrevista com o procurador-geral do trabalho José de Lima Ramos Pereira, que comandou o Ministério Público do Trabalho durante as eleições e atuou na linha de frente do combate ao assédio eleitoral ao lado do TSE.

Entre outros pontos, o procurador ressaltou a campanha que incentivou a denúncia de possíveis coações eleitorais. “Todo assédio, se não for combatido, pode se repetir”, disse José de Lima.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,29. Euro caiu 0,72%, chegando a R$ 5,61. A Bovespa operou com 102.855, queda de 0,85%. Risco Brasil em 270 pontos. Dow Jones caiu 0,85% e Nasdaq teve queda de 0,97%.

Valor Econômico
Fusões ganham força, mas risco fiscal pode atrapalhar

O Estado de S. Paulo
Risco fiscal ameaça travar economia brasileira em 2023

Folha de S.Paulo
Messi ganha a Copa, a Copa ganha Messi

O Globo
STF autoriza Bolsa Família de R$ 600 fora do teto de gastos

Correio Braziliense
A maior glória de Messi

Leia também

Rolar para cima