| O Globo (18/12) relatou que os juros altos desafiam a estrutura de capital das empresas e encarecem o crédito. Nesse cenário, o Pix virou uma das principais armas das lojas para estimular compras à vista. Descontos de dois dígitos são oferecidos a quem paga pelo sistema de transferências. Outra tendência é dar vantagens como parcelamento maior e frete grátis em clubes de fidelidade.
O Pix já é a segunda escolha de pagamento, passando o boleto, atrás só do cartão de crédito. E tende a crescer, pois é vantagem para todos. A aprovação da compra é muito mais rápida, e a entrega também.
Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, aponta endividamento e juros como os vilões deste fim de ano. Com alta inadimplência e crédito mais caro, a capacidade de consumo das famílias ficou menor. Entretanto, ele pondera que a melhora no emprego e na inflação (que, embora ainda altos, estão menores que os índices do fim de 2021) ajudam a equilibrar.
“As pessoas não vão deixar o Natal em branco, mas também vão gastar menos. O prazo e a entrega grátis hoje são tão estratégicos quanto os descontos. Empresas estão apelando para o Pix porque tem custo e risco zero, o dinheiro é instantâneo”, disse Bentes.
O texto também lembrou que a CNC revisou a previsão de alta nas vendas deste Natal de 2,1% para 1,2% ante 2021. O crescimento é tímido, mas, se confirmado, será o primeiro após as perdas dos dois anos anteriores, marcados pela Covid-19. As vendas devem somar R$ 65 bilhões, ainda abaixo do Natal de 2019, pré-pandemia: R$ 67,5 bilhões.
Folha de S.Paulo (18/12) contou que três setores representativos da economia brasileira e que se destacaram nos governos anteriores do PT ainda seguem produzindo abaixo do verificado em 2014, quando o país entrou em uma das maiores recessões da sua história: indústria manufatureira, comércio e construção. Essas atividades eram responsáveis por 33% do valor adicionado ao PIB no início da década passada. Nos últimos três anos, essa participação ficou em 29%.
Reportagem registrou que a CNC estima que o setor deva fechar 2022 com crescimento próximo de 1,2%, praticamente o mesmo resultado dos dois anos anteriores, em um cenário de juros elevados e inflação ainda alta. O valor é bem inferior ao desempenho do PIB brasileiro, cujo crescimento neste ano é estimado em 3,1% e deve ficar em 1,6% na média 2020-2022. Segundo a CNC, passados quase dois anos e meio desde o início da crise sanitária, o volume de vendas segue cerca de 1% acima do observado em fevereiro de 2020. Nos últimos dois anos, o setor cresceu o dobro do PIB. Pode crescer o triplo em 2O23, segundo projeção da entidade.
A Folha de S.Paulo (18/12) também trouxe sete dicas para economizar na ceia de Natal sem se endividar. Ao aconselhar que se evite o cartão de crédito, o jornal ressaltou que entre os principais tipos de dívida estão o cartão de crédito, que lidera disparado, com 86,2% em outubro de 2022, segundo a CNC. |