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Lei das Estatais
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam, em manchete, as mudanças recentes na Lei das Estatais. Os jornais situam que as alterações aprovadas ontem abriram portas para que representantes da classe política ocupem cargos estratégicos nas empresas públicas e agências reguladoras.
A votação relâmpago ocorreu na Câmara dos Deputados no momento em que partidos demandam cargos do governo eleito. A mudança ainda precisa passar pelo Senado, onde também deve ser aprovada.
O texto reduz de 36 meses para 30 dias o tempo de quarentena para políticos indicados à direção de estatais, e foi apreciado rapidamente para facilitar a nomeação de Aloizio Mercadante, escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o BNDES.
O Globo e Valor Econômico acrescentam que a mudança aprovada pela Câmara derrubou a cotação das ações da Petrobras e do Banco do Brasil no pregão de ontem.
Na Folha de S.Paulo, petroleiras que operam no Brasil divulgaram ontem comunicado em defesa da Lei das Estatais. O Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, representante de empresas do setor, diz que “vê com preocupação propostas de mudanças nessa legislação sem o devido debate com o Congresso e a sociedade brasileira”.
MDIC
Principais jornais expõem convite de Lula ao presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Josué Gomes da Silva, para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Josué esteve ontem em Brasília, onde se encontrou com o petista. Há expectativa de que o dirigente aceite o convite. Lula considera que ele fez um trabalho “inovador” na Fiesp em relação ao passado.
O Estado de S. Paulo lembra que Josué, filho de José Alencar, vice-presidente nos dois primeiros mandatos de Lula, enfrenta “rebelião” de sindicatos patronais de pequeno porte, que reclamam de falta de interlocução.
Trabalho
O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico reportam que o deputado federal eleito Luiz Marinho (PT-SP) foi o escolhido por Lula para comandar o Ministério do Trabalho no novo governo. Ele já aceitou o convite, após articulação de centrais sindicais ligadas ao partido.
Marinho foi ministro do Trabalho e depois ministro da Previdência Social nos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2005 e 2008.
Orçamento secreto
Também é destaque na imprensa que a presidente do STF, Rosa Weber, votou ontem pela inconstitucionalidade do orçamento secreto, que, segundo ela, “acha-se recoberto por um manto de névoas”. Embora o julgamento não tenha terminado, as críticas indicam que não deve haver acordo sobre o tema. Houve desagrado de parlamentares, que devem aguardar a decisão do STF para votar a PEC da Transição.
Bolsonaro
Valor Econômico, O Globo e O Estado de S. Paulo noticiam que o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, decidiu abrir uma investigação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o presidente Jair Bolsonaro para apurar a aprovação de benefícios durante o período eleitoral. A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo PT e outros partidos. A defesa do presidente terá cinco dias para se manifestar.
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