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Mercado
Manchetes na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam reação do mercado a discurso, ontem, do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que falou sobre o teto de gastos.
O dólar comercial à vista disparou 4,08% e fechou cotado a R$ 5,3960, na venda. Foi a maior elevação percentual diária desde o salto de 4,86% registrado em 16 de março de 2020, no início da pandemia. Já a Bolsa de Valores de São Paulo caiu 3,35%, registrando a sua queda diária mais forte desde setembro de 2021.
Geraldo Alckmin (PSB), Simone Tebet (MDB) e Edinho Silva (PT) tentaram acalmar o setor, que piorou de humor em razão da “falta de clareza” nas sinalizações econômicas da equipe de transição. Lula ironizou a reação negativa do mercado financeiro. Ele afirmou nunca ter visto mercado “tão sensível” como o brasileiro.
IPCA
Imprensa registra que após três meses consecutivos de deflação, o IPCA voltou a subir em outubro e teve alta de 0,59% no mês passado. A taxa ficou acima das projeções de analistas. O novo resultado veio após quedas de 0,29% em setembro, de 0,36% em agosto e de 0,68% em julho.
Dos 9 grupos de produtos e serviços do IPCA, 8 tiveram avanço em outubro. Os segmentos de alimentação e bebidas e de transportes, que haviam recuado 0,51% e 1,98% em setembro, voltaram a subir no mês passado. Isso ajudou a pressionar o IPCA. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 6,47% até outubro, a menor desde março de 2021 (6,10%). O acumulado estava em 7,17% até setembro deste ano.
Difal do ICMS
Valor Econômico registra que as empresas conseguiram virar o placar da disputa que travam contra estados sobre a cobrança do diferencial de alíquotas do ICMS (Difal), em julgamento no Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal.
Se conseguirem ultrapassar os dois votos necessários para vencer, irão escapar de uma dívida de bilhões de reais. A conclusão do caso está prevista para hoje. Estados estimam perda de R$ 9,8 bilhões.
Os ministros decidirão se as unidades federativas poderiam cobrar o imposto já neste ano de 2022 ou se a cobrança só será permitida a partir de 2023.
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