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Transição
O trabalho da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é destaque na imprensa. Coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), o grupo quer ver aprovada até o dia 15 de dezembro a chamada “PEC da transição”. Os jornais registram que, após a primeira reunião da equipe de Lula com ministros, o presidente Jair Bolsonaro chamou Alckmin a seu gabinete.
PEC da Transição
Manchetes na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Valor Econômico e Correio Braziliense destacam que a equipe de transição e o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acertaram a apresentação de uma PEC para autorizar despesas acima do teto de gastos.
Conforme Folha, a “PEC da Transição” é necessária para evitar um apagão social em 2023, pois a proposta de Orçamento enviada pelo atual governo assegura apenas um valor médio de R$ 405,21 no Auxílio Brasil, além de impor cortes severos em programas habitacionais e também no Farmácia Popular.
Já O Globo expõe que cálculos internos do PT dão conta da necessidade de pelo menos R$ 200 bilhões em gastos extras no ano que vem. O diário carioca pontua que, sem a PEC, haveria um cenário de paralisia da máquina pública.
Orçamento secreto
O Estado de S. Paulo revela que o Centrão sinalizou concordância com a PEC da Transição apresentada ontem, mas condiciona os votos e exige o apoio do novo governo às pautas do grupo no Congresso. Uma das condições, segundo Estadão, é a manutenção do orçamento secreto, além do projeto de reeleição do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
A reportagem cita preocupação do mercado financeiro porque a PEC está sendo negociada sem que o novo ministro da área econômica tenha sido anunciado por Lula, e abrindo uma margem para gastos permanentes.
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