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Reportagem da Folha de S.Paulo (02/11)/2022 informou que entidades empresariais cobram a liberação imediata das rodovias bloqueadas. A pressão de setores como a indústria ganhou força nesta terça com a publicação de comunicados que citam possíveis prejuízos para empresas, funcionários e consumidores. Texto apontou que as perdas diárias do comércio com os bloqueios antidemocráticos podem superar as registradas durante a greve dos caminhoneiros de 2018, segundo estimativa da CNC.Em maio de 2 18, o movimento causou retração de 5,8% no volume de vendas do comércio -uma perda diária de R$ i,8 bilhão em valores de 2022.
“O comércio depende muito mais agora da circulação de mercadorias. Não me espantaria se as perdas chegassem a R$ 2 bilhões, em termos de média diária”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense, 02/11) também abordou as perdas do comércio, ressaltando que, agora, podem ser maiores do que as registradas em 2018, pois o setor passou a depender mais de serviços de entrega na pandemia. A CNC apontou que, há 5 anos, a ação dos caminhoneiros causou e retração de 5,8% no volume de 1 vendas, com perda diária de R$ 1,8 bilhão. O custo total para o varejo, na época, foi de R$ 18 bilhões, contabilizados ao longo dos 10 dias de bloqueios.
A entidade alerta que as perdas não se restringem à fonte de receitas, impactando na elevação dos custos, especialmente, daqueles relacionados ao transporte. De acordo com o IPCA, em maio de 2018, a redução dos estoques levou o preço da gasolina a subir 3,34% e do óleo diesel 6,16%.
Ao repercutir que o Copom já vê os impactos do choque de juros nas concessões de crédito para as famílias e no aumento moderado da inadimplência, Folha de S.Paulo (02/11) ressaltou que, segundo a CNC, a inadimplência manteve um elevado ritmo de alta em setembro. No mês, o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas atingiu 30%, o maior desde o início da série histórica.
Texto destacou que foi o terceiro recorde consecutivo do índice, que evoluiu 0,4 ponto percentual em relação ao mês de agosto. Em um cenário econômico marcado pelos juros altos, os débitos já contraídos encarecem e apertam o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.
“Quase 80% das concessões mais recentes têm sido concentradas no cartão de crédito e também teve aumento das concessões no cheque especial, que são modalidades com taxas de juros mais altas no mercado. Isso denota um crédito muito de curto prazo com uma qualidade que não é das melhores”, disse Izis Ferreira, economista da CNC.
A especialista alerta que preços muito altos tiram espaço dos orçamentos e reduzem poder de compra, e as pessoas acabam precisando do crédito para sustentar seu nível de consumo. “A inadimplência tem mantido tendência de alta e esse é, sim, um problema mais latente entre as famílias de menor renda”, afirmou.
Já o Correio Braziliense (02/11) ressaltou que o Banco Central reforçou o alerta de que as pressões inflacionárias devem demorar para se dissipar e voltou a demonstrar preocupação com a piora das contas públicas, confirmando a expectativa de que os juros devem continuar no patamar atual por um período prolongado — ou mesmo elevados, caso seja necessário.
De acordo com o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do BC e consultor externo da CNC, o Copom anda fazendo escolhas que não são da competência dele, como se preocupar com os riscos fiscais. Contudo, ele reconheceu que isso ocorre porque quem deveria se preocupar não está fazendo os alertas claros. Por conta disso, os discursos do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o fiscal está “firme” e o do Copom são tão divergentes. “É óbvio que se houvesse uma boa política fiscal, isso facilitaria o trabalho do BC”, explicou.
Agora, como a Selic está muito alta, com os juros reais (descontada a inflação) caminhando para 8% ao ano, o risco de uma desaceleração forte em 2023 é crescente, até mesmo de recessão, de acordo com Gomes. “O BC tem que ser realista. O juro real está muito alto e, aparentemente, o BC é independente. Ele não precisa falar muito. Tem que falar menos, para não errar”, orientou o economista, que aposta na redução da Selic a partir de março ou de abril de 2023, devido ao enfraquecimento da atividade.
A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje no Valor Econômico, relata que, com a intenção de ampliar a sustentabilidade das edificações do Sistema Comércio, a Confederação firmou contrato para a construção de quatro usinas fotovoltaicas que vão ter uma geração de, aproximadamente, 20 MW de energia. O presidente da entidade, José Roberto Tadros explicou que, após finalizadas, as estruturas vão suprir o consumo de energia elétrica dos prédios da CNC.
Conteúdo também relata que o Mesa Brasil Sesc distribuiu 31,5 milhões de quilos de alimentos até setembro. Coluna também informa que o Senac vai preparar mais profissionais para fortalecer o turismo de Pernambuco.
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