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Eleição
Imprensa destaca que, com 50,9% dos votos válidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é eleito presidente do Brasil pela terceira vez. A disputa terminou acirrada, com margem de apenas dois milhões de votos, representando a menor diferença em uma eleição presidencial desde a redemocratização.
Em seu discurso da vitória, Lula adotou um tom de reconciliação, dizendo que “não existem dois Brasis”, e que “é hora de baixar as armas”. O petista disse ainda que governará para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para seus eleitores, e tocou em temas como o combate à fome, proteção à Amazônia e defesa da democracia.
Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou após a divulgação do resultado. A expectativa é de que ele se pronuncie nesta segunda-feira.
Confira os resultados do 2º turno das eleições aqui.
Planos
O Globo relata desafios do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito ontem, que incluem a manutenção do Auxílio Brasil, o aumento real do salário mínimo e questões estruturantes, como a retomada dos investimentos públicos.
Em relação às reformas, Lula desenha uma mudança tributária fatiada, na qual só há mais clareza sobre a proposta para o Imposto de Renda, com planos de reajustar a tabela do IR, tributar lucros e dividendos e criar uma nova faixa.
Na última quinta-feira (27), o petista divulgou carta em que fala num “amplo debate tripartite” (governo, empresários e trabalhadores) para construir uma nova legislação trabalhista “que assegure direitos mínimos”.
Orçamento
Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo afirmam que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe terão entre os primeiros passos na economia o desafio de fazer articulações políticas que permitam uma solução concreta para o Orçamento de 2023. É preciso negociar uma licença para gastar no primeiro ano de governo e abrir caminho para cumprir promessas de campanha, como a preservação de um pagamento mínimo de R$ 600 do Auxilio Brasil.
Segundo integrantes do PT, as costuras para viabilizar essas e outras tarefas vão ocupar as atenções da coalizão vencedora já nas primeiras decisões após o pleito.
Salário mínimo
Na Folha de S.Paulo, levantamento a partir de microdados da Pnad Contínua realizado pelo economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, indica que, depois dos impactos econômicos da pandemia, o Brasil teve um salto no número de trabalhadores com renda de até um salário mínimo.
No segundo trimestre deste ano, cerca de 35,6 milhões de trabalhadores (formais e informais) tinham renda de até um salário mínimo por mês. Em termos absolutos, o número representa um recorde na série histórica, iniciada em 2012.
Esse resultado representa 36,6% da população ocupada com algum tipo de trabalho e com o rendimento detalhado nos microdados da Pnad.
Consignado do Auxílio
Folha de S.Paulo conta que o valor pago em juros do empréstimo consignado do Auxílio Brasil pode custar até 87% mais do que outras modalidades de crédito com desconto na renda de assalariados dos setores público e privado ou de aposentados e pensionistas do INSS, segundo simulação realizada pela Anefac (associação dos executivos de finanças).
Apesar do custo e a despeito de a medida ter sido criada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) em período eleitoral, especialistas do setor financeiro dizem que a modalidade proporciona o único crédito possível a pessoas que não têm acesso a financiamento para despesas emergenciais.
Simples
Folha de S.Paulo (30/10) relatou que a Câmara dos Deputados contrariou a Receita Federal e articulou durante a campanha eleitoral a aprovação de um projeto que eleva, a partir de janeiro de 2023, o teto do Simples.
O órgão ligado ao Ministério da Economia calcula perda anual de R$ 66 bilhões, e desafia o presidente eleito na gestão do Orçamento de 2023. Regime especial é o principal gasto tributário do governo e a previsão é custe R$ 88,5 bilhões ao Tesouro Nacional.
Parecer do projeto de lei complementar deve ser apresentado pelo relator, deputado Darci de Matos (PSD-SC), em 8 de novembro.
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