Monitor – 27 de outubro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
27/10/22 | nº 768 | ANO IV |  www.cnc.org.br

O Estado de S. Paulo informa que, conforme estimativa da CNC, o número de vagas temporárias para trabalhar no comércio no período das festas de fim de ano deverá ficar em 109,4 mil. Se a previsão for confirmada, será o maior contingente de empregos temporários desde o Natal de 2013, quando foram criados 115,5 mil postos. A estimativa é condizente com uma projeção de alta de 2,1% nas vendas do varejo no período de festas.

Com as restrições causadas pela covid-19 cada vez mais para trás, a contratação de temporários nas festas de 2022 ficará 12,8% acima do contingente do Natal de 2021. O levantamento da CNC estimou ainda que o salário médio de admissão dos temporários deverá alcançar R$ 1,6 mil no Natal deste ano. Se confirmado, será um crescimento de 2,5% em termos nominais, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a remuneração média ficou em R$ 1,5 mil. Descontada a inflação, representará uma perda real no salário médio.

Correio Braziliense também aborda o assunto, ressaltando que os maiores volumes de contratações devem se concentrar no ramo de hiper e supermercados, no qual a previsão é de abertura de 45,5 mil vagas temporárias, e no setor de vestuário, com 25,8 mil. “Se, por um lado, os hiper e supermercados, que são o segmento que mais emprega no varejo, as lojas de roupas, acessórios e calçados são, historicamente, as mais beneficiadas pelas vendas natalinas”, apontou o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes. Enquanto o faturamento do varejo cresce, em média, 34% no período de fim de ano, o setor de vestuário costuma registrar alta de até 90%.

Reportagem também afirma que a expectativa é de que a taxa de efetivação seja de 11%, o que representa 3 pontos percentuais a menos do que em 2021. “A conversão de vagas temporárias em efetivas em 2022 não deve ser tão expressiva quanto em 2021, quando chegou a 15%, porque, no ano passado, o varejo ainda estava repondo os postos que haviam sido fechados nas duas primeiras ondas de covid-19”, pontuou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O Estado de S. Paulo relata que o final deste ano traz um cenário peculiar para o varejo com Black Friday, Copa do Mundo e Cyber Monday em novembro, além de Natal em dezembro e, em seguida, ano-novo. A temporada é uma boa oportunidade para os pequenos negócios investirem nas vendas e na conquista de clientes, com especial atenção aos recursos disponíveis nas redes sociais.

A CNC estima R$ 1,48 bilhão em vendas relacionadas somente ao campeonato de futebol. O valor é 7,9% acima do registrado na competição de 2018 (R$ 1,37 bilhões).

O estudo Holiday Season, encomendado pela Meta e realizado pela Toluna em agosto de 2022, mostra que os consumidores terão preferências específicas. Enquanto o evento esportivo, o Natal e o ano-novo podem ter mais buscas por vestuário e alimentação, Black Friday e Cyber Monday tendem a ser melhores para eletrônicos.

Dos mil brasileiros entrevistados, 83% planejam alguma comemoração nessa grande temporada e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Identificar esse cenário permite que os empreendedores também se planejem com antecedência.

Ao informar sobre a manutenção da Selic em 13,75%, Correio Braziliense ressalta que o Copom não indicou o que fará na última decisão do ano, em dezembro, mas deixou a janela aberta para futuras altas nos juros, caso for necessário. Com isso, sinalizou que está preocupado com a piora das contas públicas, apesar das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o fiscal “continua forte”.

Para analistas, o comunicado mais sucinto, às vésperas das eleições de segundo turno, no próximo domingo, evita deixar margem para interpretações adicionais. “O comunicado devia ser curto, pois as expectativas de inflação mais baixas poderiam ter interpretação política”, destacou o ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas Gomes, assessor externo de economia da CNC.

Ele disse, ainda, que o BC precisará se preocupar mais com a atividade econômica do que com a inflação , porque os juros reais acima de 8% ao ano, em 2023, travarão qualquer crescimento econômico do país. “A economia já está em desaceleração, e juros reais nesse patamar são bons para os rentistas, mas péssimos para as empresas e as famílias endividadas”, alertou o ex-diretor do BC.Ele lembrou que o endividamento recorde das famílias, em torno de 80%, “é mais uma trava para o consumo”.

O Globo publica a coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC. Conteúdo relata que o ministro da Economia, Paulo Guedes, participou da reunião de Diretoria da Confederação. Ele falou sobre o cenário econômico e reforçou o destacou a participação do investimento privado para o país crescer.

Coluna também informa que o Prêmio Sesc de Literatura apresentará os vencedores de 2022 na Festa Literária Internacional de Paraty. Texto também registra que a 7ª Semana Senac de Leitura começou em 24 de outubro e vai até o dia 29, em São Paulo.

Selic
Principais jornais informam que o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano pela segunda vez seguida, conforme era esperado. Mesmo com a estabilidade, a taxa está no mesmo patamar que vigorou entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, depois do mais longo ciclo de alta de juros da história. Iniciado em março de 2021, ele durou 12 altas consecutivas, com um aumento acumulado de 11,75 pontos percentuais, o maior choque de juros desde 1999.

Desde a reunião anterior, em setembro, os membros do Copom enfatizaram que não enxergavam um início de redução na Selic antes de junho de 2023. O comunicado de ontem manteve o alerta de que o BC pode, inclusive, voltar a subir os juros se a inflação não arrefecer. “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, repetiu o comunicado.

Emprego 
Imprensa conta que o mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo de 278.085 carteiras assinadas em setembro, de acordo com os dados do Caged divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. O resultado veio abaixo do registrado em setembro do ano passado, quando foram abertas 330.177 mil vagas formais. No mês de agosto deste ano, foram criados 285.314 postos de trabalho, número com ajuste. O dado do mês passado decorreu de 1,926 milhão de admissões e 1,648 milhão de demissões.

O Estado de S. Paulo destaca que a abertura de novas vagas de trabalho em setembro foi novamente puxada pelo desempenho do setor de serviços, com a criação de 122.562 postos formais. O número, no entanto, veio abaixo do registrado no mês de agosto (144.755 vagas), e também é inferior ao verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram criados 150.492 postos).

Na sequência, aparece o setor de comércio, entre os que mais abriram vagas. Nesse caso, o saldo positivo foi de 57.974 postos de trabalho. Já a indústria gerou 56.909 postos formais. Na construção civil, foram criados 31.166 empregos. Enquanto isso, a agropecuária contribuiu com 9.474 vagas no mês. Todos os setores abriram menos postos em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Mercado financeiro
Valor Econômico 
afirma que o ambiente de incerteza antes do segundo turno da eleição presidencial acentuou o sentimento de cautela no mercado financeiro, o que manteve os ativos brasileiros sob pressão. Ontem, o Ibovespa encerrou a sessão em queda de 1,62%, aos 112.764 pontos e o dólar subiu 1,18%, para R$ 5,3806. Já no mercado de juros, o estresse ficou reservado às taxas de longo prazo, mais sensíveis às incertezas fiscais e políticas. A taxa do DI para janeiro de 2027 subiu de 11,62% para 11,82%.

O temor de contestação do resultado eleitoral após o segundo turno tem aumentado e já entra no radar de participantes do mercado.

Combustíveis
Valor 
também sinaliza que a Petrobras se pronunciou na noite de quarta-feira (26) sobre notícias relacionadas à expectativa de novos reajustes nos preços de combustíveis. Em nota, a petrolífera esclareceu que ajustes são realizados “no curso normal de seus negócios e seguem as suas políticas comerciais vigentes”.

A companhia reiterou ainda seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado. A empresa afirmou ainda que monitora continuamente os mercados, com uma análise diária frente as cotações internacionais.

Folha de S.Paulo acrescenta que o preço médio da gasolina nas refinarias atingiu a maior defasagem em relação às cotações internacionais desde junho, segundo os importadores de combustíveis. A direção da Petrobras, porém, defende que os preços estão alinhados e não há necessidade de reajustes.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço da gasolina no país estava 16%, ou R$ 0,63, abaixo das cotações internacionais na abertura do mercado desta quarta (26). É o maior valor desde 15 de junho.

Black Friday
Valor Econômico 
afirma que a Copa do Mundo já influenciou a lista de desejos dos brasileiros para a Black Friday. Além dos televisores, churrasqueiras elétricas e geladeiras de cerveja (as populares cervejeiras) entraram na lista dos dez itens mais desejados pelos brasileiros no período de promoções, que coincide com o mundial de futebol, neste ano.

Dos 500 consumidores pesquisados pela GfK em parceria com a Offerwise, entre 29 de agosto e 6 de setembro, 34% pretendem comprar bebidas durante a Black Friday, 21% colocaram adegas ou cervejeiras na lista de prioridades e 19% planejam comprar uma TV durante o período de promoções. Aparelhos de som e churrasqueiras elétricas aparecem em sétimo e oitavo lugares, segundo o levantamento da GfK.

Roupas e acessórios e decoração e artigos para a casa, quarta e quinta categorias com maior índice de intenção de compras, também refletem a preparação para o evento esportivo, informa a GfK.

Supermercados
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 informa que a Apas (associação dos supermercadistas em São Paulo) prevê abertura de 16 mil vagas de trabalho no setor para o fim do ano no estado. Cerca de 7.000 delas serão ocupadas somente na região metropolitana.

O reforço deve ajudar a atender o movimento aquecido por Copa do Mundo, Black Friday e festas de fim de ano. Pelas projeções dos supermercadistas, o setor deve terminar o ano empregando diretamente 600 mil pessoas, com crescimento de 2% nas vendas em relação a 2021.

TSE
Imprensa relata que o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou ação da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) que denunciava suposto desequilíbrio na veiculação de inserções de propaganda eleitoral em algumas emissoras de rádio. O ministro ainda determinou apuração de possível crime eleitoral com o fim de tumultuar o pleito. Após a decisão, Bolsonaro se reuniu com ministros e, em seguida, anunciou que recorrerá da decisão.

O Estado de S. Paulo e Valor Econômico acrescentam que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que os ataques a integrantes da Corte têm acontecido reiteradamente porque para muitos interessa um Poder Judiciário “fraco”. A fala foi um desagravo a Cármen Lúcia, que foi chamada de “prostituta” pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), preso no último domingo (23).

O dólar comercial fechou ontem em alta de 1,22%, cotado a R$ 5,38. Euro subiu 2,35%, chegando a R$ 5,42. A Bovespa operou com 112.763 pontos, queda de 1,62%. Risco Brasil em 259 pontos. Dow Jones subiu 0,01% e Nasdaq teve queda de 2,04%.

Valor Econômico
Programas de governo têm pontos em comum

O Estado de S. Paulo
Moraes rejeita ação do PL sobre rádios; Bolsonaro ataca decisão

Folha de S.Paulo
Campanha de Bolsonaro busca tumulto a 4 dias da eleição

O Globo
TSE rejeita ação de Bolsonaro sobre rádios por falta de provas

Correio Braziliense
TRE-DF prevê eleição mais ágil e com menor abstenção

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