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Inflação
Folha (24/10) registra que, pela primeira vez desde 2007, o índice de preços ao consumidor do Brasil está abaixo da inflação americana. Por enquanto, a diferença está concentrada nos itens que foram desonerados às vésperas das eleições: combustíveis e energia. A inflação dos alimentos e dos demais preços continua mais alta por aqui.
Esse é um cenário que deve ser mantido até meados de 2023, quando a alta de preços no Brasil deve voltar a superar o índice dos EUA, segundo projeções de analistas.
Reforma tributária
Valor Econômico (24/10) repercute estudo de professores da UFMG que simula os impactos da PEC 45/2019, que prevê a instituição de um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) a partir da unificação de cinco tributos – os federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS estadual e o ISS municipal.
Para os professores da UFMG Edson Paulo Domingues e Debora Freire Cardoso, uma reforma sobre consumo pode não só trazer ganhos de produção para todos os grandes setores como também trazer maior crescimento econômico e maior progressividade.
Deflação 1
O Estado de S. Paulo (22/10) relatou que a queda da inflação nos últimos três meses aliviou mais o bolso das famílias de classe média do que os mais pobres. De acordo com números do Ipea, nas camadas de renda média a deflação superou 1,5% entre julho e setembro. Já entre as famílias de renda considerada muito baixa – que recebem menos de R$ 1,73 mil por mês – a queda nos preços foi de 0,67%.
Deflação 2
O Globo (23/10) afirmou que, apesar da deflação nos últimos meses, o alívio não chegou aos alimentos, e ir ao supermercado está quase 10% mais caro do que no início do ano. A perda do poder de compra fica evidente nos carrinhos, cada vez mais vazios. A quantidade de produtos deixados pelos consumidores na boca do caixa saltou 63,32% no terceiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com pesquisa realizada pela Nextop, foram mais de 285 mil itens abandonados de julho a setembro deste ano, ante pouco mais de 174 mil no mesmo período de 2021. As desistências acontecem principalmente quando os clientes passam os produtos no caixa e, na hora de fechar a compra, percebem que não têm como pagar pelo total de itens escolhidos.
Emprego
Folha de S. Paulo (22/10) noticiou que o Brasil perdeu 890 mil empregos na produção de bens de média e alta complexidade em apenas sete anos, de 2013 a 2020. Se consideradas somente as 12 principais profissões de maior complexidade, tanto na indústria de bens de consumo quanto no setor de serviços, a perda é de quase 380 mil.
Os números fazem parte de um estudo inédito do GPPD (Grupo de Pesquisa em Política Pública e Desenvolvimento), da Universidade Federal de Minas Gerais, feito a partir dos dados mais recentes da Rais (Registro Anual de Informações Sociais). a participação no emprego total desses setores vem caindo ao longo dos anos, passando de 11,4% em 2006 para 9% em 2020.
Gasolina
Folha de S.Paulo (22/10) informou que, segundo pesquisa semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço da gasolina nos postos brasileiros subiu pela segunda semana seguida.
Desta vez, a alta registrada foi de 0,4%, para R$ 4,88 por litro. A alta reflete aumentos na refinaria de Mataripe, o maior produtor privado de combustíveis do país, e na cotação do etanol anidro.
ICMS
O Estado de S. Paulo (22/10) informou que um grupo criado pelo STF, tem discutido pelo menos três propostas para evitar que a Corte derrube a lei que impôs um teto para a cobrança do ICMS. O grupo é formado por secretários estaduais da Fazenda, integrantes do governo federal e representantes no Congresso.
No domingo, Folha de S.Paulo acrescentou que peritos convocados pelo ministro do STF Gilmar Mendes avaliam que a redução de ICMS sobre combustível é inconstitucional. Texto lembrou que a medida é um dos trunfos de Jair Bolsonaro na busca pela reeleição.
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