Monitor – 24 de outubro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
22 a 24/10/22 | nº 765 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Nota no Correio Braziliense (24/10) conta que o Índice de Confiança do Empresário do DF subiu em setembro, pela sétima vez consecutiva, e atingiu o maior patamar em 12 meses: 126,3 pontos. Em relação a setembro de 2021, o aumento foi de 7,3%. Ao longo de um ano, o índice manteve-se acima da zona de satisfação (100 pontos), segundo dados da CNC.

Inflação
Folha (24/10) registra que, pela primeira vez desde 2007, o índice de preços ao consumidor do Brasil está abaixo da inflação americana. Por enquanto, a diferença está concentrada nos itens que foram desonerados às vésperas das eleições: combustíveis e energia. A inflação dos alimentos e dos demais preços continua mais alta por aqui.

Esse é um cenário que deve ser mantido até meados de 2023, quando a alta de preços no Brasil deve voltar a superar o índice dos EUA, segundo projeções de analistas.

Reforma tributária
Valor Econômico (24/10) repercute estudo de professores da UFMG que simula os impactos da PEC 45/2019, que prevê a instituição de um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) a partir da unificação de cinco tributos – os federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS estadual e o ISS municipal.

Para os professores da UFMG Edson Paulo Domingues e Debora Freire Cardoso, uma reforma sobre consumo pode não só trazer ganhos de produção para todos os grandes setores como também trazer maior crescimento econômico e maior progressividade.

Deflação 1
O Estado de S. Paulo 
(22/10) relatou que a queda da inflação nos últimos três meses aliviou mais o bolso das famílias de classe média do que os mais pobres. De acordo com números do Ipea, nas camadas de renda média a deflação superou 1,5% entre julho e setembro. Já entre as famílias de renda considerada muito baixa – que recebem menos de R$ 1,73 mil por mês – a queda nos preços foi de 0,67%.

Deflação 2
O Globo 
(23/10) afirmou que, apesar da deflação nos últimos meses, o alívio não chegou aos alimentos, e ir ao supermercado está quase 10% mais caro do que no início do ano. A perda do poder de compra fica evidente nos carrinhos, cada vez mais vazios. A quantidade de produtos deixados pelos consumidores na boca do caixa saltou 63,32% no terceiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com pesquisa realizada pela Nextop, foram mais de 285 mil itens abandonados de julho a setembro deste ano, ante pouco mais de 174 mil no mesmo período de 2021. As desistências acontecem principalmente quando os clientes passam os produtos no caixa e, na hora de fechar a compra, percebem que não têm como pagar pelo total de itens escolhidos.

Emprego
Folha de S. Paulo 
(22/10) noticiou que o Brasil perdeu 890 mil empregos na produção de bens de média e alta complexidade em apenas sete anos, de 2013 a 2020. Se consideradas somente as 12 principais profissões de maior complexidade, tanto na indústria de bens de consumo quanto no setor de serviços, a perda é de quase 380 mil.

Os números fazem parte de um estudo inédito do GPPD (Grupo de Pesquisa em Política Pública e Desenvolvimento), da Universidade Federal de Minas Gerais, feito a partir dos dados mais recentes da Rais (Registro Anual de Informações Sociais). a participação no emprego total desses setores vem caindo ao longo dos anos, passando de 11,4% em 2006 para 9% em 2020.

Gasolina
Folha de S.Paulo 
(22/10) informou que, segundo pesquisa semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço da gasolina nos postos brasileiros subiu pela segunda semana seguida.

Desta vez, a alta registrada foi de 0,4%, para R$ 4,88 por litro. A alta reflete aumentos na refinaria de Mataripe, o maior produtor privado de combustíveis do país, e na cotação do etanol anidro.

ICMS
O Estado de S. Paulo 
(22/10) informou que um grupo criado pelo STF, tem discutido pelo menos três propostas para evitar que a Corte derrube a lei que impôs um teto para a cobrança do ICMS. O grupo é formado por secretários estaduais da Fazenda, integrantes do governo federal e representantes no Congresso.

No domingo, Folha de S.Paulo acrescentou que peritos convocados pelo ministro do STF Gilmar Mendes avaliam que a redução de ICMS sobre combustível é inconstitucional. Texto lembrou que a medida é um dos trunfos de Jair Bolsonaro na busca pela reeleição.

Trabalho temporário
Painel S.A.
 (Folha, 24/10) informa que a contratação de trabalhadores temporários para as próximas datas importantes do varejo deve ser menor este ano. No estado de São Paulo, a previsão é de abertura de 37 mil novas vagas, patamar 12% inferior na comparação com o ano passado, segundo levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo.

De acordo com a entidade, mais de 85% das empresas pesquisadas não demitiram nos últimos meses, o que reduz a necessidade de novas contratações.

Marketplace
Valor (24/10) conta que o Estado do Rio de Janeiro prepara, ainda para este ano, dois decretos sobre a tributação de marketplaces. Um regulamentará a lei estadual que responsabiliza essas empresas pelo pagamento do ICMS devido por lojistas que comercializam produtos em suas plataformas. O outro será direcionado aos centros de distribuição. Com as medidas, há uma estimativa de arrecadação adicional pelo Estado, no médio prazo, de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões. Bahia, Ceará e Paraíba têm leis semelhantes desde 2019.

Moda
Reportagem no Valor (24/10) conta que o setor têxtil busca reagir à pressão de investidores e consumidores por práticas mais sustentáveis. Na Lupo, por exemplo, o consumo de papel nas embalagens foi reduzido em 90%. Ao mesmo tempo, empresas como Diklatex e Ideal Work investiram em pesquisas para descobrir tecidos sustentáveis e mudar o processo de fabricação.

Motoboys
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 22/10) 
registrou que grupos de motoboys autônomos voltam a falar em paralisação para pedir reajustes no valor mínimo das entregas por aplicativo, fim das entregas duplas, entre outras demandas.

Ralf Elisário, um dos líderes das paralisações da categoria em 2020, afirma que o assunto tem sido conversado em 52 grupos de motoboys no WhatsApp e em um canal no Telegram, com mais de 4.000 trabalhadores.

A organização dos motoboys não foi mediada por sindicatos. O SindimotoSP, principal representação da categoria em São Paulo, não se envolveu nas discussões e diz que as conversas sobre greve surgiram em grupos de WhatsApp, sem liderança identificada.

Roberto Jefferson
Principais impressos (24/10) destacam que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) resistiu a ordem de prisão emitida pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) com tiros de fuzil contra policiais e explosão de granada. Dois agentes federais ficaram feridos. Jefferson se entregou à noite, após horas de negociação. O fim da operação foi acompanhado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, a pedido de Jair Bolsonaro.

Conforme os jornais, a poucos dias do segundo turno das eleições, o conflito afeta diretamente o cenário político e a campanha do atual presidente.

Pesquisas
Manchete da Folha de S.Paulo de sábado apontou que parlamentares bolsonaristas protocolaram um pedido para criar uma CPI que investigue institutos de pesquisas. Com coautoria de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a ação pede que seja investigado um suposto uso das pesquisas para influenciar o resultado das eleições.

TSE 
Em O Globo (22/10), manchete destacou o procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu ao STF para contestar ação do TSE de combate a fake news. A alegação é que a medida é um risco de ‘censura prévia’.

A resolução do TSE acelera a remoção de conteúdos falsos da propaganda eleitoral e das plataformas digitais e prevê suspensão de perfis ou canais que os divulguem.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 1,33%, cotado a R$ 5,14. Euro caiu 0,54%, chegando a R$ 5,07. A Bovespa operou com 119.928 pontos, alta de 2,35%. Risco Brasil em 255 pontos. Dow Jones subiu 2,47% e Nasdaq teve queda de 2,31%.

Valor Econômico
Jefferson é preso após atacar a PF com tiros e granadas

O Estado de S. Paulo
Jefferson resiste a ordem de prisão com tiros e granada e deixa 2 feridos

Folha de S.Paulo
Roberto Jefferson é preso após atacar PF com granadas e fuzil

O Globo
Jefferson recebe PF com granadas e tiros, mas acaba preso

Correio Braziliense
Jefferson afronta a democracia, atira na PF e vai para a cadeia

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