Monitor – 19 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
17 a 19/09/22 | nº 741 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Correio Braziliense informa que, a 13 dias das eleições, a semana começa com a expectativa de uma série de decisões sobre taxas de juros básicas de vários países. O foco do mercado estará direcionado para a “Super Quarta”, dia de decisões conjuntas dos comitês de política monetária dos bancos centrais do Brasil (Copom) e dos Estados Unidos (Fomc), que devem causar mais tensão na corrida para o primeiro turno, no dia 2.

Para o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do BC e assessor externo da CNC, se elevar os juros, “o BC estará dando um tiro no pé”, porque ele “os juros estão muito elevados e podem comprometer a atividade no ano que vem”.

Na divulgação de podcast Café da Manhã sobre como o endividamento das famílias foi parar na campanha eleitoral, Folha de S.Paulo (17/09) ressaltou que, segundo a CNC, 79% dos domicílios estão devendo para lojas de varejo, bancos ou cartões de crédito. Três em cada das famílias atrasaram alguma conta, e 10% destas não têm como pagar as dívidas.

Em O Globo (17/09), o colunista Carlos Alberto Sardenberg também cita dados da CNC sobre endividamento para analisar a campanha eleitoral.

Juros
No Valor Econômico, ampla maioria de economistas e investidores acredita que o ciclo de aperto monetário no Brasil chegou ao fim, a despeito de comunicação mais dura usada por autoridades do Banco Central.

O texto cita expectativa de reajuste de 0,25 ponto na taxa Selic na quarta-feira (21), após desancoragem recente nas projeções do IPCA para 2024 e a composição ruim da inflação.

Crescimento da economia
O Estado de S. Paulo 
(18/09) assinalou que o Brasil ocupa a 32ª posição num ranking de crescimento econômico de 50 países nos últimos três anos, segundo cálculos do economista Sérgio Gobetti, feitos a pedido do Estadão, a partir de dados do FMI.

Conforme o levantamento, entre 2019 e 2021, o PIB brasileiro cresceu 0,59% ao ano, ante média mundial de 1,54%.

No mesmo período, a economia dos Estados Unidos cresceu 145% ao ano; os países da Zona do Euro, 1,25%; e a Ásia, 2,17%. A China, epicentro da pandemia de Covid-19, cresceu 54% ao ano no último triênio.

Desemprego
O Estado de S. Paulo 
(18/09) também mostrou que a rápida queda da taxa de desemprego observada no Brasil, usada pelo presidente Jair Bolsonaro como trunfo eleitoral, também se repete em outras partes do mundo.

A reportagem cita que economistas percebem, nos números brasileiros, impacto positivo da reforma trabalhista conduzida no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Conforme levantamento do Banco Fibra com 13 países, entre desenvolvidos e emergentes, em 11, a taxa de desocupação está abaixo da média histórica.

Subsídios
Folha de S.Paulo 
(18/09) também reportou que o gasto do governo com subsídios vai ultrapassar pela primeira vez a marca de R$ 450 bilhões em 2023, um avanço nominal de 49% desde 2019.

Segundo Folha, o recorde em gastos tributários agrava a situação das contas públicas no momento em que o governo calcula um déficit de R$ 63,7 bilhões para 2023 mesmo com uma série de despesas ainda pendentes de acomodação.

O diário paulista pontua que os gastos tributários chegarão a 2023 com crescimento mais forte do que o observado na própria arrecadação federal, cuja alta tem sido comemorada pelo Executivo.

Gasolina
Folha de S.Paulo 
(17/09) registrou que o preço médio da gasolina rompeu barreira dos R$ 5 pela primeira vez desde julho de 2020, em valores corrigidos pelo IPCA, após queda de mais 1,4% nos postos brasileiros.

De acordo com a ANP, o combustível saiu, em média, a R$ 4,97 por litro nesta semana – valor 32,7%, ou R$ 2,42, inferior ao pico de R$ 7,39 por litro verificado no fim de junho, antes dos cortes de impostos estaduais e federais aprovados pelo Congresso.

Royalties
O Estado de S. Paulo 
(17/09) assinalou que advogados ligados à associação Núcleo Universitário de Pesquisas, Estudos e Consultoria (Nupec), acompanhados de prefeitos e uma deputada federal, se reuniram com a cúpula da ANP para agilizar a liberação de R$ 700 milhões em royalties.

A reportagem lembra que o Ministério Público do Rio e o Tribunal de Contas do Estado investigam contratos sem licitação firmados por prefeituras com a Nupec, que moveu ações em nome de 15 municípios que geraram pagamentos de R$ 1,5 bilhão – e R$ 300 milhões em honorários.

Conta de luz
O Estado de S. Paulo 
informa que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pretende convocar sessão na próxima quinta-feira (22) para analisar medida provisória que altera regras do setor elétrico e pode encarecer a conta de luz.

A MP do setor elétrico, válida até 27 de setembro, será relatada pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Associações do setor de energia afirmam que o impacto anual da proposta pode variar de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões.

ICMS
Valor Econômico 
registra que portaria do Ministério da Justiça sobre contas de luz atropelou tentativa do Supremo Tribunal Federal de conciliar posições de União e estados em torno da cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia, comunicações e transportes.

Os secretários de Fazenda pediram aos representantes da União que suspendam a portaria por alguns dias. No entanto, não havia na reunião nenhum representante do Ministério da Justiça.

A decisão retirou da base de cálculo do ICMS duas taxas sobre transmissão e sobre distribuição da energia chamadas de Tust e Tusd. Com isso, a arrecadação do ICMS sobre energia vai cair pela metade, afirmou o secretário de Pernambuco, Décio Padilha.

Academias de ginástica
Valor Econômico 
relata que a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de suspender, via medida cautelar, os contratos exclusivos da Gympass com academias de ginástica, em fevereiro deste ano, tem surtido efeito no mercado, segundo donos de academias, associações e concorrentes. Esses grupos afirmam que o fim da exclusividade mostrou-se benéfico e deve ser mantido. Do outro lado, a Gympass argumenta que investe nos parceiros e que, por isso, a manutenção da exclusividade seria necessária.

Bolsonaro
O Globo, Valor Econômico 
e demais jornais informam que a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Londres para o funeral da rainha Elizabeth II já era, ontem à noite, objeto de três representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico, político e de autoridade. Uma delas foi da coligação do candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,38%, cotado a R$ 5,25. Euro subiu 0,51%, chegando a R$ 5,26. A Bovespa operou com 109.280 pontos, queda de 0,61%. Risco Brasil em 268 pontos. Dow Jones caiu 0,45% e Nasdaq teve queda de 0,90%.

Valor Econômico
Risco fiscal em ações contra a União vai a R$ 2,6 trilhões

O Estado de S. Paulo
26 alvos da Operação Lava Jato disputam as eleições

Folha de S.Paulo
Demarcação zero agrava abandono em terras indígenas

O Globo
Montadoras adaptam fábricas e buscam fornecedor local

Correio Braziliense
Expectativa sobre juros impacta corrida eleitoral

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