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Juros
No Valor Econômico, ampla maioria de economistas e investidores acredita que o ciclo de aperto monetário no Brasil chegou ao fim, a despeito de comunicação mais dura usada por autoridades do Banco Central.
O texto cita expectativa de reajuste de 0,25 ponto na taxa Selic na quarta-feira (21), após desancoragem recente nas projeções do IPCA para 2024 e a composição ruim da inflação.
Crescimento da economia
O Estado de S. Paulo (18/09) assinalou que o Brasil ocupa a 32ª posição num ranking de crescimento econômico de 50 países nos últimos três anos, segundo cálculos do economista Sérgio Gobetti, feitos a pedido do Estadão, a partir de dados do FMI.
Conforme o levantamento, entre 2019 e 2021, o PIB brasileiro cresceu 0,59% ao ano, ante média mundial de 1,54%.
No mesmo período, a economia dos Estados Unidos cresceu 145% ao ano; os países da Zona do Euro, 1,25%; e a Ásia, 2,17%. A China, epicentro da pandemia de Covid-19, cresceu 54% ao ano no último triênio.
Desemprego
O Estado de S. Paulo (18/09) também mostrou que a rápida queda da taxa de desemprego observada no Brasil, usada pelo presidente Jair Bolsonaro como trunfo eleitoral, também se repete em outras partes do mundo.
A reportagem cita que economistas percebem, nos números brasileiros, impacto positivo da reforma trabalhista conduzida no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).
Conforme levantamento do Banco Fibra com 13 países, entre desenvolvidos e emergentes, em 11, a taxa de desocupação está abaixo da média histórica.
Subsídios
Folha de S.Paulo (18/09) também reportou que o gasto do governo com subsídios vai ultrapassar pela primeira vez a marca de R$ 450 bilhões em 2023, um avanço nominal de 49% desde 2019.
Segundo Folha, o recorde em gastos tributários agrava a situação das contas públicas no momento em que o governo calcula um déficit de R$ 63,7 bilhões para 2023 mesmo com uma série de despesas ainda pendentes de acomodação.
O diário paulista pontua que os gastos tributários chegarão a 2023 com crescimento mais forte do que o observado na própria arrecadação federal, cuja alta tem sido comemorada pelo Executivo.
Gasolina
Folha de S.Paulo (17/09) registrou que o preço médio da gasolina rompeu barreira dos R$ 5 pela primeira vez desde julho de 2020, em valores corrigidos pelo IPCA, após queda de mais 1,4% nos postos brasileiros.
De acordo com a ANP, o combustível saiu, em média, a R$ 4,97 por litro nesta semana – valor 32,7%, ou R$ 2,42, inferior ao pico de R$ 7,39 por litro verificado no fim de junho, antes dos cortes de impostos estaduais e federais aprovados pelo Congresso.
Royalties
O Estado de S. Paulo (17/09) assinalou que advogados ligados à associação Núcleo Universitário de Pesquisas, Estudos e Consultoria (Nupec), acompanhados de prefeitos e uma deputada federal, se reuniram com a cúpula da ANP para agilizar a liberação de R$ 700 milhões em royalties.
A reportagem lembra que o Ministério Público do Rio e o Tribunal de Contas do Estado investigam contratos sem licitação firmados por prefeituras com a Nupec, que moveu ações em nome de 15 municípios que geraram pagamentos de R$ 1,5 bilhão – e R$ 300 milhões em honorários.
Conta de luz
O Estado de S. Paulo informa que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pretende convocar sessão na próxima quinta-feira (22) para analisar medida provisória que altera regras do setor elétrico e pode encarecer a conta de luz.
A MP do setor elétrico, válida até 27 de setembro, será relatada pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Associações do setor de energia afirmam que o impacto anual da proposta pode variar de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões.
ICMS
Valor Econômico registra que portaria do Ministério da Justiça sobre contas de luz atropelou tentativa do Supremo Tribunal Federal de conciliar posições de União e estados em torno da cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia, comunicações e transportes.
Os secretários de Fazenda pediram aos representantes da União que suspendam a portaria por alguns dias. No entanto, não havia na reunião nenhum representante do Ministério da Justiça.
A decisão retirou da base de cálculo do ICMS duas taxas sobre transmissão e sobre distribuição da energia chamadas de Tust e Tusd. Com isso, a arrecadação do ICMS sobre energia vai cair pela metade, afirmou o secretário de Pernambuco, Décio Padilha. |