Monitor – 14 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
14/09/22 | nº 738 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Principais jornais trazem dados da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, que indicam crescimento de 1,1% do setor em julho ante junho. Resultado foi impulsionado pela normalização do funcionamento da maioria dos negócios (após o período mais agudo da pandemia) e por segmentos como tecnologia da informação (TI) e transporte de cargas. A atividade já cresceu 8,9% desde fevereiro de 2020 – um mês antes do início da pandemia de covid-19 – e está apenas 1,8% abaixo da registrada em novembro de 2014, o ponto mais alto da série histórica.

No Correio Braziliense, Fabio Bentes, economista da CNC afirma que  os serviços têm se destacado em relação a outros setores da economia. “Basicamente, duas razões explicam esse desempenho melhor: a inflação — que mesmo elevada, não subiu tanto no setor de serviços — e o fim do isolamento social”, explicou.

Bentes comentou, ainda, que os próximos três meses devem ser de crescimento moderado, porque as margens do setor já alcançaram a inflação. “A inflação de serviços encostou no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em agosto. Com isso, o setor não deve crescer tanto daqui para frente”, observou.

Entretanto, o economista pontuou que, entre as atividades econômicas, o setor do turismo, um dos que mais sofreram durante a pandemia, “é o que tem mais a recuperar ao longo deste ano de 2022”. “Revisamos nossa previsão para este ano e estamos projetando uma alta de 5,1%, no faturamento do turismo. Um dos indícios de que esta recuperação tem se dado de forma consistente é a geração de empregos”, afirmou Bentes. “Nos sete primeiros meses da pandemia, o setor fechou 470 mil vagas formais de trabalho, e desde o fim de 2020, conseguiu repor 380 mil vagas, ou seja, falta recuperar 90 mil postos de trabalho.”

Mercado financeiro 
Principais jornais relatam que Wall Street viveu ontem seu pior pregão em mais de dois anos, em um dia de perdas que não se viam desde os tempos iniciais da pandemia. Os dados de inflação ao consumidor de agosto nos EUA vieram mais fortes do que o esperado e, pela primeira vez, o mercado passou a apostar na possibilidade de o Fed subir sua taxa referencial em 1 ponto percentual na semana que vem.

O índice S&P 500 perdeu 4,32%, para 3.932,69 pontos, e o Dow Jones fechou em queda de 3,94%, a 31.104,97 pontos. Quem mais sentiu o risco de a alta de juros se aprofundar nos EUA foi o Nasdaq, que desabou, para encerrar com desvalorização de 5,16%, a 11.633,57 pontos.

Na esteira de Nova York, os mercados globais terminaram no vermelho. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,3%, aos 110.793 pontos, enquanto os juros futuros dispararam e o dólar subiu 1,79%, para R$ 5,187. A Europa, apesar de fechar mais cedo e não acompanhar a piora mais forte do mercado, não escapou das perdas. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve recuo de 1,55%. O FTSE 100, de Londres, recuou 1,17%, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,59%, e o CAC 40, de Paris, 1,39%.

O dólar também foi bastante impulsionado e  encerrou o pregão em forte alta de 1,79% ante o real, a R$ 5,1874.

Desmatamento
No Valor Econômico, analistas opinam que posição adotada pelo Parlamento Europeu sobre uma regulamentação visando produtos “zero desmatamento” impactará nas relações da Europa comunitária com o Brasil.

O Parlamento aprovou ontem regras que suspendem a compra de produtos vindos de áreas de desmatamento. A lista atualizada, discutida desde o fim do ano passado, incluiu, entre as commodities, borracha, carvão vegetal e papel.

Folha de S.Paulo avança em frente semelhante.

Etanol
Folha de S.Paulo 
relata que o corte de impostos sobre combustíveis promovido pelo governo apertou as margens de lucro do etanol e deve levar as usinas a evitar o biocombustível e se concentrar no açúcar.

Segundo especialistas em açúcar e etanol, os lucros com as vendas de etanol de cana caíram tanto em comparação com os do açúcar que as usinas brasileiras vão mudar o máximo possível para a produção de açúcar à medida que a safra entrar na segunda etapa.

Comércio eletrônico
Folha de S.Paulo e Valor Econômico
 informam que cada vez mais pessoas compram na internet e o faturamento do comércio eletrônico cresce no Brasil – mas a um ritmo cada vez mais lento, segundo pesquisa Webshoppers 46, da NielsenIQ|Ebit, em parceria com a corretora de pagamentos digitais Bexs Pay. As vendas online no Brasil no primeiro semestre do ano somaram R$ 118,6 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais.

No primeiro semestre de 2021, no entanto, a alta havia sido de 47% sobre o mesmo intervalo de 2020. Ao todo, 49,8 milhões de brasileiros fizeram compras online no primeiro semestre do ano, um aumento de 18% na comparação anual. O tíquete médio, porém, caiu 8%, para R$ 412.

Bares e restaurantes 
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) informa que, um dos setores mais afetados pela pandemia, os bares e restaurantes começam a consolidar o cenário de retomada. Mais de 70% das empresas consultadas em um levantamento da Abrasel-SP (associação do setor em São Paulo) dizem que o faturamento de julho superou o resultado de junho.

Ainda conforme a pesquisa, realizada em agosto, 35% afirmam que já trabalham com lucro. O indicador paulista, no entanto, está abaixo da média nacional, de 48%. Os que operam em prejuízo são 27%, conforme os dados da Abrasel-SP.

TSE
Manchete da Folha de S.Paulo expõe que o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, teve reuniões com as Forças Armadas, a portas fechadas, ao menos duas vezes nos últimos 15 dias. Os participantes do encontro têm divergido sobre o teor das conversas. As agendas não possuem ata nem tiveram observadores.

Política econômica
Manchete no Valor Econômico revela divergência entre economistas que assessoram presidenciáveis. Embora concordem que o Brasil deve buscar um novo desenho de política social, discordam da questão fiscal.

A reportagem cita consenso de que o teto de gastos perdeu credibilidade, mas as visões sobre como chegar a uma nova regra fiscal são distintas. As ideias foram debatidas em evento promovido por Valor e O Globo.

Participaram do debate Guilherme Mello, que assessora Luiz Inácio Lula da Silva, Mauro Benevides Filho, que acompanha Ciro Gomes (PDT), e Elena Landau, que orienta a senadora Simone Tebet (MDB).

O dólar comercial fechou ontem em alta de 1,77%, cotado a R$ 5,18. Euro subiu 0,34%, chegando a R$ 5,17. A Bovespa operou com 110.793 pontos, queda de 2,3%. Risco Brasil em 257 pontos. Dow Jones caiu 3,94% e Nasdaq teve queda de 5,16%.

Valor Econômico
Economistas convergem no social e divergem no fiscal

O Estado de S. Paulo
Corte no Farmácia Popular afeta de remédio a fralda geriátrica

Folha de S.Paulo
Moraes conversa com militares sobre urnas a portas fechadas

O Globo
Risco de fome atinge 37,8% dos lares com crianças de até 10 anos

Correio Braziliense
Serviços em alta: turismo deve abrir 90 mil vagas até dezembro

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