Monitor CNC – 9 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
09/09/22 | nº 735 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Manchete no Valor Econômico evidencia que a retomada do consumo de serviços, grande motor do crescimento após a reabertura mais forte da economia, tem ocorrido de maneira assimétrica, especialmente por causa da inflação. Enquanto as famílias de renda mais alta, com emprego formal, voltaram a gastar com restaurantes, viagens, cinema e cursos, as de classe média baixa e baixa estão com a renda comprometida com itens essenciais, como alimentação.

Reportagem registra que, em agosto, o percentual de famílias que se dizem endividadas e inadimplentes bateu recorde pelo segundo mês consecutivo. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada o dia 5 pela CNC, mostram que 79% das famílias que vivem em regiões metropolitanas das capitais do país se declararam endividados, ante 78% em julho. Dentre os endividados, os inadimplentes chegaram a 29,6%, acima dos 29% em julho. Do total de inadimplentes, 10,8% informaram não ter condição de pagar as dívidas.

MPE
Valor Econômico 
informa que, impulsionada pelas “bondades” do governo, pela queda na inflação e pela melhora no mercado de trabalho, a confiança das micro e pequenas empresas atingiu 100,6 pontos em agosto. É o melhor resultado desde novembro de 2013, segundo o Sebrae. No entanto, alerta a entidade, deve ser visto com “parcimônia”.

O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) estava abaixo dos 100 pontos, indicando desaceleração do mercado, desde dezembro de 2013. Resultados acima de 100 apontam para crescimento. O número é apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

IDH
O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo 
relatam que o Brasil caiu  da 86ª posição em 2019 para a 87ª em 2021 no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que considera indicadores de saúde, escolaridade e renda. O IDH brasileiro ficou em 0,754, considerado pelo Pnud um patamar elevado, mas que leva o país de volta ao patamar de 2014, quando o IDH também era de 0,754. É um retrocesso maior do que a média mundial – o IDH global retrocedeu ao nível de 2016.

A dimensão que derrubou o IDH brasileiro foi a saúde, o que evidencia o impacto da alta mortalidade no país durante a pandemia. A renda média do brasileiro avançou em relação a 2019, e os indicadores de educação ficaram estagnados. Em 2019, a expectativa de vida média do brasileiro ao nascer era de 75,3 anos. Agora, é 72,8 anos. Neste quesito, o país retrocedeu 13 anos, praticamente igual à de 2008, que era de 72,7 anos.

Petrobras
Valor Econômico 
afirma que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias de prazo para apresentar as medidas que estão sendo adotadas para garantir “transparência e regularidade” na política de preços dos combustíveis.

A decisão cabe ao ministro André Mendonça, relator de uma das ações que tramitam na corte a respeito da tributação dos combustíveis.

Elizabeth II
As manchetes dos principais jornais destacam a morte da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, ontem, aos 96 anos. Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo destacam que a monarca ajudou a conduzir o Reino Unido ao longo de sete décadas.

O filho mais velho de Elizabeth II assume o trono como Charles III e herda o reino diante de sua mais grave crise econômica nos últimos 40 anos.

Supermercados
Valor Econômico 
registra que o setor supermercadista espera um aumento nas vendas com a elevação do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600), o que deve ajudar a sustentar a projeção de crescimento de 3% a 3,3% em 2022. A expansão acumulada de 12 meses até julho é de 2,57%, portanto, o mercado deve ganhar um ritmo de expansão maior. Apenas no mês de julho, a alta foi de 8% sobre o mesmo período de 2021. Boa parte dessa aumento, na visão de consultores, refere-se à demanda em atacarejos, que têm crescido mais do que supermercados há alguns anos. A Abras não informa a expansão especificamente dos supermercados.

Turismo
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
conta que, depois do impacto da pandemia, a taxa de ocupação da rede de hotéis em São Paulo já se aproxima de 2019, puxada por eventos corporativos. O dado mais recente da Abih-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do estado) que abrange julho, aponta ocupação geral acima de 60% no estado.

O patamar ainda é 1% inferior ao ano anterior à pandemia, mas a entidade afirma que os dados de agosto seguirão tendência de alta. A última queda registrada no setor em São Paulo aconteceu em janeiro e, desde então, a evolução do indicador mensal está positiva.
Mais de 50% dos estabelecimentos declararam reservas de perfil corporativo.

O custo médio da diária, de R$ 338, também é o mais alto da série histórica, iniciada em 2019. Na capital paulista ficou em R$ 390.

Bolsonaro
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico
 atentam que o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a prometer o pagamento de R$ 800 no Auxílio Brasil. Na propaganda eleitoral que foi ao ar ontem na TV, a campanha do presidente falou em conceder um adicional de R$ 200 para os beneficiários do programa que conseguirem um novo emprego. Atualmente, o valor mensal do benefício está em R$ 600, mas o projeto de Orçamento para 2023 só prevê recursos para R$ 405 no ano que vem.

7 de setembro
Valor Econômico 
comunica que o PDT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação e a inelegibilidade do presidente Jair Bolsonaro por ter utilizado o desfile cívico de 7 de Setembro como palanque eleitoral. Para a legenda, Bolsonaro cometeu abuso de poder político e econômico ao se aproveitar da estrutura do evento, que custou R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, para fazer campanha.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,20. Euro subiu 0,36%, chegando a R$ 5,20. A Bovespa operou com 109.915 pontos, alta de 0,14%. Risco Brasil em 264 pontos. Dow Jones subiu 0,61% e Nasdaq teve alta de 0,60%.

Valor Econômico
Renda apertada ameaça recuperação de serviços

O Estado de S. Paulo
Morre Elizabeth II, rainha por 70 anos; Charles III herda ameaça de secessão

Folha de S.Paulo
Morre Elizabeth 2ª, rainha por 70 anos

O Globo
Elizabeth II, a rainha inabalável

Correio Braziliense
Para sempre rainha

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