Monitor – 8 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
07 a 08/09/22 | nº 734 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Em reportagem da série Tem Solução, O Globo analisa o que os brasileiros percebem como os maiores problemas do país.  Hoje, texto aborda a inflação e cita dados da Peic para corroborar que quase metade dos entrevistados contraiu dívida para psgar despesas. Segundo levantamento da CNC, 78% das famílias estão endividadas e 29% com as contas atrasadas.

A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) destaca que o número de famílias endividadas no Distrito Federal segue em alta. Entre julho e agosto, subiu para 85,6%. O aumento foi de 1,6%.Essa proporção está bem acima da média nacional no período, que registrou 79%, conforme aponta pesquisa mensal da CNC.No entanto, a proporção de pessoas com alguma conta em atraso caiu para 25%, uma queda de 1%.”Estamos vendo o esforço das famílias brasilienses em tentar pagar as contas em dia. Mas a inflação ainda elevada desafia o poder de compra dos consumidores e a gestão orçamentária familiar”, explica a economista da CNC, Izis Ferreira.

Já a Folha de S.Paulo (07/09) noticiou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou o alcance da proposta de renegociação de dívidas de famílias mais pobres, previsto em seu plano de governo, e falou ontem em incluir, além de contas de água e luz e outros serviços, também redes de varejo e bancos. A ideia inicial era que fosse feita a renegociação de dívidas de água, luz, gás e telefone de famílias com renda de até três salários mínimos. No entanto, Lula agora incluiu em sua fala os bancos, cartões de crédito e redes de varejo.

Lula citou que o endividamento das famílias com o sistema financeiro nacional está em 52,7%, maior da série histórica, e 27,6% da renda das famílias está comprometida com dívidas. Reportagem acrescenta que dados da CNC apontam para 79% de famílias endividadas; 29,6% com dívidas em atraso; e 10,8% que dizem que não têm condições de pagar suas dívidas.

A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje em O Globo, destaca que, pelo quarto ano consecutivo, a Confederação apoia a realização da Semana Brasil. “O programa, por meio de suas entidades, quer mostrar a força do varejo, amplificar seu alcance e dar condições para que pequenas e médias empresas possam também aderir e tirar proveito do reaquecimento da economia. O evento também se traduz em uma oportunidade para demonstrar a representatividade institucional do Sistema Comércio regional aos empresários”, afirma o presisdente da CNC, José Roberto Tadros.

O conteúdo também conta que as bibliotecas do Sesc têm programação variada de incentivo à leitura e que o Senac firmou parceria com o Porto Digital, em Recife, para desenvolver iniciativas que proporcionem inclusão digital, inovação e competitividade para empresas brasileiras.

Selic
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico 
afirmam que o tom mais duro da diretoria do Banco Central no início de setembro visa, mais do que sinalizar um aumento de juros residual este mês, contornar um “otimismo exagerado” do mercado, o que ajudou a apagar da curva de juros as apostas em cortes antecipados da Selic em 2023. Apesar da ênfase dos dirigentes à chance de um “aumento residual” da taxa básica em setembro, analistas não mudaram a avaliação sobre o fim do ciclo atual.

Comércio exterior
Valor Econômico 
traz pontos convergentes de Tatiana Prazeres, diretora de relações internacionais e comércio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), e Livio Ribeiro, pesquisador do FGV Ibre, em relação ao novo cenário global.

Eles concordam na definição de estratégias internas ou externas, em explorar melhor o mercado chinês, ampliar acordos comerciais e dar passos para criar uma estratégia de promoção comercial para produtos brasileiros.

A dirigente da Fiesp defende uma agenda de comércio exterior paralela à do fortalecimento da indústria, com diversificação de mercados que inclua manufaturados e a indústria mais ouvida nas negociações comerciais.

Poupança 
Principais jornais informaram ontem que a caderneta de poupança registrou saque líquido de R$ 22,016 bilhões em agosto, em um cenário de alta dos juros que reduz a competitividade da aplicação frente a outros investimentos. O volume de retiradas ficou muito acima do resultado negativo de R$ 5,468 bilhões no mesmo mês de 2021 e representa o maior saque líquido nominal para todos os meses da série histórica do BC, iniciada em 1995.

Do total do mês, os saques superaram os depósitos no SBPE no valor de R$ 19,697 bilhões. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de R$ 2,318 bilhões.

FGTS
O Globo e Folha de S.Paulo 
(07/09) relataram que o governo pretende autorizar, às vésperas das eleições, o uso do FGTS futuro para o financiamento de imóveis do Casa Verde e Amarela. O objetivo é usar os depósitos que serão feitos pelo empregador na conta do FGTS no cálculo de renda das pessoas que querem comprar a casa própria. Os valores ficam bloqueados para o pagamento desse empréstimo.

Para especialistas, a consignação do FGTS poderá criar um poder de compra que a pessoa talvez não tenha e quem comprometer o FGTS na prestação nunca acumulará o montante para tentar antecipar a quitação. O texto do governo deve ser apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional ao Conselho Curador do FGTS ainda em setembro.

Combustíveis
O Estado de S. Paulo 
(07/09) assinalou que a Petrobras prevê espaço para novas reduções no preço da gasolina no curto prazo, mas com menos probabilidade nas reduções do diesel.

Conforme o jornal, o presidente da estatal, Caio Paes de Andrade, e seus diretores planejariam reduzir mais ainda os preços da gasolina aos distribuidores, que já caiu 19,2% no acumulado de quatro quedas desde meados de julho.

A reportagem cita que o diesel possui forte volatilidade nas cotações, a despeito dos estoques em reconstrução no mundo e cotações mais resilientes da gasolina.

Horário de verão
O Globo 
(07/09) reportou que o Ministério de Minas e Energia e o Palácio do Planalto estudam a volta do horário de verão, encerrado em 2019. Segundo o jornal, neste momento, há tendência de retorno do instrumento de economia de energia.

A reportagem detalha que a retomada da discussão se deve a pedido do ministério ao ONS por estudos sobre a política, depois de mudanças na forma como os brasileiros consomem energia elétrica.

Dia do Cliente 
A coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) afirma que os segmentos mais impulsionados no Dia do Cliente, data do varejo comemorada no dia 15, devem ser moda, beleza, saúde e eletrônicos, segundo relatório da Voxus, startup de negócios online.
Nas peças de vestuário o crescimento das operações pode superar 160% nos ecommerces na data, estima a Voxus.

Cosméticos e produtos para o corpo devem ter aumento médio acima de 30% nas transações, enquanto os eletrônicos, acima de 20%.

De acordo com a startup, as compras na data são mais abrangentes do que em momentos como Dias das Mães, Dia dos Pais e Dia dos Namorados, com busca de ofertas de perfil mais variado.

Semana Brasil
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
avalia que o naufrágio da Semana Brasil, campanha lançada pelo governo Bolsonaro em 2019 para estimular uma temporada de promoções com temática nacionalista em setembro na tentativa de aquecer as vendas, ficou mais nítido neste ano, mas já vinha acontecendo.

Em 2019, quase 3.000 empresas e associações se cadastraram para participar da campanha no site que divulgava as lojas participantes, segundo análise da Folha feita às vésperas da data. Em 2021, o mesmo site apresentava pouco menos de 200 empresas participantes, segundo levantamento feito pelo Painel S.A..

Neste ano, a campanha ficou quase imperceptível nos shoppings. Entre as poucas lojas que fizeram referência à data em suas vitrines estão a rede de moda Brooksfield, a de perfumarias Opaque e a de calçados World Tennis. Um dos motivos para o esvaziamento da Black Friday verde-amarela foi a polarização e a associação aos movimentos bolsonaristas.

Pão de Açúcar
O Estado de S. Paulo 
informa que o Grupo Pão de Açúcar anunciou que vai acelerar a abertura de lojas no País até 2024, com a abertura de um total de 300 novos pontos. A informação, divulgada na noite de terça-feira em fato relevante, veio após o Estadão/broadcast revelar que Abilio Diniz, hoje sócio do Carrefour, teria interesse em voltar ao GPA e especialmente à bandeira que foi fundada por seu pai – e que ele comandou até o início da década passada. Hoje, a rede tem 2,1 mil lojas em 21 Estados e no Distrito Federal.

O gigante francês Casino, que controla o GPA, busca a venda do negócio até 2024, mesmo ano em que termina o plano de expansão anunciado agora. Segundo fontes de mercado, trata-se da ideia de “embelezar a noiva” para que ela se torne mais atraente no mercado. O Casino passa por dificuldades lá fora e tem interesse em fazer caixa para sua matriz com vendas de ativos.

Vale-refeição
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 07/09)
 anotou que, depois do presidente Jair Bolsonaro barrar a possibilidade de liberação do saque do vale-refeição em dinheiro, o relator da medida provisória, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), diz que o veto pode ser derrubado.

“É um veto fácil de derrubar, porque foi um acordo do Congresso. Quem fez a redação final do pagamento de 60 dias da sobra foi o líder do governo, o Ricardo Barros (PP-PR). E aí o presidente veta? É um absurdo”, explica o deputado.

7 de setembro
A repercussão política do 7 de Setembro é manchete nos principais jornais. As publicações apontam que, ao discursar em Brasília e no Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PL) teria pedido votos abertamente, além de não citar o Bicentenário da Independência.

O presidente é acusado de usar as comemorações para se promover à reeleição. Partidos rivais acionarão o Tribunal Superior Eleitoral para contestar a postura do chefe do Executivo. Segundo especialistas, há indícios de que Bolsonaro teria mesmo transformado eventos oficiais em comícios, contrariando a legislação eleitoral.

O noticiário também expõe a ausência de autoridades nos atos cívicos. Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, não compareceram.

Folha de S.Paulo acrescenta que empresários de diferentes setores entendem que as declarações do presidente, assim como as manifestações de apoio, ficaram dentro do esperado e relatam certo alívio por não terem inflamado apoiadores a um comportamento agressivo ou de ruptura com os demais Poderes da República, como em discursos anteriores.

Orçamento secreto
O Estado de S. Paulo 
revela que Jair Bolsonaro (PL) editou decreto que abre caminho para desbloquear antes das eleições R$ 5,6 bilhões em emendas que sustentam o chamado orçamento secreto.

A edição do decreto dribla negociações no Congresso, lideradas pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para devolver medidas provisórias que adiaram o pagamento de despesas para as áreas de cultura e ciência e tecnologia.

O dólar comercial fechou terça-feira em alta de 1,63%, cotado a R$ 5,23. Euro subiu 1,34%, chegando a R$ 5,18. A Bovespa operou com 109.763 pontos, queda de 2,17%. Risco Brasil em 273 pontos. Ontem, Dow Jones subiu 1,40% e Nasdaq teve alta de 2,14%.

Valor Econômico
Bolsonaro faz comício, ataca Lula e ignora Bicentenário

O Estado de S. Paulo
Bolsonaro faz comício para multidões, fustiga pesquisas e ignora o bicentenário

Folha de S.Paulo
Bolsonaro captura 7/ 9 com ameaça, machismo e comícios

O Globo
Bolsonaro faz do 7 de Setembro um ato eleitoral; rivais acusam abuso de poder

Correio Braziliense
Bolsonaro reúne multidão e monopoliza 7 de Setembro

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