Monitor – 5 de setembro de 2022

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
03 a 05/09/22 | nº 732 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Valor Online anuncia que a CNC divulga hoje a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de agosto.

Varejo
Folha de S.Paulo 
(04/09) registrou que, com o avanço do Auxílio Brasil a R$ 600 e a redução dos preços dos combustíveis, varejistas devem recompor margens de lucro, repassando todo o custo da inflação.

Para o economista Carlos Vieira, analista-chefe da TC Economatica, “reduções na margem bruta indicam que o varejo procurou segurar em parte o aumento da inflação e não repassá-lo na sua totalidade ao consumidor, a fim de não perder vendas”.

Dividendos
Folha de S.Paulo 
aborda possível tributação dos dividendos pagos pelas empresas, citando que na última semana, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltaram a propor a taxação como forma de custear o Auxílio Brasil no próximo ano.

A reportagem situa que, para especialistas, é preciso aguardar para entender quais seriam os moldes da eventual tributação, com possíveis contrapesos para compensar a medida, como uma redução no imposto pago pelas empresas.

Consignado
O Globo 
(03/09) informou que o empréstimo consignado para os beneficiários do Auxílio Brasil pode ter um teto de juros. O Ministério da Cidadania fez uma consulta ao Banco Central para saber quais critérios teriam de ser adotados.

A ausência de um limite para a taxa é alvo de críticas de especialistas, que apontam o risco de superendividamento. Grandes bancos estão se recusando a atuar no segmento, alegando que a parcela da população que recebe o benefício é vulnerável e que há risco de inadimplência. Entre eles, só a Caixa deve ofertar o crédito. Itaú, Bradesco e Santander já indicaram que não vão entrar no programa.

Crédito
Correio Braziliense 
(04/09) reportou que a busca por financiamento no país subiu 6% em julho na comparação com junho deste ano e cresceu 8% em relação ao sétimo mês de 2021, segundo o índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC).

Em julho, na comparação com o mês anterior, houve declínio na busca por crédito apenas no varejo, de 16%. Por outro lado, a procura por financiamento em bancos e serviços subiram, pela ordem, 11% e 14%.

Carga tributária
O Estado de S. Paulo 
(04/09) situou que, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em média, o brasileiro trabalha 149 dias para pagar impostos. Segundo o IBPT, 40,8% dos rendimentos serão destinados a obrigações com o Fisco em 2022.

Além disso, o ano também deverá registrar um recorde de carga tributária no país. Conforme especialistas, em 2021, ela representou 33,9% do PIB e, agora, deve estar ultrapassando 34%.

Atacarejos
O Estado de S. Paulo
 conta que pequenos atacarejos estão abrindo as portas em áreas não tradicionais para o modelo de negócio. Se no passado os endereços de redes como Assaí, Atacadão, Roldão e Makro estavam em áreas mais afastadas, agora começam a se instalar mais perto da casa dos clientes, em regiões de maior densidade populacional e em bairros de diferentes poder aquisitivo.

Para o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (Abad), Oscar Attisano, com a consolidação de empresas como Assaí e Atacadão, negócios de menor porte tentam “surfar a onda” de popularidade do modelo, impulsionada pela alta da inflação nos últimos anos. “Os pequenos devem ganhar mercado principalmente nas regiões menores, onde as redes não têm atratividade para investir em novas lojas”, diz Ottisano. De acordo a Abad, de seus 2,5 mil associados no País, cerca de 400 negócios operam autosserviços.

Bares e restaurantes
O Globo 
(04/09) afirmou que, com a reabertura da economia, o brasileiro voltou a sair para trabalhar, fazer compras e comer fora. Assim, bares e restaurantes dão a volta por cima e retomam investimentos e contratações. O setor espera encerrar o ano com alta de 5% no faturamento em relação a 2021 e de 8% na comparação com 2019, período anterior à pandemia, segundo a Abrasel, associação que representa a categoria.

Com a demanda maior, o setor conseguiu, em julho, reajustar preços em linha com a inflação pela primeira vez, diz a Abrasel. Até o fim do ano, 35% das empresas pretendem contratar, com perspectiva de criação de cem mil vagas. Com isso, seria possível zerar o 1,3 milhão de demissões feitas na pandemia.

Meios de pagamento
O Estado de S. Paulo 
(04/09) afirmou que, apesar do Pix ter agitado o setor de meios de pagamento, os líderes do mercado têm inovado pouco. Uma das razões, segundo especialistas, é porque o Pix ainda enfrenta desafios no varejo, e a maquininha segue importante para o estabelecimento receber os pagamentos pelo cartão.

Vale-alimentação
Folha de S.Paulo 
(03/09) relatou que o presidente Jair Bolsonaro deve vetar possibilidade de o trabalhador sacar em dinheiro o vale-alimentação que não for usado, presente em proposta que altera regras do benefício.

Segundo o diário paulista, a alegação do governo deve ser de que a medida traz insegurança jurídica. Para membros do Executivo, o pagamento em dinheiro desse saldo gera dúvidas sobre a natureza dos recursos.

7 de setembro
Principais jornais de domingo destacaram os preparativos para o 7 de Setembro e a economia do país.

Em manchete, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo relataram que os ministérios e estatais do Distrito Federal receberam convites para o desfile militar de 7 de Setembro, que acontecerá na Esplanada dos Ministérios. O desfile é visto como uma oportunidade para o presidente Jair Bolsonaro mostrar força na reta final da campanha eleitoral.

No Rio de Janeiro, Bolsonaro vai usar ações militares para “engrossar” o seu ato eleitoral no feriado. O comício do presidente candidato à reeleição ocorrerá ao mesmo tempo em que militares saudarão o bicentenário da Independência.

Hoje, Valor Econômico acrescenta que a cúpula do Poder Judiciário acompanha com atenção as manifestações que estão sendo convocadas para o 7 de setembro. A avaliação é que, diferentemente do que ocorreu ano passado, os atos em Brasília não terão ataques tão agressivos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Este ano, o feriado acontece em meio a uma tentativa de trégua entre o chefe do Executivo e os ministros da Corte e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pesquisas
Manchete de O Estado de S.Paulo aponta o crescimento da contestação de resultados de pesquisas eleitorais. De janeiro a agosto, o volume de questionamentos judiciais aumentou em 580% em relação ao mesmo período durante a campanha de 2018. PP, PSDB, União Brasil e PT foram os partidos que mais ajuizaram ações.

Chile
A rejeição dos chilenos à proposta de uma nova Constituição é destaque nos jornais desta segunda-feira. A nova Constituição substituiria a Carta de 1980, imposta pelo ditador Augusto Pinochet. No entanto, a proposta foi rejeitada por 62% da população, numa derrota para o governo do presidente Gabriel Boric. Boric reconheceu o resultado, e convocou uma reunião com representantes de todos os partidos para a tarde desta segunda para começar a formular uma nova proposta.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,18. Euro caiu 0,94%, chegando a R$ 5,16. A Bovespa operou com 110.864 pontos, alta de 0,42%. Risco Brasil em 281 pontos. Dow Jones caiu 1,07% e Nasdaq teve queda de 1,31%.

Valor Econômico
Ofertas de ações deverão somar até R$ 80 bi em 2023

O Estado de S. Paulo
Explode o total de processos contra pesquisas eleitorais

Folha de S.Paulo
Chile rejeita nova Carta e entra em fase de incerteza

O Globo
Chile rejeita projeto da nova Constituição e vive impasse

Correio Braziliense
Bolsonaro dispara no DF e Ibaneis consolida liderança

Leia também

Rolar para cima