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Renegociação de dívidas
O aumento do custo do capital e a oferta limitada de recursos financeiros no mercado têm levado companhias endividadas a negociar acordos com credores nos últimos meses. Manchete do Valor destaca que empresas dos setores de alimentos, têxteis, construção civil, energia, além do varejo e serviços, fazem parte desse grupo.
Segundo Eduardo Gallardo, diretor-geral da Álvarez & Marsal, as consultas por reestruturação aumentaram. “Com a escalada dos juros, inflação e risco de recessão pela frente, a conta começa a chegar e afeta empresas que não conseguem aumentar a receita”, diz.
Emprego
Folha informa que o Brasil abriu 218.902 vagas formais de trabalho em julho, de acordo com o Caged, divulgado ontem. O resultado – que ficou abaixo da expectativa de criação de 260 mil empregos, segundo pesquisa da Reuters – é fruto de 1,887 milhão de admissões e 1,668 milhão de desligamentos. O saldo ficou abaixo dos 316.725 postos abertos em julho de 2021, pela série sem ajustes.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram abertas 1,561 milhão de vagas, ante 1,785 milhão de postos em igual período de 2021, segundo a série com ajustes.
Em julho, houve saldo positivo em todos os setores, com destaque para as vagas em serviços, com abertura de 81.873 postos, seguido da indústria, com 50.503. Houve criação de 38.574 empregos formais no comércio, 32.082 no setor de construção e 15.870 na agropecuária.
Projeções
Após dois trimestres de surpresas positivas nos dados, indicadores de alta frequência começam a sinalizar que o melhor momento da economia brasileira em 2022 pode ter ficado para trás, destaca o Valor.
Indícios de desaceleração da atividade começam a despontar, ainda que ainda que de forma e velocidade desigual entre setores. Economistas ponderam ainda que a última leva de estímulos anunciada pelo governo federal pode atenuar esse movimento.
Mesmo no segmento de serviços, que saiu da pandemia mais tarde e está bastante aquecido, indícios nesse sentido também podem ser observados. O IDAT-Serviços, do Itaú Unibanco, que se mantinha acima dos 130 pontos desde o início de abril, caiu no início de agosto e agora está em 125,2 pontos.
Já a prévia de agosto do Iget de serviços, do Santander, mostra queda de 2,3%, após uma alta de 1,1% mês anterior. Na métrica interanual, desacelerou de 11,7% para 8,4%. O tracking do segmento oficial de serviços às famílias aponta para queda de 0,7% em agosto, na comparação mensal.
Estoque de crédito
Mesmo diante de um ciclo agressivo de aperto monetário, o mercado de crédito brasileiro manteve o crescimento a dois dígitos em junho. Segundo dados divulgados ontem pelo BC, o saldo de empréstimos concedidos pelo sistema financeiro alcançou R$ 4,96 trilhões, alta de 17,8% em 12 meses.
O resultado foi puxado pelo estoque de linhas para famílias, que cresceu 21,5%. Já os financiamentos para empresas subiram 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, os novos empréstimos concedidos no mês aumentaram 24,8% em relação a junho do ano passado, somando R$ 503,9 bilhões. Informações do Valor.
Crédito imobiliário
Valor Econômico conta que o crédito imobiliário tem se mostrado muito mais resiliente à subida da Selic neste ano, comparado ao último período no qual os juros estiveram em dois dígitos. Em um ambiente de maior competição, os bancos têm ajustado as taxas, mas a velocidade e o alcance dos repasses vêm se mostrando mais suaves.
Em agosto, dados do comparador MelhorTaxa indicam taxa média de 9,33% nas novas concessões dos cinco maiores bancos públicos e privados, ou seja, 4,4 pontos percentuais abaixo da taxa básica de juros. Em novembro de 2016, quando a Selic também estava em 13,75%, a média dos juros cobrados na linha com recursos da poupança atingia 11,24%.
5G
Valor Econômico publica que a estabilidade do sinal 5G no Brasil pode levar de seis meses a um ano. As redes, presentes em 77 mercados mundiais e 12 cidades brasileiras, ainda estão sendo instaladas.
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