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Gasolina
Folha de S.Paulo (20/08) repercutiu a queda de 12% no preço da gasolina nos postos brasileiros nas três primeiras semanas de agosto, reflexo de cortes promovidos pela Petrobras em suas refinarias, segundo cálculos da empresa de gestão de frotas TicketLog.
A empresa acredita em manutenção da tendência de queda. Já as contas de referência da ANP estão atrasadas devido a um ataque hacker ao site do órgão.
Energia
Folha de S.Paulo (21/08) revelou disparidades nas tarifas de energia entre estados. Apesar de o país ter um sistema de energia interligado, o custo final sofre grandes variações.
De acordo com Ângela Gomes, consultora para assuntos estratégicos da PSR, a formação do preço no setor inclui uma gama de componentes entrelaçados que escapa ao senso comum.
O ICMS já foi um elemento de peso na variação, mas a aprovação de teto de 17% a 18% para o imposto, em junho deste ano, reduziu as diferenças de caráter tributário.
ICMS 1
Estadão (20/08) veiculou que o estado de São Paulo passou a defender uma reforma simplificada e rápida das regras do ICMS, em vez das PECs amplas de reforma tributária que tramitam no Congresso.
O governo estadual afirma aceitar perda de arrecadação no curtíssimo prazo para permitir a migração total da cobrança do tributo, que deixaria de ser feita no lugar onde os produtos são fabricados para acontecer onde eles são efetivamente consumidos.
ICMS 2
O Globo (21/08) relatou que Minas Gerais, Acre e Rio Grande do Norte obtiveram decisões cautelares no STF para compensar a perda de arrecadação imposta pela fixação de teto para o ICMS sobre combustível, energia elétrica, transporte coletivo e telecomunicações.
O ministro Gilmar Mendes autorizou que a compensação seja realizada a partir de agosto, com abatimento nas parcelas de contratos de dívida dos estados com a União.
Além desses três estados, São Paulo, Piauí, Alagoas e Maranhão já haviam conseguido decisões semelhantes nas últimas semanas. Ao menos 11 entes federativos pediram ao STF para suspender o pagamento de dívidas.
Reformas
Com chamada na capa, O Estado de S. Paulo (21/08) tratou sobre reformas necessárias para o Brasil e destacou que a tributária é apontada como “número 1” na lista de prioridades econômicas. Na avaliação de especialistas, a mudança do ICMS dos combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte público vai forçar a reforma tributária.
Empresas
Manchete do Valor aponta que aumentos de despesas financeiras e de custos diminuíram os lucros das empresas brasileiras no segundo trimestre do ano, a despeito do avanço das receitas. No geral, porém, os analistas consideram os resultados positivos. Levantamento do Valor Data com 386 empresas não financeiras de capital aberto mostra que as receitas subiram 18,2% em relação ao segundo trimestre de 2021.
Bolsa
Manchete de O Globo situa que o aumento dos juros e as incertezas do cenário eleitoral têm levado as empresas a comprar suas próprias ações. Nos últimos 15 meses, as companhias tiraram cerca de R$ 10 bilhões da Bolsa de Valores. Só no primeiro semestre deste ano, foram 33 programas de recompra, contra 59 em todo 2021 e 38 em 2020.
Casa própria
O Globo (21/08) informou que a alta dos juros e a inflação que corrói a renda têm gerado uma onda crescente de devolução de imóveis e renegociação de crédito.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os distratos subiram 16% na comparação entre janeiro a maio deste ano e no mesmo período do ano passado.
Os bancos também estão abertos à negociação. Na Caixa, 120 mil mutuários fecharam acordo para pagar 75% do valor das prestações por seis meses. Outros 1.500 clientes com financiamento atrelado à inflação, migraram para a correção pela poupança para deter o aumento do saldo devedor com escalada do IPCA.
Expectativas
Pesquisa Datafolha indica que houve melhora na expectativa da população para a economia do país, segundo manchete da Folha (20/08).
Segundo o instituto, 48% acham que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses, 28% preveem que ela ficará igual e 18% esperam piora. Pesquisa anterior, realizada em junho, apontou 33% otimistas e 34% pessimistas.
A parcela dos eleitores que aposta em melhora da sua situação financeira pessoal nos próximos meses aumentou de 47% para 58% desde junho, e o bloco dos pessimistas caiu de 15% para 8%. Outros 31% acham que sua situação ficará igual.
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