Monitor – 19 de agosto de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
19/08/22 | nº 722 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Valor Econômico e Correio Braziliense informam que o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 1,1% em agosto em relação ao mês anterior, impulsionado por famílias com renda alta, mais otimistas com o futuro e dispostas a consumir. Na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 17%.
O indicador chegou a 82,1 pontos e atingiu o maior patamar desde abril de 2020 (95,6 pontos), ou seja, desde começo de pandemia, iniciada em março daquele ano.

Mas a sustentabilidade desse saldo positivo na intenção de consumo em agosto é incerta, segundo Catarina Carneiro, economista da CNC responsável pelo indicador. Isso porque fatores como inflação, juros e endividamento ainda são aspectos que inibem consumo do brasileiro hoje – e não há como saber, no momento, qual impacto deles na evolução da demanda nos próximos meses, ponderou.

Ao comentar sobre os dados e sobre a influência de famílias mais ricas, no resultado do ICF de agosto, Catarina disse que, mesmo com inflação alta e crédito mais caro, os brasileiros de maior renda teriam mais margem de manobra, de recursos. Isso ajudaria aos de maior poder aquisitivo a lidar com endividamento mais elevado, e inflação mais pressionada, notou ela.

Ao falar sobre o futuro, ela observou que os sinais, até momento, são de inflação menos pressionada nos próximos meses. E há indícios de que a trajetória de alta de juros pode ter atingido o teto no país. No entanto, admitiu que mesmo assim não há como saber com certeza como se dará a trajetória desses fatores, na demanda interna, principalmente entre brasileiros de menor poder aquisitivo. “Tudo leva a crer que vai melhorar esses fatores [inflação e juros]; mas não podemos dizer com certeza que vai continuar a subir [a intenção de consumo].”

Crédito
O Globo
 relata que o BNDES voltou a oferecer empréstimo com garantia a pequenas e médias empresas, agora incluindo também microempreendedores individuais e microempresas.

A reportagem pontua que candidatos à Presidência vêm destacando a importância de o banco estatal focar em pequenas empresas ou de o governo facilitar crédito a esse segmento.

Já a coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) relata que o Ministério da Economia prepara o lançamento de uma nova fase do PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito) com garantia do FGI (fundo garantidor de investimentos), incluindo microempreendedores individuais e microempresários no público que poderá receber empréstimo na modalidade. O programa foi lançado no início da pandemia para socorrer empresas de pequeno e médio porte.

Pelas projeções da pasta, serão repassados R$ 21 bilhões em créditos até dezembro 2023, quando a medida provisória que reeditou o programa chega ao fim. O Pronampe, programa que surgiu com o PEAC e atendia diretamente os MEIs, deve repassar outros R$ 50 bilhões a esse público.
Os bancos vão iniciar a liberação dos recursos na segunda-feira (22), com taxa média de 1,75% ao mês nas operações, prazos de pagamento entre 12 e 60 meses, além de carência entre seis meses e um ano.

Infraestrutura 
Manchetes em O Estado de S. Paulo e Valor Econômico destacam que o governo arrecadou ontem R$ 2,7 bilhões com a concessão de 15 aeroportos. O certame foi marcado pela pouca concorrência e pela estreia da XP no setor.

Conforme Estadão, o principal bloco – integrado por Congonhas, em São Paulo, e mais dez terminais em Mato Grosso do Sul, no Pará e em Minas Gerais – foi arrematado pela espanhola Aena.

O Estado de S. Paulo também traz que o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, se disse “muito satisfeito”, minimizando a pouca concorrência. Ele comemorou que a espanhola Aena “deu lance com ágio de 231%”.

De acordo com Sampaio, o Brasil “é um destino seguro para o capital estrangeiro”. Já o presidente da Anac, Julio Noman, afirmou que o país tem “o maior programa de concessão de aeroportos do mundo, com a modelagem mais sofisticada”.

Comércio eletrônico
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo)
 contam que os valores médios gastos por cada consumidor com compras no e-commerce no Dia dos Pais deste ano tiveram aumento geral de 8% em relação à média dos anos anteriores (de 2019 a 2021), segundo levantamento da Rakuten Advertising. As categorias de Beleza e Cuidados Pessoais e Eletrônicos foram as mais procuradas pelo consumidor, e registraram alta no tíquete médio de 24% e 30%, respectivamente.

Mercado Livre
Valor Econômico e O Estado de S. Paulo
 relatam que o Mercado Livre lançou a sua própria criptomoeda, a Mercado Coin, que funcionará como uma espécie de cashback para engajar a comunidade de usuários e fortalecer seu programa de fidelidade. A criação de criptomoedas próprias é um movimento que analistas veem como futuro para o varejo.

O lançamento acontece para 500 mil pessoas e vai, até o fim de agosto, ser expandido para toda base de 80 milhões de clientes do “marketplace” no Brasil. A moeda não expira e será usada apenas para as compras, não havendo mudanças no pagamento feito pela plataforma aos vendedores.

BC
Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico 
informam que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que não aceitaria ser mantido no comando da autarquia após 2024, quando termina o seu primeiro mandato. “Acho que a recondução não é saudável, ela cria uma fragilidade no meio do mandato porque vai ter um presidente do Banco Central que vai estar interessado em ser reconduzido e fica exposto, naquele momento, à vontade do Executivo”. Campos Neto, que ocupa o cargo desde 2019, diz ter sido contra a possibilidade de recondução quando foi desenhada a lei de autonomia do BC, em vigor desde 2021.

Empresários
O Estado de S. Paulo, O Globo 
e demais jornais noticiam que empresários que mantêm um grupo de WhatsApp chamado “Empresários e Política” se tornaram alvo de pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal após a divulgação de conversas trocadas no aplicativo em que há a defesa de um golpe de Estado caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) não seja reeleito em outubro.

Pesquisas 
Manchetes na Folha de S. Paulo e O Globo destacam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada ontem. Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) soma 32%. O resultado mostra que Bolsonaro diminui a distância em relação a Lula: a diferença passou de 18 para 15 pontos.

Bolsonaro
Imprensa registra com destaque que o presidente Jair Bolsonaro foi abordado por um youtuber na saída do Palácio da Alvorada. Em vídeo que viralizou, Wilker Leão provoca, chamando-o de ‘tchutchuca do Centrão’, ‘safado’ e ‘vagabundo’. Ao se aproximar, Bolsonaro agarra o rapaz pelo braço e a camisa. Wilker foi afastado por seguranças, mas após a confusão, os dois conversaram brevemente.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,17. Euro caiu 0,76%, chegando a R$ 5,22. A Bovespa operou com 113.812 pontos, alta de 0,09%. Risco Brasil em 296 pontos. Dow Jones subiu 0,06% e Nasdaq teve alta de 0,21%.

Valor Econômico
Aeroportos atraem R$ 2,72 bi e ágio por Congonhas é de 231%

O Estado de S. Paulo
Concessão de aeroportos rende R$ 2,7 bi; Congonhas tem ágio de 231%

Folha de S.Paulo
Bolsonaro reduz vantagem de Lula

O Globo
Lula tem 47%, e Bolsonaro, 32%, diz pesquisa do Datafolha

Correio Braziliense
Ibaneis foge do debate sobre o futuro da capital

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