Monitor – 5 de agosto de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
05/08/22 | nº 712 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Manchete do Valor Econômico afirma que o aumento dos limites do crédito consignado ainda está sob análise dos bancos, mas prevalece entre eles um tom de cautela com a medida num momento delicado para a economia. Com a criação do cartão de benefício consignado, a margem total consignável pode chegar a 45% no caso de aposentados e pensionistas, ou seja, comprometendo quase metade da renda do tomador.

Algumas instituições demonstram receio com esse aumento do limite, e devem colocar o novo cartão na prateleira de produtos, mas sem oferecê-lo ativamente aos clientes. Já a possibilidade de oferecer crédito consignado atrelado a benefícios sociais é rechaçada pela maioria dos bancos privados. Assim, a modalidade tende a ser operada só pelos públicos quando a regulamentação do Ministério da Cidadania for publicada.

Em análise complementar, o Valor Econômico afirma que a medida joga mais lenha nas caldeiras da reeleição em um momento de recorde de endividamento da população brasileira, com sinais de inadimplência em alta. Texto traz dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC que mostram que a proporção de famílias com dívidas a vencer era de 77,3% de junho, 7,6 pontos percentuais acima de igual mês do ano passado.

Correio Braziliense traz a cobertura do seminário Correio Talks, que discutiu “A nova fase do comércio e do turismo: mais empregos e mais renda”. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressaltou a importância de se avançar com as reformas administrativas e fiscais a fim de simplificar a melhorar o ambiente de negócios no país. E ressaltou que a CNC já entregou um documento com as sugestões do setor para os presidenciáveis Lula (PT), Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB), e que espera poder fazer o mesmo com todos os outros candidatos ao Planalto.

Consignado
Folha de S.Paulo 
informa que o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória elevando de 35% para 40% o máximo de crédito consignado permitido para servidores públicos. Proposta similar constava mas foi vetada da lei que autoriza esse tipo de crédito a beneficiários do Auxílio Brasil.

De acordo com o Palácio do Planalto, isso ocorreu porque o trecho tinha “termos imprecisos, que terminavam, por exemplo, por restringir as espécies de consignações permitidas, excluindo várias outras”. Portanto, para manter o tratamento isonômico entre os servidores federais e os demais trabalhadores, foi editada a MP.

O Estado de S. Paulo acrescenta que o empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil não terá limite de taxas de juros cobradas. Instituições financeiras já fazem pré-cadastros com taxas de até 86% ao ano. Os maiores bancos privados do País, porém, devem ficar de fora das ofertas. Itaú, Santander e C6 informaram que não vão oferecer o consignado.

O Bradesco afirmou que está avaliando, “mas, a princípio, não deve operar a linha”. O BB disse que “analisa a possibilidade”. A Caixa vai ofertar o crédito e “as taxas de juros serão informadas quando iniciarem as contratações”.

Diesel
Valor Econômico, Folha de S.Paulo 
e demais jornais ressaltam que a Petrobras vai cortar R$ 0,20 no preço de venda do diesel nas refinarias. O litro passa a custar R$ 5,41 (queda de 3,56%).

É o primeiro recuo no preço do produto desde que Caio Mário Paes de Andrade foi indicado pela União para presidir a estatal, após críticas do presidente Jair Bolsonaro à política de preços da companhia.

Pauta complementar no Valor acrescenta que o corte de R$ 0,20 no preço do diesel vendido pelas refinarias, anunciado hoje pela Petrobras, deve ter impacto desprezível para as projeções de inflação no mês e no ano, segundo economistas.

Nos cálculos da LCA Consultores, o reajuste representa um impacto total de -0,007 ponto porcentual sobre o IPCA de agosto. Uma explicação é que o diesel tem pouco peso no cálculo do índice.

Propostas
Manchete de O Estado de S. Paulo ressalta que um grupo de especialistas divulgará hoje documento intitulado “Contribuições para um governo democrático e progressista” com propostas para o próximo governo. O texto de 68 páginas abarca um leque amplo de sugestões, como a criação de um programa para ampliação temporária de despesas fora do teto de gastos e de uma nova rede de proteção aos mais vulneráveis, em substituição ao Auxílio Brasil.

O “Grupo dos Seis”, como vem sendo chamado, é formado pelos economistas Bernard Appy, Pérsio Arida, Francisco Gaetani e Marcelo Medeiros, pelo advogado Carlos Ari Sundfeld e pelo cientista político Sérgio Fausto.

Manifesto
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo 
relatam que o segundo manifesto a favor da democracia, que contará com a assinatura de entidades, representantes de setores empresariais e da sociedade civil e centrais sindicais, reforça o compromisso “com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto” e a independência entre os poderes. Apelidado de “carta dos empresários”, o documento é uma resposta das entidades às crescentes investidas do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao processo eleitoral e ao Estado Democrático de Direito.

O manifesto, que deve ser publicado nesta sexta (5), conseguiu unir parceiros improváveis, como a Fiesp, centrais sindicais, a Febraban, a Academia Brasileira de Ciências e a UNE.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, considera natural a entidade apoiar a democracia em manifesto. “Não existe liberalismo, economia de mercado ou propriedade privada sem democracia”, diz. O empresário afirma ainda que sem segurança jurídica – que depende de democracia e do Estado de Direito – valores tão caros ao setor industrial não se manteriam de pé.

Pirataria
Na Folha de S.Paulo, levantamento da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Fecomércio RJ e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro indica que práticas do mercado ilegal causaram prejuízo de R$ 336,8 bilhões ao Brasil em 2021.

O cálculo considera ações como contrabando, pirataria, concorrência desleal por fraude fiscal, sonegação de impostos e furto de serviços públicos.

Do montante, R$ 95 bilhões referem-se a tributos não recolhidos e que poderiam ser revertidos em bem estar para a sociedade, conforme a nota técnica.

Black Friday
Valor Econômico 
afirma que as vendas no Dia das Mães neste ano não foram das mais brilhantes. A próxima data festiva, Dia dos Pais, em 14 de agosto, também não está prometendo muito, segundo agências de publicidade ouvidas pelo Valor. A grande esperança está se deslocando para a Black Friday, quando varejo e indústria costumam anunciar promoções, na última semana de novembro.

Eleição
O Estado de S. Paulo
 expõe que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu formar o maior bloco partidário na disputa presidencial. Além do PT, Lula tem agora apoio de sete siglas. O presidente Jair Bolsonaro é candidato à reeleição em uma coligação com seu partido, o PL, e mais duas legendas. O veículo salienta que representatividade das legendas se traduz em tempo de propaganda na TV e acesso a recursos.

Bolsonaro
Valor Econômico 
registra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem que busca “impor via Forças Armadas” transparência nas eleições brasileiras pois há ministros do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) que “acreditam piamente nas pesquisas do Datafolha”. A líderes evangélicos, Bolsonaro também voltou a expressar preocupação com uma possível prisão caso não se reeleja.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,09%, cotado a R$ 5,22. Euro caiu 0,37%, chegando a R$ 5,34. A Bovespa operou com 105.892 pontos, alta de 2,4%. Risco Brasil em 300 pontos. Dow Jones caiu 0,26% e Nasdaq teve alta de 0,41%.

Valor Econômico
Consignado sobe em meio a endividamento recorde

O Estado de S. Paulo
Grupo de notáveis propõe licença limitada para gastar e nova proteção social

Folha de S.Paulo
Liberalismo exige democracia, afirma presidente da Fiesp

O Globo
Ceperj: escândalo atinge líder do governo do Rio

Correio Braziliense
Leila encara eleição ao GDF. Reguffe é dúvida na disputa

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