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Consignado
Folha de S.Paulo informa que o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória elevando de 35% para 40% o máximo de crédito consignado permitido para servidores públicos. Proposta similar constava mas foi vetada da lei que autoriza esse tipo de crédito a beneficiários do Auxílio Brasil.
De acordo com o Palácio do Planalto, isso ocorreu porque o trecho tinha “termos imprecisos, que terminavam, por exemplo, por restringir as espécies de consignações permitidas, excluindo várias outras”. Portanto, para manter o tratamento isonômico entre os servidores federais e os demais trabalhadores, foi editada a MP.
O Estado de S. Paulo acrescenta que o empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil não terá limite de taxas de juros cobradas. Instituições financeiras já fazem pré-cadastros com taxas de até 86% ao ano. Os maiores bancos privados do País, porém, devem ficar de fora das ofertas. Itaú, Santander e C6 informaram que não vão oferecer o consignado.
O Bradesco afirmou que está avaliando, “mas, a princípio, não deve operar a linha”. O BB disse que “analisa a possibilidade”. A Caixa vai ofertar o crédito e “as taxas de juros serão informadas quando iniciarem as contratações”.
Diesel
Valor Econômico, Folha de S.Paulo e demais jornais ressaltam que a Petrobras vai cortar R$ 0,20 no preço de venda do diesel nas refinarias. O litro passa a custar R$ 5,41 (queda de 3,56%).
É o primeiro recuo no preço do produto desde que Caio Mário Paes de Andrade foi indicado pela União para presidir a estatal, após críticas do presidente Jair Bolsonaro à política de preços da companhia.
Pauta complementar no Valor acrescenta que o corte de R$ 0,20 no preço do diesel vendido pelas refinarias, anunciado hoje pela Petrobras, deve ter impacto desprezível para as projeções de inflação no mês e no ano, segundo economistas.
Nos cálculos da LCA Consultores, o reajuste representa um impacto total de -0,007 ponto porcentual sobre o IPCA de agosto. Uma explicação é que o diesel tem pouco peso no cálculo do índice.
Propostas
Manchete de O Estado de S. Paulo ressalta que um grupo de especialistas divulgará hoje documento intitulado “Contribuições para um governo democrático e progressista” com propostas para o próximo governo. O texto de 68 páginas abarca um leque amplo de sugestões, como a criação de um programa para ampliação temporária de despesas fora do teto de gastos e de uma nova rede de proteção aos mais vulneráveis, em substituição ao Auxílio Brasil.
O “Grupo dos Seis”, como vem sendo chamado, é formado pelos economistas Bernard Appy, Pérsio Arida, Francisco Gaetani e Marcelo Medeiros, pelo advogado Carlos Ari Sundfeld e pelo cientista político Sérgio Fausto.
Manifesto
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo relatam que o segundo manifesto a favor da democracia, que contará com a assinatura de entidades, representantes de setores empresariais e da sociedade civil e centrais sindicais, reforça o compromisso “com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto” e a independência entre os poderes. Apelidado de “carta dos empresários”, o documento é uma resposta das entidades às crescentes investidas do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao processo eleitoral e ao Estado Democrático de Direito.
O manifesto, que deve ser publicado nesta sexta (5), conseguiu unir parceiros improváveis, como a Fiesp, centrais sindicais, a Febraban, a Academia Brasileira de Ciências e a UNE.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, considera natural a entidade apoiar a democracia em manifesto. “Não existe liberalismo, economia de mercado ou propriedade privada sem democracia”, diz. O empresário afirma ainda que sem segurança jurídica – que depende de democracia e do Estado de Direito – valores tão caros ao setor industrial não se manteriam de pé.
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