Monitor – 01 de agosto de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
30/07 a 01/08/22 | nº 708 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Valor Econômico O Globo trazem cobertura do seminário “E agora, Brasil?”, que discutiu os efeitos do cenário global na economia do Brasil. O evento tem patrocínio da CNC e suas federações.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, observa que o setor de comércio e serviços “é muito impactado” pela inflação e chama a atenção para a necessidade das reformas tributária e administrativa, “para promover um ambiente que estimule os investimentos”. “As medidas implementadas pelo governo, com o aval do Congresso Nacional, devem ser conduzidas com muita responsabilidade para que a economia não pague um alto preço no futuro”, defendeu.

Reportagem do Correio Braziliense afirma que a independência do Banco Central (BC) será testada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As apostas do mercado variam entre 0,50 e 0,75 ponto percentual de alta na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,25% ao ano, mas analistas avaliam que o mais aguardado da reunião será o comunicado do colegiado. Nele, o BC deverá dizer se vai interromper o processo de elevação da taxa ou seguir o fluxo de alta nos juros internacionais, promovido pelos bancos centrais com o objetivo de combater a inflação global, que não dá sinais de trégua.

Na avaliação do economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do BC e economista-chefe da CNC, na reunião desta semana, a autonomia do BC será, definitivamente, pois, além de elevar a Selic, o BC dificilmente conseguirá baixar os juros. “Vimos o BC parar, várias vezes, a alta dos juros durante a companha eleitoral. E quem é independente tem que provar e mostrar que tem ideias próprias. Por isso, agora, o BC deverá manter os juros elevados, mesmo prejudicando a reeleição de Bolsonaro”, destaca Gomes.

Desemprego
O noticiário de sábado repercutiu dados divulgados ontem pelo IBGE que mostram que a taxa de desemprego no país caiu para 9,3% no segundo trimestre, ante 11,1% nos três primeiros meses do ano.

A retração foi puxada pelo cenário de reabertura de atividades e estímulos à economia. Analistas projetam que a taxa de desemprego tende a seguir em baixa no começo do segundo semestre.

Contas públicas
Manchete em O Estado de S. Paulo traz que o próximo presidente receberá o caixa mais vazio em pelo menos R$ 178,2 bilhões como efeito em 2023 das medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e pelo Congresso.

A perda de recursos sobe para R$ 281,4 bilhões com a redução do caixa dos governadores e dos prefeitos com a desoneração permanente do ICMS e do IPI. Com possível reajuste de servidores federais, o valor pode chegar a R$ 306,4 bilhões.

Selic
Levantamento do Valor Econômico com 120 analistas mostra que a maioria do mercado espera o fim do ciclo de alta da Selic na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom). De 120 instituições, 65 acreditam que a taxa subirá 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano, parando aí. Mas uma fatia expressiva considera que os juros continuarão a aumentar: 32 veem a Selic em 14% em dezembro, enquanto 17 estimam 14,25%.

IPI
O Estado de S. Paulo 
(31/07) informou que o governo oficializou a redução de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na cobrança de produtos fabricados fora da Zona Franca de Manaus.

A diminuição do imposto deve afetar 4 mil produtos. O decreto publicado pelo governo traz ainda a redução adicional do IPI incidente sobre automóveis, de 18% para 24,75%.

Consumo
Folha de S.Paulo 
informa que com a redução das medidas de distanciamento, o perfil de consumo passou por transformações, ajudando a frear a boa performance dos segmentos que bombaram durante a quarentena, como produtos para casa, eletrodomésticos e insumos para reformas. Mas a mudança de hábitos não é a única explicação. Em tempos de inflação alta e perda de poder aquisitivo, o consumidor também precisou reconsiderar os produtos que cabem no bolso.

Já do lado dos fabricantes, a elevada taxa de juros, o dólar caro e o cenário internacional encareceram a produção —formando uma conjuntura econômica desfavorável aos negócios.

Gasolina
Folha de S.Paulo 
(30/07) registrou que o preço médio da gasolina caiu mais 2,5% nos postos esta semana. O valor médio chegou a R$ 5,74 por litro, o menor desde fevereiro de 2021, em dados corrigidos pela inflação.

“A queda reflete cortes de impostos no fim de junho e os dois cortes no preço de refinaria promovidos pela Petrobras em julho”, anotou o jornal.

De acordo com a pesquisa de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo), a queda acumulada no preço da gasolina desde os cortes de impostos chegou a R$ 1,65 por litro.

Diesel
Folha de S.Paulo 
(30/07) relatou que o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, disse ontem que o preço do diesel não deve cair até o fim do ano. A projeção foi feita levando em conta o cenário de problemas na oferta e a proximidade com o inverno no hemisfério Norte.

ICMS
Principais jornais relatam que o ministro Alexandre de Moraes (STF) autorizou os governos de São Paulo e Piauí a compensar perdas do ICMS da gasolina, energia elétrica e comunicações por meio de descontos nas parcelas das dívidas dos estados com a União.

As decisões liminares acompanham autorizações semelhantes já concedidas ao Maranhão e Alagoas, que alegam perdas de arrecadação com a sanção da lei que fixa teto de 17% ou 18% para as alíquotas de ICMS.

Bares e restaurantes
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) relata que o valor médio gasto pelos paulistanos em refeições fora do lar subiu 19% nos últimos três anos, segundo levantamento da marca de benefícios de refeição e alimentação Ticket.
Comer fora custava cerca de R$ 36 em média na cidade de São Paulo em 2019, mas subiu para R$ 43 em 2022.

Pós-pandemia
Na Folha de S.Paulo, setores impulsionados pela pandemia, como produtos para casa, eletrodomésticos e insumos para reformas, passam por espécie de ressaca pós-pandêmica.

Após redução das medidas de isolamento, o perfil de consumo passou por transformações, freando a boa performance desses segmentos, também impactada pela inflação alta e perda de poder aquisitivo.

Além disso, do lado dos fabricantes, estão a elevada taxa de juros, o dólar caro e o cenário internacional como fatores que encareceram a produção e formaram uma conjuntura econômica desfavorável aos negócios.

Varejo
Manchete do Valor Econômico conta que o varejo brasileiro passa por uma transformação rápida e silenciosa de suas lojas. Nunca houve tantas trocas de estabelecimentos de uma marca para outra. Consumidores devem começar a perceber que as fachadas de supermercados e hipermercados, além de toda a estrutura interna, mudarão em poucos dias ou semanas. Num cenário em que o aumento nos custos de construção chega a dobrar o valor da obra de uma loja nova, converter pontos antigos ficou mais seguro e barato, além de haver a necessidade de melhorar com rapidez o retorno sobre o investimento.

Comércio eletrônico
Reportagem de O Estado de S. Paulo relata que um em cada quatro produtos vendidos no e-commerce brasileiro sai de um centro de distribuição da cidade de Extrema, em Minas Gerais. Nos últimos anos, o município se transformou em expoente para o setor logístico e atraiu centenas de empresas. Por trás desse poder de atração está a combinação de posição geográfica – a meros 100 km da capital paulista, principal polo econômico do País – com tributo estadual mais favorável: a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) é pelo menos 50% inferior à de São Paulo para vendas interestaduais.

Texto ressalta que, no período de pandemia, o e-commerce no Brasil deu salto, o que fez as empresas investirem nos seus centros de distribuição em Extrema.

Manifesto
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 30/07) registrou que a Fecomercio SP e a ProGenéricos (fabricantes de medicamentos genéricos) decidiram aderir ao manifesto em defesa da democracia. “Como representante de alguns dos setores empresariais mais importantes para a economia do país, a entidade entende que os preceitos democráticos são inegociáveis, tais como o Estado democrático de Direito e a lisura do processo eleitoral”, afirma a FecomercioSP em nota.
A ANR (associação de restaurantes, que abrange redes como McDonald’s, Burger King e Giraffas), tem reunião da diretoria nesta sexta (29), quando pretende tratar do assunto.

União Brasil
Principais jornais registram que o União Brasil não lançará o presidente do partido, Luciano Bivar, como candidato ao Palácio do Planalto. A decisão, anunciada durante a convenção do União Brasil em Pernambuco, ocorreu após o parlamentar sugerir que a legenda poderia apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que não deve ocorrer. Bivar tentará a reeleição a deputado federal por seu estado.

Urna eletrônica
Folha de S.Paulo 
(31/07) expôs que números do Datafolha mostram que a confiança dos brasileiros nas urnas eletrônicas avançou mesmo com os ataques de Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a pesquisa, 47% da população diz confiar muito no sistema eletrônico de votação, enquanto 32% afirmam confiar um pouco. O texto citou os manifestos articulados pela democracia. Um dos movimentos é de entidades empresariais e associações e conta com o apoio da Fiesp.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,17. Euro subiu 0,55%, chegando a R$ 5,28. A Bovespa operou com 103.164 pontos, alta de 0,55%. Risco Brasil em 305 pontos. Dow Jones subiu 0,97% e Nasdaq teve alta de 1,88%.

Valor Econômico
Troca de lojas no varejo movimenta até R$ 5,35 bi

O Estado de S. Paulo
Medidas eleitorais vão tirar R$ 281 bi de governos em 2023

Folha de S.Paulo
Metade parou de falar de política para evitar brigas

O Globo
Valor do aluguel sobe quase o dobro da inflação no ano

Correio Braziliense
Ibaneis sela acordo com o casal Arruda para tentar reeleição

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