Monitor – 15 de julho de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
15/07/22 | nº 697 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Mídia online (InfoMoney e iG) repercute a projeção da CNC que indica que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios, que cria programas sociais e amplia benefícios já existentes deve injetar R$ 16,3 bilhões no varejo.

PIB
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo
 relatam que as medidas do governo de combate à inflação e estímulo à atividade econômica a poucos meses das eleições têm provocado uma onda de otimismo para o segundo semestre, com revisão para cima das projeções de crescimento do PIB e para baixo da inflação neste ano. No entanto, paralelamente à melhora prevista para 2022, ocorre uma piora das estimativas para 2023.

Na visão de analistas, é como se o governo Bolsonaro estivesse antecipando o crescimento previsto para o ano que vem, deixando uma herança maldita para quem assumir o país em 1º de janeiro. Essa dinâmica aparece inclusive nas projeções do próprio Ministério da Economia, que revisou para baixo a projeção de inflação neste ano, de 7,9% para 7,2%, e elevou a estimativa do crescimento do PIB, de 1,5% para 2%. Ao mesmo tempo, para 2023, a projeção para a inflação subiu de 3,6% para 4,5%, enquanto a do PIB foi mantida em 2,5%.

ICMS
Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico 
comunicam que o Congresso derrubou ontem vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei que limita impostos sobre combustíveis, e restabeleceu dispositivos que preveem compensação aos estados pela perda de arrecadação.

A reportagem ressalta que não houve acordo referente ao veto sobre o dispositivo que buscava garantir a recomposição de verbas para saúde e educação, em caso de prejuízo a essas áreas devido à perda de arrecadação.

Varejo e serviços
Valor Econômico 
registra que os setores do varejo e de serviços registraram queda em junho, ante maio, de acordo com os índices Getnet (IGet), desenvolvidos pelo Santander com a GetNet. Os indicadores acompanham mensalmente as receitas de uma amostra de estabelecimentos que utilizam, recorrentemente, a maquininha da marca como meio de pagamento.

Para o varejo, o resultado de junho apontou queda de 2,1% do IGet ampliado (inclui veículos e material de construção), após contração de 2,9% em maio. O IGet restrito, por sua vez, recuou 4,9% em junho, vindo de retração de 2,9% em maio. Os dados do IBGE para as vendas do varejo de maio foram divulgados nesta semana e indicaram alta de 0,1% no restrito e de 0,2% no ampliado.

Já o IGet Serviços recuou 1,6% em junho, após queda de 0,8% em maio. Segundo o Santander, o resultado decorre, principalmente, do subsegmento de alojamento e alimentação (-1,3%), mas “outros serviços” também contribuiu negativamente (-3,7%).

Supermercados 
Reportagem do Valor Econômico conta que os supermercados viram uma desaceleração no crescimento das vendas nos últimos meses. De acordo com dados da Abras, associação nacional do setor, houve aumento de 2,02% no acumulado de janeiro a maio. Em março, a alta acumulada era de 2,50% e em março, 2,59% (ver gráfico).

Para os próximos meses, a expectativa do setor é que a “PEC das Bondades”, que concede benefícios como o Auxílio Brasil a menos de três meses das eleições, ajude a acelerar as vendas do setor. Hoje, a expectativa dos técnicos da Abras é de que as vendas em 2022 sejam 2,8% maiores do que em 2021.

PEC
A promulgação da PEC que autoriza o governo a utilizar R$ 41 bilhões na concessão de benefícios durante o período eleitoral é destaque nos principais jornais. Manchete em O Globo ressalta que o presidente Jair Bolsonaro acompanhou a cerimônia de promulgação da proposta ao lado dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, e fez discurso eleitoral.

Em O Estado de S. Paulo, técnicos da Consultoria de Orçamento da Câmara afirmam que a PEC “Kamikaze” cria um estado de emergência desproporcional e excessivo, por se basear na variação de preços dos combustíveis, e eleva o risco fiscal do governo.

A previsão consta de relatório elaborado a pedido da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). “Abre-se mão de praticamente todo mecanismo de defesa fiscal de forma desproporcional à situação que se vislumbra”, aponta o documento.

O Estado de S. Paulo também revela que o ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou ontem os críticos da PEC de “politicamente enviesados” e tentou tranquilizar os investidores, ao dizer que não haverá desequilíbrio fiscal com o aumento dos gastos.

Guedes rechaçou em pronunciamento virtual a avaliação de que as medidas representam populismo fiscal ou têm caráter eleitoreiro, e afirmou que os críticos fazem “politização da tragédia”. “O fiscal está forte”, garantiu.

Rachadinha
Manchete na Folha de S.Paulo destaca que a Receita Federal impôs sigilo de cem anos ao processo que apura a ação do órgão para investigar uma tese da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que anularia a origem do caso das “rachadinhas” no gabinete do primogênito do presidente. A ação agora sob sigilo descreve como a Receita mobilizou, por quatro meses, cinco servidores para tentarem corroborar a tese de defesa de que os dados fiscais do senador foram acessados de forma ilegal e repassados ao Coaf, órgão federal de inteligência financeira.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,51%, cotado a R$ 5,43. Euro subiu 0,12%, chegando a R$ 5,44. A Bovespa operou com 96.120 pontos, queda de 1,8%. Risco Brasil em 379 pontos. Dow Jones caiu 0,46% e Nasdaq teve alta de 0,03%.

Valor Econômico
Busca por proteção cambial avança, apesar de custo alto

O Estado de S. Paulo
Novo adicional pode engordar salários no MP em até R$ 11 mil

Folha de S.Paulo
Receita impõe 100 anos de sigilo a ação pró-Flávio Bolsonaro

O Globo
Com Bolsonaro em tom de campanha, Congresso promulga a PEC Eleitoral

Correio Braziliense
Briga pelo GDF embola a um mês do prazo final das chapas

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