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Dívida local
Valor Econômico afirma que o aumento da Selic tem impacto nos custos de todas as companhias. Como a oferta de recursos ainda é abundante, as empresas mais expostas ao ciclo econômico – como as de construção e varejo – e as de menor porte são as que mais tendem a sofrer. Estudo da gestora JGP mostra que a despesa com juros das empresas que compõem o Idex-CDI subiu 62% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado.
Para fazer o cálculo, a asset levou em consideração uma Selic média de 2,13% no primeiro trimestre do ano passado e de 10,44% nos primeiros três meses do ano. Alexandre Muller, sócio da JGP, afirma que esse custo vai ser ainda maior, uma vez que a Selic média no segundo trimestre deve ficar em 12,43% ao ano.
Comida
Folha de S.Paulo revela que, de acordo com pesquisa Datafolha feita na última semana, para 26% dos entrevistados, a comida disponível nos últimos meses era abaixo do suficiente, enquanto 62% julgaram ser suficiente e apenas 12% diziam acreditar ser mais do que o suficiente. O percentual dos que não têm o bastante para colocar no prato mantêm-se no mesmo patamar desde maio, oscilando dentro da margem de erro.
A persistência do dado contrasta com a desaceleração da inflação. A alta de preços medida pelo IPCA-15 subiu 0,69% em junho, sendo que o grupo alimentação e bebidas subiu 0,25%, após alta de 1,52% em maio. Em 12 meses, o acumulado é de 13,84%.
Auxílio Brasil
O Estado de S. Paulo expõe que os dividendos do BNDES e da Petrobras e a venda de ações da Eletrobras contribuirão, pelas contas do governo, com cerca de R$ 54 bilhões para bancar o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600), a bolsa-caminhoneiro de R$ 1 mil, o reforço no vale-gás e a gratuidade do transporte público a idosos. Equipe econômica tenta garantir que o custo extra seja financiado com receitas adicionais.
Inflação
Valor Econômico e O Estado de S. Paulo reportam que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse ontem acreditar que “o pior momento da inflação já passou”. Ele ponderou que o Brasil ainda tem fatores de aceleração da inflação, como o componente fiscal. Campos Neto comentou que a inflação se situa na média dos últimos 20 anos em relação aos países desenvolvidos.
Petrobras
O Estado de S. Paulo destaca que o conselho de administração da Petrobras aprovou ontem a indicação de Caio Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia, para a presidência da estatal.
Indicado pela União, o executivo será o quinto a ocupar a vaga no governo Bolsonaro, se levado em conta o interino Fernando Borges. Na reunião, ele foi eleito ainda membro do colegiado, uma pré-condição para assumir o comando da companhia. Segundo fontes, Andrade já deve tomar posse hoje. Demais publicações também repercutem.
Manchete na Folha de S.Paulo acrescenta que Jair Bolsonaro (PL) espera que o novo presidente da Petrobras busque evitar reajuste nos preços dos combustíveis antes das eleições. Segundo aliados de Paes de Andrade, ele deve falar que a estatal precisa focar a parte social da pauta ESG (sigla em inglês para meio ambiente, sustentabilidade e governança).
Integrantes do conselho afirmam que não veem sentido no argumento social e alertam que segurar reajustes eleva o risco de desabastecimento de óleo diesel. Para respaldar Paes de Andrade, o governo também teria de aprovar dentro da empresa diretores mais alinhados a ele. O Globo e Valor Econômico avançam em frente semelhante.
Em frente complementar, Valor Econômico adianta que uma das primeiras preocupações de Caio Paes de Andrade é a de se inteirar sobre a verba de publicidade da estatal. De acordo com o jornal, a atitude revela estratégia de “comer pelas beiradas” até que o franco acesso ao coração da empresa, a política de preços, seja possível. Para mudá-la, Paes de Andrade terá que esperar a mudança na diretoria e a composição completa do conselho de administração, que aguarda a assembleia de acionistas.
ICMS
O Estado de S. Paulo e O Globo informam que os governos de São Paulo e de Goiás anunciaram a redução da alíquota do ICMS sobre combustíveis. Em São Paulo, o tributo caiu de 25% para 18% e vale apenas para a gasolina. A expectativa do governador Rodrigo Garcia (PSDB) é de queda de R$ 0,48 no preço do litro. Goiás estendeu o corte da alíquota para 17% também para outros combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. A projeção é de que o litro da gasolina fique R$ 0,85 mais barato e do etanol, R$ 0,38. O ICMS é ponto de atrito entre governadores e Bolsonaro. Os Estados sustentam que a medida tira recursos de programas em diversas áreas. Os secretários de Fazenda discutirão o tema hoje com o ministro Gilmar Mendes, do STF.
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