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Petrobras
Manchetes dos principais jornais destacam que a forte pressão política do Planalto e do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), fez com que José Mauro Coelho deixasse a presidência da Petrobras.
A renúncia abriu caminho para que o governo tente acelerar a confirmação do secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, no cargo. Até lá, o atual diretor de Exploração e Produção, Fernando Borges, comandará a empresa.
O Globo e O Estado de S. Paulo acrescentam que a troca no comando da Petrobras abriu caminho para o surgimento de uma série de propostas no Congresso que aumentam a ingerência do governo sobre estatais, aumentam a taxação do setor de óleo e gás e ampliam o volume de recursos fora do teto de gastos para frear o preço dos combustíveis nas bombas.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu que o Ministério da Economia e o governo atuem para mudar as regras que regem as estatais. Após reunião com líderes de partidos e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Lira disse que as empresas com controle do governo viraram “seres autônomos”.
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse ao Valor Econômico ser contrário a mudanças na política de preços da Petrobras. Defendeu, porém, que a estatal implemente “mecanismos de transição” para atravessar o momento em que os preços estão sendo impulsionados pela guerra na Ucrânia. Para ele, falta “transparência na questão dos preços” da estatal.
Folha de S.Paulo destaca que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu nesta segunda-feira um processo administrativo para investigar a divulgação de notícias sobre a Petrobras, que confirmou a renúncia de seu presidente, José Mauro Coelho.
A investigação aberta pela CVM tem como alvo a divulgação da troca no comando da Petrobras. O processo avaliará se a comunicação ao mercado seguiu as regras estabelecidas para companhias abertas. Valor Econômico também repercute.
Em paralelo, O Globo aborda que as oscilações atípicas das ações da Petrobras desde o início deste mês estão sendo investigadas pela CVM. Além disso, ontem a estatal informou ter recebido questionamentos da B3, a Bolsa brasileira, sobre a mesma questão.
Com as mudanças no comando da empresa e os rumores sobre novos reajustes, a movimentação das ações ordinárias (ON, com direito a voto) aumentou 115% entre os dias 6 e 17, enquanto a dos papéis preferenciais (PN, sem voto) saltou 231%. Segundo a B3, trata-se de um procedimento padrão para qualquer empresa listada. A Bolsa ressaltou que não investiga as companhias, apenas pede esclarecimentos.
Valor Econômico assinala que, apesar de novas pressões sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a respeito da política de preços da Petrobras, a autarquia mantém a postura de que não cabe a ela impor redução.
Segundo fontes, inquéritos que tramitam sobre supostos abusos da Petrobras no mercado de combustíveis não vão impor uma redução de preço por parte do Cade. Mas não está descartado que as decisões possam levar a companhia a optar pela mudança da política de preços.
Folha de S.Paulo traz que o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender a instauração de uma CPI para investigar eventuais abusos da atual gestão da Petrobras, mesmo após a ideia ter perdido força entre parte dos aliados do governo com a renúncia de José Mauro Coelho. Pouco antes da fala do chefe do Executivo, o presidente da Câmara, afirmou após uma reunião com lideranças partidárias que o líder do PL, partido de Bolsonaro, está recolhendo assinaturas para tentar instalar a apuração parlamentar.
ICMS
Valor Econômico informa que, mesmo com a sanção do PLP 18, que prevê teto de 17% ou 18% para a cobrança do ICMS pelos estados, deve continuar em vigor após liminar concedida pelo ministro André Mendonça (STF).
As duas normas deverão ser aplicadas em conjunto a partir de 1º de julho. Com isso, governadores deverão obedecer à limitação aprovada pelo Congresso e, ao mesmo tempo, praticar a alíquota única determinada por Mendonça.
Inadimplência recorde
Valor Econômico informa que o indicador de inadimplência da Serasa Experian revelou que em abril o Brasil alcançou o número recorde de consumidores com o nome no vermelho (66.132.670), a maior quantidade da série histórica iniciada em 2016. A soma das dívidas chegou a R$ 271,6 bilhões. Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, o aumento da inadimplência no decorrer de 2022 era esperado.
Com relação ao perfil das dívidas, o segmento de “bancos e cartões” é responsável por 28,1% dos débitos em atraso, enquanto contas básicas como água, luz e gás representam 22,9%. Na sequência aparecem varejo (12,5%), financeiras (12,4%), serviços (10,4%), telefonia (7,3%), securitizadoras (2,1%) e outros (4,3%).
Pix
Valor Econômico relata que mais de 70% dos brasileiros sabem que é possível ajustar os limites máximos de valores transacionados por Pix. Mas quase metade (47%) ainda não configurou novos valores para suas transferências, segundo pesquisa C6 Bank /Ipec, que ouviu 2 mil pessoas das classes A, B e C com acesso à internet. De acordo com a pesquisa, 36% já definiram novos valores para transferências com Pix, 6% fizeram o ajuste para apenas um dos bancos que usam e 12% disseram não se lembrar. A definição de novos limites pode ser feita pelo cliente no aplicativo do banco.
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