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Principais jornais relatam que, em um cenário de derrubada de restrições e reabertura da economia, o PIB cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022, frente aos três meses imediatamente anteriores. A alta foi puxada pela volta dos serviços, o principal setor pela ótica da oferta no PIB. O segmento, que havia sido abalado pelas medidas restritivas para conter a Covid-19, também subiu 1% em relação ao final de 2021. O avanço modesto mantém no radar preocupações com o cenário econômico nos próximos meses. Analistas enxergam uma possível perda de fôlego da atividade ao longo do segundo semestre de 2022.
Imprensa ressalta que a divulgação do PIB brasileiro acionou uma série de revisões de alta nos prognósticos para a atividade por parte dos bancos, que seguem vendo ritmo mais fraco no segundo semestre, mas agora talvez na forma de uma desaceleração mais gradual. Entre elas estão instituições como BNP Paribas (-0,5% para 1,5%), JPMorgan (1,0% para 1,2%), Citi (0,7% para 1,4%), Santander Brasil (0,7% para 1,2%) e MB Associados (0,5% para 1,1%).
O IBGE também revisou para cima os dados do PIB do quarto trimestre de 2021 (de 0,5% para 0,7%), o que ajudou a formar um quadro mais forte para a atividade econômica.
Em O Estado de S. Paulo, Guilherme Mercês, da CNC, comenta que o efeito dos juros poderá ser reforçado pelo excesso de endividamento. Sondagens da entidade mostram que oito em cada dez famílias têm dívidas a vencer – o maior nível em 12 anos.
Mídia online (CNN Brasil Online e Valor Online) repercute que, segundo Fabio Bentes, economista da CNC, a inflação mais baixa registrada no setor de serviços foi um dos motivos para o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2022. O especialista ressalta que, neste período, os preços registrados pelo segmento de serviços subiram menos do que os de outras áreas que geram bens, como agropecuária e indústria.
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