Monitor – 2 de junho de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
02/06/22 | nº 667 | ANO IV |  www.cnc.org.br

O Globo e Valor Econômico trazem a cobertura completa do seminário “E agora, Brasil?”, promovido pelos jornais, com patrocínio da CNC e suas federações. Com o tema “Que inflação é essa?”, o evento teve como debatedores Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, e Arminio Fraga, ex-presidente do BC e sócio-fundador da Gávea Investimentos.

José Roberto Tadros, presidente da CNC, diz que o tema demanda confiança na ação das autoridades: “No passado, a inflação trouxe muitas dificuldades para o país e o povo brasileiro. O cenário atual preocupa, mas precisamos ter confiança no resultado dos esforços que as autoridades econômicas estão fazendo para afastar esse perigo que desestabiliza a economia e prejudica empresários e consumidores”.

Valor Econômico também publica a coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC. Principal pauta aborda debate entre presidentes e representantes das Federações do Comércio sobre cidades inteligentes, durante o Smart City Business Brazil Congress 2022.

Conteúdo também relata mobilização do Sesc em apoio aos atingidos pelas chuvas em municípios de Pernambuco e registra que a 16ª Feira de Oportunidades Senac-RS tem como objetivo qualificar mais de 100 mil pessoas.

Em outro conteúdo publicitário, publicado em O Globo, a CNC propõe ações para enfrentar a inflação. Ao longo do texto, a Confederação sugere estratégias e novas tecnologias para empresas passarem pelo atual momento econômico de elevação dos preços e dos juros. ” A equipe econômica do governo precisa ter muita sensibilidade neste momento. Embora o quadro atual esteja longe de se revelar confortável para a formação de preços, principalmente no varejo, as pressões advindas do atacado sugerem perda de força nos reajustes ao longo dos últimos meses, na medida em que a inflação no setor chegou a superar os 35% em maio de 2021″, observa o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

ICMS 1
Manchete de O Globo destaca que mudança na cobrança do ICMS dos combustíveis e da energia elétrica pode tirar de R$ 19 bilhões a R$ 21 bilhões dos orçamentos estaduais e municipais de educação.

As estimativas foram levantadas pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

O ICMS corresponde a cerca de 60% dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que sofreria uma perda, segundo o Todos pela Educação, de 8%.

ICMS 2
Folha de S.Paulo e Valor Econômico
 assinalam que secretários estaduais de Fazenda vão propor a criação de um fundo para compensar as perdas com a redução do ICMS sobre combustíveis e a energia elétrica.

O diário paulista detalha que o fundo, que pode chegar a R$ 35 bilhões, seria composto por dividendos da Petrobras, royalties do petróleo e participação especial sobre a produção da commodity.

Cesta básica
O Globo 
informa que a cesta básica de São Paulo subiu 6,38% em abril. Agora, quem ganha salário mínimo vai gastar praticamente toda a renda em itens de primeiríssima necessidade, que são os 39 produtos acompanhados pelo Procon-SP. Em dezembro do ano passado, a cesta custava R$ 1.088 e o salário mínimo era de R$ 1.100, sobravam R$ 12. Em abril, essa sobra caiu para R$ 2,29. O salário passou para R$ 1.212 e a cesta subiu para R$ 1.209,71.

É a primeira vez desde 2016, até onde retrocede a pesquisa do órgão de defesa do consumidor, que o salário mínimo só dá para comprar a cesta básica. Em abril de 2019, ainda sobravam R$ 259,15.

Combustíveis 1
Folha de S.Paulo e O Globo 
relatam que uma ala do governo defende um novo decreto de calamidade pública para conter a alta dos combustíveis. Com a medida, o governo teria mais segurança para abrir créditos extraordinários.

O objetivo é custear iniciativas para subsidiar os preços ou pagar auxílios a caminhoneiros, entregadores e motoristas de app.

Os defensores do instrumento utilizam como justificativa a Guerra da Ucrânia e suposto risco de desabastecimento de diesel.

Combustíveis 2
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo 
noticiam que a Câmara aprovou medida provisória que autoriza a venda direta de etanol de produtores, inclusive cooperativas, para postos de gasolina. A reportagem cita que o objetivo do governo é que ela ajude a conter a alta dos preços dos combustíveis.

Shoppings 
Manchete do Valor Econômico destaca que grandes e médios shopping centers do país estão trocando de mãos nos últimos meses, em um movimento muito mais relacionado com a necessidade de grupos reduzirem alavancagem, e pelo surgimento de compras de oportunidade nos últimos meses, do que pela atual retomada do setor. desde o terceiro trimestre de 2021, 15 empreendimentos foram vendidos ou estão em processo de negociação.

Com base nos valores anunciados pelas empresas nas transações e apurado com fontes próximas aos acordos, são pouco mais de R$ 3,5 bilhões em ativos mudando de dono (incluindo a dívida). Ao se descontar débitos em aberto, os valores giram em torno de R$ 2,9 bilhões, em transações a partir de outubro.

A maior negociação envolve a venda da participação da Aliansce Sonae em quatro negócios, em somas que podem variar de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão, diz uma fonte a par do tema. A soma considera a fatia da empresa nos ativos. A companhia deve se fundir com a BR Malls, e vem buscando, já previamente, compradores para negócios com maior risco concorrencial.

Ainda nessa lista de transações, a General Shopping vendeu, em abril, 49% do Outlet Premium Grande São Paulo, em Itaquaquecetuba (SP), um dos melhores ativos do grupo, por R$ 152,3 milhões. A operação surpreendeu o mercado e foi interpretada por gestores de fundos como busca de reforço de caixa.

Flávio
Manchete na Folha de S.Paulo destaca que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou à Justiça ter viabilizado parte do financiamento da mansão de R$ 6 milhões que comprovem com a renda de seu trabalho como advogado. Não há registro de processo em que o senador conste como advogado em Brasília nem no Rio de Janeiro, unidades federativas onde vale sua inscrição na OAB. Demais publicações também repercutem.

Lula
O Estado de S. Paulo
 mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resgatou a retórica do “nós contra eles” ao atacar o PSDB e afirmar que o partido “acabou”. Para petistas, a declaração abala a tentativa de aproximação para construir uma base de apoio político mais ampla no embate com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula chegou a recuar, mas o PSDB afirmou que o ex-presidente dissemina o ódio.

PSDB-MDB
O Estado de S. Paulo 
aponta que o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, informou ontem ao presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), que o senador Tasso Jereissati (CE) é o nome de “convergência” da legenda tucana para ser o vice em uma chapa presidencial encabeçada pela também senadora Simone Tebet (MDB-MS). Os líderes dos dois partidos avançaram nas discussões sobre uma aliança na eleição para o Palácio do Planalto.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 1,08%, cotado a R$ 4,80. Euro subiu 0,29%, chegando a R$ 5,11. A Bovespa operou com 111.359 pontos, alta de 0,01%. Risco Brasil em 302 pontos. Dow Jones caiu 0,54% e Nasdaq teve queda de 0,72%.

Valor Econômico
Shoppings mudam de donos por R$ 3,5 bilhões

O Estado de S. Paulo
Para baratear combustível, governo quer quebrar controle estatal sobre dutos

Folha de S.Paulo
Flávio atribui mansão a renda como advogado

O Globo
Educação básica pode perder até R$ 21 bilhões

Correio Braziliense
Em 10 minutos, fogo destrói pizzaria em Águas Claras

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