|
Inflação
Principais jornais repercutem que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,59% em maio, segundo o IBGE. O resultado indica desaceleração em relação a abril, quando houve avanço de 1,06%.
Imprensa ressalta que, mesmo assim, essa é a maior taxa para maio desde 2016, quando chegou a 0,86%. Em cinco meses, a inflação já atingiu 4,93%.
O veículo inclui previsão de analistas de que a inflação fique mais próxima de 9% em 2022, com um ciclo de alta dos juros mais duradouro.
ICMS
Principais jornais abordam acordo fechado por líderes da base para reduzir resistência de governadores ao projeto que busca limitar o ICMS sobre energia e combustíveis.
A iniciativa inclui gatilho que obrigue a União a compensar estados em caso de perda de arrecadação superior a 5%, com uma transição de seis meses.
O projeto de lei complementar, do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), é uma das apostas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tentar reduzir a tarifa de energia no país. Forte avalia que a aprovação reduziria a conta de luz em até 11%.
Diesel
Folha de S.Paulo informa que o ministro André Mendonça, do STF, deu 48 horas para que estados e Distrito Federal prestem informações na ação em que o governo tenta garantir a redução da cobrança do ICMS sobre o diesel.
O magistrado determinou que os estados forneçam informações acerca das alíquotas de ICMS sobre os combustíveis que foram cobradas nos últimos 60 meses, além dos valores arrecadados.
Petrobras
Manchete de O Globo repercute que a nomeação do quarto presidente da Petrobras no governo Bolsonaro pode parar na Justiça se o nome de Caio Paes de Andrade passar pelo crivo do Comitê de Pessoas e do Conselho de Administração da empresa.
Paes de Andrade não preenche os requisitos da Lei das Estatais, que exige dez anos de experiência na área de atuação da empresa. O governo estuda utilizar uma brecha que menciona “área conexa”, mas especialistas duvidam que o conselho ou órgãos de controle aceitem essa via. Um grupo de acionistas minoritários já se mobiliza para recorrer à Justiça caso o nome dele seja aprovado.
Em O Estado de S. Paulo, o especialista em governança Renato Chaves, ressalva que o Comitê de Elegibilidade é consultivo e que o conselho tem o poder de aprovar o nome do presidente mesmo que a análise do comitê seja negativa.
O Estado de S. Paulo também destaca que a orientação para o novo comando da Petrobras é trabalhar para segurar os reajustes de combustíveis e dar mais “previsibilidade” aos preços. O estatuto da petroleira poderá ser mudado para que a União não precise bancar eventuais prejuízos.
A reportagem aponta que um dos objetivos de Bolsonaro é reduzir a frequência dos aumentos. O governo não descarta suspender a paridade de preços com o mercado internacional em períodos de crise. Valor Econômico e Folha de S.Paulo também registram.
Valor Econômico avança que aumentou ainda mais a percepção de risco do mercado em relação ao uso político da Petrobras. Hoje, o conselho de administração da petroleira se reúne e o encontro pode ser determinante para definir por quanto tempo a política de preços da estatal se manterá blindada das investidas do presidente Jair Bolsonaro.
O jornal de economia detalha que investidores e especialistas em governança criticaram a nova tentativa de interferência do governo na estatal. “Não tem nada de liberalismo, é puro populismo”, disse o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Ex-presidentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ary Oswaldo Mattos Filho e Marcelo Trindade também criticaram a investida contra a governança da estatal.
|