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Combustíveis
Principais impressos destacam que a Petrobras anunciou um aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias. A alta era esperada pelo mercado, diante da escalada das cotações internacionais nas últimas semanas. Com isso, o valor médio do combustível nas refinarias passa de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro – o repasse aos consumidores depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos.
Manchete do Valor acrescenta que as atenções voltam-se agora para a gasolina. Importadores e bancos estimam que a defasagem no preço do combustível supera 20%. Fontes próximas da Petrobras discordam e dizem que não há perspectivas de reajuste no curto prazo.
Após o aumento de ontem, os cálculos são de que o diesel ainda teria uma diferença entre 6% (Abicom) e 12% (Stonex) em relação à média dos preços internacionais. Em nota, a Petrobras afirmou que “nesse momento, foi identificada a necessidade de reajuste apenas nos preços do diesel.”
ICMS
Valor Econômico comunica que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) avalia realizar uma reunião nesta quinta-feira (12) para discutir novamente possível redução na alíquota do ICMS sobre o diesel.
O encontro acontecerá a pedido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que vem pressionando para que os secretários de Fazenda dos estados revejam o cálculo utilizado para a aplicação do imposto.
Imposto de Renda
Jornais informam que o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu ontem uma reforma enxuta do Imposto de Renda com tributação dos super-ricos e redução dos tributos das empresas. Parte dessa proposta já está em negociação no Congresso, que articula para que a reforma do IR das empresas e a tributação dos dividendos voltem à pauta.
Importação
Folha e Valor adiantam que o governo planeja uma medida para zerar o imposto de importação de 11 produtos – incluindo o aço e bens que integram a cesta básica. A lista completa não foi divulgada. Além disso, será reduzida em 10% a Tarifa Externa Comum (TEC) vigente no Mercosul.
Inflação
Reportagem no Valor afirma que o desafio inflacionário tem ganhado contornos ainda mais árduos. O processo de desancoragem das expectativas de inflação de médio prazo não tem dado trégua, o que se nota tanto nas projeções dos economistas, quanto também na inflação embutida nos ativos financeiros. Algumas casas já veem o IPCA em 10% neste ano.
A consequência desse movimento é visível no mercado de juros, que tem sido pressionado ao refletir um cenário de taxas ainda mais altas e por um longo período.
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