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Salário mínimo
Manchete em O Globo destaca que Jair Bolsonaro será o primeiro mandatário desde o Plano Real, a deixar o salário mínimo valendo menos do que quando entrou.
O diário carioca cita cálculos da corretora Tullett Prebon Brasil, indicando que a perda será de 1,7%, se a inflação não acelerar mais do que o previsto pelo mercado no Boletim Focus, do Banco Central.
A reportagem detalha que o piso salarial cairá de R$ 1.213,84 para R$ 1.193,37 entre dezembro de 2018 e dezembro de 2022, descontada a inflação.
Inflação
Manchete em O Estado de S. Paulo assinala que a escalada da inflação no Brasil, que ultrapassou dois dígitos em setembro último, tem prejudicado o planejamento das empresas até mesmo no curto prazo.
Diante da falta de previsibilidade sobre custos de matéria-prima e frete, muitas empresas estão tendo de engavetar investimentos importantes para a melhoria do processo produtivo, mudar modelos de vendas e reajustar os preços mais vezes durante o ano.
Valor Econômico avança em frente semelhante.
Investidores
Folha de S.Paulo (08/05) expôs questões apontadas por investidores estrangeiros para não apostarem no Brasil no longo prazo. Entre as razões estão a queda do investimento em infraestrutura e o avanço dos indicadores de degradação ambiental na Amazônia. Os investidores que atuam na infraestrutura e concessões são os principais desinteressados no país.
Lei do Aprendiz
Folha de S.Paulo (07/05) expôs a articulação de deputados para barrar integralmente a flexibilização da lei do jovem aprendiz. As emendas apresentadas pelo relator da Comissão Especial do Estatuto do Aprendiz, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), visam excluir da medida provisória todos os artigos referentes ao tema. “As alterações propostas nessa MP são muito ruins. Elas desvirtuam o papel da aprendizagem no Brasil de uma forma muito séria”, criticou Bertaiolli.
Já O Estado de S. Paulo (07/05) relatou que entidades ligadas à aprendizagem de jovem estão mobilizando parlamentares para suprimirem da medida provisória os artigos que alteram o Programa Jovem Aprendiz.
De acordo com a superintendente nacional de Operações e Atendimento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Mônica Castro, a entidade já está sendo procurada por empresas para cancelar vagas com base na MP desta semana.
Frete 1
O Estado de S. Paulo (08/05) informou que o governo federal estuda mudar as regras de compensação do preço dos combustíveis em contratos de afretamento de transporte rodoviário.
O modelo é defendido pelo ministro-chefe da Casa Civil e foi discutido em reunião com o Ministério de Minas e Energia. A intenção do governo é aproximar o modelo brasileiro do americano, garantindo o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final.
Frete 2
O Estado de S. Paulo ainda mostra que a alta inflacionária tem atrapalhado o planejamento da entrega dos produtos até os clientes. Com a alta do preço do frete, algumas empresas têm optado por não arcar com esse custo, já que o preço combinado na compra pode não ser o mesmo na data da entrega. Além disso, a carestia também se reflete na pressão dos empregados por salários maiores.
Combustíveis 1
Em reportagem especial, Valor Econômico situa que o reajuste no preço do diesel pela Petrobras nas refinarias é iminente. O produto tinha, na sexta-feira, defasagem de cerca de 20% em relação às cotações no mercado global. Uma recomposição parcial, em relação à paridade internacional, é importante, neste momento, não só para a Petrobras mas também para outros agentes do mercado, caso de refinarias privadas e importadores.
Segundo o jornal, a medida pode facilitar a compra do produto no exterior por empresas de menor porte, reduzindo o risco de desabastecimento, hipótese que tem sido negada pela companhia e pelo governo.
Ainda de acordo com o veículo, não houve consenso na reunião de sexta no conselho da Petrobras para produzir uma declaração. A resposta deve vir, portanto, na forma de reajuste do diesel pela companhia em percentual que cobriria boa parte da defasagem atual.
Em entrevista ao Valor, Décio Oddone, ex-diretor-geral da ANP, afirma que a Petrobras, como agente dominante no mercado, tem que seguir os preços internacionais para assegurar o abastecimento. É essa política que tem permitido que o suprimento não sofra interrupção, diz.
Ele não vê como mudar a atual política de preços da Petrobras, prevê mais volatilidade e preços altos, no segundo semestre, e afirma, sem citar o presidente Jair Bolsonaro: “A Petrobras construiu governança robusta e a decisão sobre a política de preços não está baseada na vontade de uma única pessoa.”
Combustíveis 2
Valor Econômico entrevista o novo Superintendente-Geral do Cade, Alexandre Barreto, que revela preocupação com o setor de combustíveis, citando “histórico muito grande de cartéis”. Ele pontua que o órgão tem dois inquéritos abertos para verificar eventuais infrações à ordem econômica decorrente da variação de preços. Barreto afirma que há monitoramento de acordos feitos com a Petrobras para desinvestimento em refinarias e desverticalização do setor de gás.
Petrobras
Após críticas do presidente Jair Bolsonaro, que disse ser um “crime” e um “estupro” o montante de R$ 44,5 bilhões de lucro da Petrobras no primeiro trimestre, parte do noticiário de sábado se ateve ao assunto. Manchete de O Globo destacou que, após fala de Bolsonaro, o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, defendeu a manutenção da política de preços da estatal.
Em evento para apresentar os resultados financeiros, Coelho disse que “é legítima” a preocupação de Bolsonaro com o preço dos combustíveis, mas lembrou que o país depende da importação de derivados do petróleo.
Já O Estado de S.Paulo expôs em manchete que apesar da alta dos combustíveis, a Petrobras já depositou R$ 447 bilhões nos cofres públicos no primeiro trimestre deste ano, o dobro do lucro líquido no período.
IPI
No sábado, imprensa repercutiu que o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu trecho de decreto que ampliou redução de alíquotas do IPI. A decisão atende a pedido do Solidariedade, que apontou prejuízo a produtos da Zona Franca de Manaus.
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