Monitor – 2 de maio de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
30/04 a 02/05/22 | nº 644 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Editorial de O Globo (01/05) defendeu que o Brasil precisa dar prioridade ao setor de turismo. Segundo o texto, a recuperação é visível, mas as políticas ainda não fazem jus ao potencial de geração de empregos. Jornal destacou que um levantamento da indústria hoteleira constatou que o Rio recuperou 60% dos turistas estrangeiros em relação a 2021. Pesquisa da CNC revelou que, entre julho de 2020 e fevereiro passado, metade das cidades que mais abriram vagas de trabalho tem o turismo como principal atividade.

Folha de S.Paulo (30/04) relatou que a CNC projeta que, em um cenário de inflação forte, renda fraca e juros elevados, as vendas do Dia das Mães no Brasil devem recuar 1,8% em 2022 em relação a 2021. Pelos cálculos da entidade, o comércio varejista tende a movimentar R$ 14,42 bilhões em decorrência da data. No ano passado, as vendas somaram R$ 14,68 bilhões, a maior quantia desde 2015 (R$ 15,1 bilhões), de acordo com estimativas atualizadas da confederação.

“A crise sanitária começa a sair de cena, mas aparece a deterioração das condições de consumo neste ano”, afirma Fabio Bentes, economista da CNC. “A previsão é de um Dia das Mães morno”, acrescenta o economista. O ramo de vestuário, calçados e acessórios costurna responder pela maior fatia das vendas da data. Neste ano, o cenário não deve ser diferente.

Telejornal Hora Um (TV Globo) destaca que o Dia das Mães é uma data bastante esperada pelo comércio e, apesar de uma previsão mais tímida para as vendas, a estimativa é que este ano seja o segundo mais lucrativa, desde 2015. Reportagem traz dados da CNC e entrevista com o economista da CNC Fabio Bentes.

“Sem dúvida alguma, se a inflação estivesse perto do teto da meta de inflação, 6%, por ali, seguramente, o varejo estaria experimentando não uma queda, mas um ligeiro crescimento no volume de vendas esse ano”, disse.

Folha de S.Paulo (01/05) afirmou que, após mais de dois anos de medidas de combate ao coronavírus, o legado da pandemia para a economia brasileira já pode ser resumido em aumento da inflação e da taxa de juros. Texto destacou que a inflação corroeu o poder de compra da população e registrou que, em março, quase oito em cada dez famílias (77,5%) estavam endividadas, segundo a CNC.

Também na Folha (30/04), reportagem abordou a importância da educação com foco em finanças estar desde cedo na escola. Texto lembrou que, em fevereiro de 2022, o percentual de famílias brasileiras com dívidas alcançou maior patamar desde março de 2010, atingindo 27%, de acordo com números da CNC.

Simples
O Estado de S. Paulo
 (30/04) relatou que o governo regulamentou ontem o chamado “Refis do Simples”, que vai permitir o parcelamento de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União instrução normativa que regulamenta o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no  âmbito do Simples Nacional (Relp).

A expectativa do Fisco é de que sejam parcelados R$ 8 bilhões por cerca de 400 mil empresas. Já pelo lado da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a medida alcança cerca de 256 mil empresas, em negociações que devem atingir R$ 16,2 bilhões.

Emprego
Folha de S.Paulo 
(30/04) trouxe em manchete dados do IBGE que mostram que a procura por vagas de trabalho ficou congelada no primeiro trimestre de 2022, o que deixou a taxa de desemprego estável nos três primeiros meses do ano, algo raro para esse período. De acordo com o IBGE, de janeiro a março a taxa de desocupação ficou em 11,1%, mesmo nível do trimestre anterior e abaixo da expectativa de 11,4%.

Crédito 
Manchete de O Estado de S. Paulo (30/04) chama atenção para o alerta do presidente da Febraban, Isaac Sidney, de que o aumento da tributação dos bancos deve elevar o custo do crédito, tendo impacto para o consumidor. A advertência vem após o governo aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que é cobrada das instituições financeiras

Juros
Valor Econômico 
destaca unanimidade na expectativa de que, nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve a Selic em 1 ponto percentual, para 12,75%. A comunicação a ser adotada pela autoridade monetária tem sido amplamente discutida entre agentes do mercado, assim como os próximos passos, já que a inflação não tem retraído e expectativas de médio prazo continuam a se afastar das metas. Na reunião passada, em março, e em eventos posteriores, o colegiado reforçou que via como adequada a Selic a 12,75% no fim do ciclo.

Câmbio
Folha de S.Paulo 
conta que a cotação do dólar subiu quase 4% em abril, depois de ter caído 15% no primeiro trimestre. A oscilação reflete a mudança no humor dos investidores, que passaram a esperar um contexto mais difícil para o Brasil com o endurecimento do combate à inflação nos EUA e turbulências internas com a polarização da corrida eleitoral.

Analistas afirmam que dificilmente o dólar voltará a oscilar muito abaixo dos R$ 4,70 até o fim de 2022, embora os fundamentos para a formação da taxa de câmbio pudessem sustentar essa cotação por mais tempo. Em contrapartida, consideram que há pouco espaço para nova escalada ao patamar de R$ 5,70. O cenário projetado neste momento é de uma taxa circundando os R$ 5.

Shoppings
Valor Econômico 
informa que, depois de quatro meses intensos de negociação, Aliansce Sonae e BR Malls chegaram finalmente a um acordo para a fusão que cria a maior companhia de shoppings do país e também da América Latina. A empresa nasce com 69 shoppings e R$ 38,5 bilhões em vendas.

O negócio tem que ser confirmado em assembleia dos acionistas de ambas, mas a sinalização parece favorável. As ações chegaram a subir quase 3% na sexta-feira e arrefeceram no fim do pregão. BR Malls subiu 0,96% e acumula valorização de 18,77% no ano. Aliansce subiu 0,14% e acumula alta de 2,33% no ano. O valor de mercado, somado, é de R$ 13,4 bilhões – neste quesito, ainda um pouco atrás da concorrente Multiplan.

Mercado Pago
O Globo 
(30/04) informou que a fintech Mercado Pago vai oferecer investimentos  a sua base de 34,5 milhões de usuários por meio da plataforma Órama. De entrada, será oferecido um CDB de emissão da Mercado Crédito SCFI, instituição financeira vinculada ao Mercado Pago, o que faz com que a aplicação conte com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

No mês de lançamento, em maio, os papéis pagam o equivalente a 150% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), com aplicação mínima de R$ 1 e máxima de R$ 5 mil por cliente. Os prazos de resgate variam de um mês a um ano.

Manifestações
A pauta política domina as manchetes dos principais jornais nesta segunda-feira. Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo destacam que ontem Jair Bolsonaro participou de duas manifestações antidemocráticas criticando o Supremo Tribunal Federal, em Brasília e em São Paulo. O presidente afirmou que os atos, que tiveram baixa adesão, eram “pacíficos e em defesa da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Jornais ressaltam que a presença de Bolsonaro é vista como um aval para as manifestações e reforça a tensão entre os Poderes.

TSE
O Globo 
(30/04) destacou em manchete o posicionamento do presidente do TSE, Edson Fachin, que repudiou as insinuações do presidente Jair Bolsonaro em relação à lisura das eleições e disse que o tribunal “jamais” aceitaria “intervenção” no processo eleitoral. Fachin também condenou a sugestão do chefe do Executivo sobre uma contagem de votos paralela monitorada pelo Exército.

Auxílio Brasil
O Globo 
expõe que, nove meses após o lançamento do Auxílio Brasil, o governo ainda não conseguiu implementar boa parte dos programas que iriam ampliar o alcance do benefício. Medidas como o voucher para creche, o bônus para quem arranjar emprego e bolsas de incentivo ao esporte escolar ainda não saíram do papel.

PSDB
Valor Econômico 
relata que o pré-candidato do PSDB à Presidência, João Doria, o presidente nacional do partido, Bruno Araújo, e o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite tentam estabelecer uma relação de colaboração dentro da sigla depois do cessar-fogo das últimas semanas. Enquanto o dirigente ainda mantém responsabilidades com a campanha nacional ao conduzir as negociações com outras legendas, o gaúcho deve centralizar sua atuação na eleição no próprio Estado e fazer colaborações pontuais com as pretensões eleitorais do paulista.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,06%, cotado a R$ 4,94. Euro subiu 0,42%, chegando a R$ 5,21. A Bovespa operou com 107.876 pontos, queda de 1,86%. Risco Brasil em 306 pontos. Dow Jones caiu 2,77% e Nasdaq teve queda de 4,17%.

Valor Econômico
Pressão global leva empresas a rever estratégias e parcerias

O Estado de S. Paulo
Bolsonaro dá aval a atos contra STF e mantém crise entre Poderes

Folha de S.Paulo
Bolsonaro participa de ato contra o STF e reforça a tensão

O Globo
Programas para ampliar alcance do Auxílio Brasil ficam no papel

Correio Braziliense
Programa de cotas, que teve UnB como pioneira, volta à discussão no país

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