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Reportagem do Valor Econômico destaca que, responsável por gerar 150 mil empregos em fevereiro, metade de todas as vagas com carteira criadas no país no mês, o turismo doméstico começou a compensar as perdas na pandemia – uma conta negativa de R$ 485 bilhões, de acordo com a CNC. O setor aposta na demanda reprimida, mas, para voltar aos níveis de 2019, precisará driblar a compressão da renda das famílias e disputar espaço com as viagens ao exterior.
Mesmo com as contratações em fevereiro, o saldo de empregos no setor está negativo em 250 mil vagas desde o início da pandemia. O nível de atividade no ramo ainda está 11% abaixo de 2019, de acordo com IBGE, apesar de uma alta de 47% nos últimos 12 meses.
O setor registrou queda de 1% no índice de atividades turísticas em fevereiro, em relação ao mês anterior, e de 0,4% em janeiro, na mesma comparação. Foi a primeira vez, desde o início da recuperação, que houve recuo em dois meses consecutivos do indicador do IBGE. “Embora as quedas sejam pequenas, os números trouxeram um alerta, pois podem significar um tendência de recuperação mais lenta”, diz o economista Fábio Bentes, da CNC.
Para Bentes, tanto a renda disponível reduzida quanto a volta do turismo internacional podem diminuir o ritmo da recuperação interna. Ele diz, no entanto, que é preciso aguardar os dados de março para consolidar o cenário.
Editorial econômico de O Estado de S. Paulo destaca que quatro em dez pessoas com direito ao saque especial do FGTS pretendem usar o dinheiro para limpar o nome, segundo pesquisa do Instituto Opinion Box em parceria com a Serasa Experian.
Texto acrescenta que, em março, 77,5% das famílias consultadas indicaram ter dívidas a vencer, segundo pesquisa da CNC. Foi a maior porcentagem registrada em 12 anos, isto é, desde o início do levantamento. Também foi recorde, para esse período, a parcela das famílias com débitos em atraso (27,8%). As endividadas eram 67,3% um ano antes. As inadimplentes, 24,4%. Também aumentou nesse período – de 10,5% para 10,8% – a fatia daquelas sem condições de pagar os débitos já em atraso.
O endividamento e a inadimplência aumentaram nos dois grandes grupos de renda, até 10 salários mínimos mensais e acima desse nível. No caso das contas em atraso, a expansão, em um ano, foi de 12,2% para 13,2% das famílias com ganho mensal superior a 10 mínimos e de 27,2% para 31,1% daquelas da faixa inferior.
Editorial também registra que a pesquisa mostra também uma piora da percepção do endividamento. As contas a pagar, dentro ou fora do prazo, pressionam fortemente os orçamentos. Em março, 30% dos ganhos estavam comprometidos com dívidas. Para 20,9% das famílias endividadas, esses compromissos correspondiam a mais de 50% da renda, o maior porcentual desde agosto do ano passado.
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) registra que o presidente da CNC, José Roberto Tadros, foi o homenageado da sexta edição do World Company Award (Woca). “O prêmio que estamos recebendo é, de certa forma, o corolário de mais de três anos de trabalho focado no fortalecimento do Sistema CNC-Sesc-Senac. Estamos mais fortes a cada dia, buscando estar próximos dos empresários, dos trabalhadores, da população brasileira e das necessidades do país”, destacou Tadros. Ele lembrou que o setor representa mais de 70% do PIB braslleiro.
Reportagem de O Estado de S. Paulo (24/04) sobre educação financeira dentro de empresas citou a CNC ao apresentar dados sobre o endividamento de famílias no Brasil. Texto registrou que, segundo a Confederação, em dezembro de 2021, o número de famílias que relataram estarem endividadas atingiu 76,3%.
De acordo com a reportagem, à medida que as empresas investem em ambientes mais saudáveis e flexíveis, a busca pelo bem-estar financeiro dos colaboradores também passou a ser uma demanda das áreas de recursos humanos. |