Destaques da edição:
A resiliência do comércio – O primeiro trimestre deste ano se encerrou com a continuidade no acirramento das condições de consumo: inflação corrente alta e persistente, e crédito mais caro com juros elevados. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anualizado chegou a 11,33%, fechando o mês de março com a maior alta em 28 anos (1,62%), principalmente puxado pela alta na gasolina de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Essa dinâmica desafia ainda mais o Banco Central do Brasil (Bacen) no atual ciclo de alta da Selic.
Por outro lado, os juros de mercado mais elevados aparentemente não se mostram em condição suficiente para reduzir a demanda por crédito. Mesmo com o crescimento econômico estimado menor este ano, a expansão das operações de crédito seguirá acontecendo. As concessões de crédito novo, na média diária de janeiro, cresceram 29% em relação a janeiro de 2021, considerando todas as linhas de crédito com recursos livres para consumidores e empresas.
O comércio, embora menos otimista, está resiliente com as condições macroeconômicas e de consumo, inclusive apontando abertura de 204 mil novos estabelecimentos no setor no ano passado, em relação a 2020, contabilizados pelos CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) ativos na base de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
E-commerce, um novo hábito de consumo – O comércio teve uma grande perda com o isolamento social imposto durante a pandemia, no entanto o comércio varejista no âmbito restrito conseguiu finalizar 2020 com resultado positivo, crescimento de 1,2%. Em 2021, o avanço foi ligeiramente maior, de 1,4%. Esses números mostram que o fator presencial conseguiu ser superado pelo setor, mostrando a importância do mercado digital.
Segundo o último relatório Webshoppers da Ebit | Nielsen, o faturamento das vendas do e-commerce cresceu 27% em 2021. Esse avanço aconteceu principalmente durante o primeiro semestre do ano, que contribuiu com 41% desse resultado. Em termos reais, o faturamento do comércio eletrônico em 2021 foi de R$ 182,7 bilhões.
A tendência de evolução do e-commerce já existia antes da pandemia, mas foi reforçada em 2020 e continuada em 2021. Apesar da maior flexibilização de mobilidade, esse caminho deve permanecer e facilitar a vida de cada vez mais consumidores.
Qualidade do crédito recente, por que os consumidores estão mais endividados no cartão de crédito? – A proporção de famílias endividadas no Brasil alcançou o maior percentual da história da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), com 77,5% do total de lares no País com algum tipo de dívida em março. Em termos absolutos, são cerca de 13 milhões de famílias endividadas nas principais modalidades (cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, carnês de lojas, crédito consignado, financiamento de casa, financiamento de automóvel , outras dívidas).
Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central do Brasil (Bacen), a concessão total de crédito acumulada em um ano nas linhas com recursos livres às pessoas físicas cresceu 1,7% em janeiro ante dezembro e 22,1% comparativamente ao volume concedido em janeiro de 2021.
Vale destacar que, na ótica da Peic, assim como na do Bacen, as dívidas são compromissos exigíveis e vincendos da família com o sistema financeiro, então estar endividado significa ter uma parcela ou um valor a vencer no futuro em compromisso firmado com as instituições financeiras operantes no País.
Indústria automobilística fecha primeiro trimestre em queda – O licenciamento total de automotores no Brasil saltou 10,9% no mês de março ante a fevereiro de 2022, é o que diz a última carta publicada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em 8 de abril. De acordo com a apuração, o nível de licenciamentos está se recuperando aos poucos da grande queda de janeiro (-38,9%), quando os licenciamentos totais atingiram 126 mil unidades. Em fevereiro, já foi possível observar uma pequena melhora de 4,6% até atingir os 146,8 mil licenciamentos de março.
Os números das franquias em 2021 – No site da Associação Brasileira de Franchising (ABF), encontram-se inúmeras informações a respeito do desempenho das empresas desse segmento produtivo. A maioria é composta de micros e pequenas empresas, pertencentes aos setores do comércio e dos serviços. A dimensão dessa par ticipação infere a tendência para onde a economia brasileira constitui trajetória de evolução.
No endereço web ht tps://www.abf.com.br/ wp-content /uploads/2022/02/Desempenho-do- Franchising-Brasi lei ro-50-maiores-Franquiasno- Brasi l-1602.pdf, tem-se 29 slides com informações que denotam a grandeza das empresas franqueadas/franqueadoras como opções para o empreendedorismo com sua bandeira. Em geral, as marcas conferem relativa segurança ao investidor e garantias através da imagem, do significado da empresa, da representatividade, de apoio por consultorias, orientações, intervenções diretas e indiretas, entre outras ações da franqueadora.